Pesquisador investiga metabolismo da cana-de-açúcar

Objetivo é elevar produtividade da planta

[img:EcoBras_Cana.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Entender as redes de interações ligadas ao metabolismo da cana-de-açúcar é fundamental para o desenvolvimento da desejada planta mais produtiva do futuro. A plântula – embrião anterior à formação das primeiras folhas – pode ser um modelo útil para estudar a cana com essa abordagem de sistemas biológicos, de acordo com Marcos Buckeridge, do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Buckeridge, o Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas (Laifeco) do IB-USP, fundado e dirigido por ele, tem realizado, em plântulas, estudos sobre o metabolismo dos carboidratos da cana-de-açúcar.

Ele apresentou um trabalho feito com plântulas e focado no papel da giberelina – um hormônio que estimula o alongamento e a divisão celular nas células de plantas – no metabolismo da cana-de-açúcar. O estudo correspondeu à tese de doutorado da pesquisadora Andrea Brandão, do Laifeco.

Segundo Buckeridge – um dos responsáveis pela seção de Biomassa do BIOEN e um dos coordenadores da área de biologia da Fapesp – a síntese de giberelina é necessária para que a plântula cresça, as células alonguem e a sacarose seja produzida.

– Quando inibimos a síntese do hormônio, a planta não produziu açúcar e a parede não se modificou. Quando aplicamos o hormônio, vimos que uma parte da planta estendeu mais do que a outra, o que é uma alteração importante na parede celular.

O estudo mostra que o modelo pode permitir o entendimento de mecanismos da extensão celular que são muito importantes para que a planta armazene o açúcar ao crescer.

– Essa abordagem também poderá ser importante para desenvolver o etanol celulósico, já que permite estudar os mecanismos de extensão da parede celular. Com esse conhecimento poderemos afrouxar essa parede e viabilizar a produção do etanol – disse.

De acordo com o cientista, o trabalho concluiu não apenas que a giberelina aumenta a quantidade de sacarose na cana e induz a mudanças na parede celular, mas também permitiu demonstrar que as plântulas são um bom modelo para estudar a divisão celular e a abordagem de sistemas biológicos.

– Precisamos muito de um modelo que permita entender melhor a bioquímica da cana-de-açúcar. Pouca gente trabalha com as plântulas, porque é muito difícil conseguir sementes. Mas a grande vantagem é que há um número menor de células, com uma bioquímica menos complicada e uma ótima possibilidade de conhecer a expressão gênica – explicou.

Os mecanismos presentes na plântula são muito parecidos com os que ocorrem na planta inteira.

– Por isso, quisemos lançar a idéia de utilizar a semente e a plântula como modelo para estudar alguns fenômenos de modo a, em seguida, passar ao colmo, à folha e à flor para entender melhor o funcionamento do sistema metabólico – disse.

O estudo, de acordo com Buckeridge, mostrou que o modelo de plântulas pode ajudar a entender a síntese da parede celular. Nessa fase da vida da planta, todo o aparato sintético está funcionando.

– A germinação é um período de intensificação de divisão celular e a giberelina é um indutor de divisão. A plântula é exatamente onde ocorre a síntese da parede, porque quando a célula se divide ela tem que fazer uma parede celular nova – explicou.

Para Buckeridge, ao entender a síntese das paredes celulares, os geneticistas e biólogos moleculares poderão desenvolver plantas com polissacarídeos atualmente inexistentes na cana-de-açúcar, mas que serão introduzidos a fim de facilitar a hidrólise do etanol celulósico.

– No futuro, com a transcriptômica e a metabolômica, com a simples aplicação de giberelina em plântulas poderemos ver como as redes de interação dos sistemas da planta mudam seu padrão de conexão – afirmou.

AGÊNCIA FAPESP

Fonte: [ Canal Rural ]

Homeopatia é alternativa a agrotóxicos

[img:eco02220309.png,full,alinhar_esq_caixa]Primeiro, o uso era em pessoas. Depois, passou para os animais. Agora, a homeopatia, que por definição significa um tratamento de doenças com agentes capazes de produzir sintomas semelhantes aos dessas doenças, está sendo usada também para a agricultura. Os resultados obtidos até o momento têm sido excelentes, pois a planta respondem rapidamente ao tratamento e tem substituído o uso de agrotóxicos nas lavouras.

De acordo com o agrônomo e professor do setor do departamento de biologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Carlos Moacir Bonato, um dos responsáveis pelo programa, o uso da homeopatia vegetal iniciou há sete anos, como uma alternativa para evitar o uso de agentes químicos em plantações. “Fizemos isso para diminuir ao máximo o impacto ambiental.

Os resultados têm se mostrado positivo e a homeopatia se transformou em uma ferramenta importante nesse trabalho. Além disso, tem ajudado a equilibrar o solo, fazendo com que os microorganismos sejam mais ativos”, explica.

Bonato revela ainda que as plantas apresentaram aumento no seu crescimento, mais resistência à pragas e doenças e aumento na produção. “O produtor rural que adere à homeopatia vai ter uma lavoura mais saudável e, ao mesmo tempo, vai diminuir drasticamente os custos de produção em relação ao uso do agrotóxico comum.

Se o produtor tiver boas condições do solo, tempo, etc., ele pode conseguir um aumento de 30% a 40%. Também foi verificado um aumento no chamado óleo essencial, que trabalha como uma defesa da planta em 114%, o que nos surpreendeu bastante”, afirma.

Outra vantagem apontada pelo professor ao uso de homeopatia reside no fato de que esse produto tem um impacto quase nulo na natureza. Em contrapartida, Bonato revela que os agrotóxicos, mesmo que resolvendo um determinado problema, acaba gerando outro.

“Um bom exemplo disso é o inseticida conhecido como Fipronil, que possui uma toxicidade alta. Ele resolve problemas ligados às formigas, contudo, também está ligado ao desaparecimento de abelhas. Com a homeopatia, o combate às formigas nocivas para planta não afeta em nada as abelhas. Ela também é regulamentada pela instrução normativa número 64, de 2008. Ou seja, trata-se de um procedimento legal”, diz.

O professor comemora o interesse dos agricultores em saber mais sobre a homeopatia. Para melhorar, ele informa que o governo aprovou um projeto de R$ 140 mil para equipar um laboratório na UEM para desenvolver mais pesquisas. Para conseguir esse benefício, ele vai ministrar palestras para os interessados.

“Tenho viajado pelo oeste e noroeste do Paraná explicando os benefícios da homeopatia. O pessoal chega meio desconfiado, mas logo se interessam em saber como funciona. Ainda há uma certa resistência das pessoas com a homeopatia. Eu mesmo já fui um dos que não acreditavam nela.

Entretanto, grande parte da crítica é em razão do desconhecimento das pessoas, pois ela serve para humanos, animais e plantas. Se conhecessem mais, certamente mudariam de opinião”, avalia. Entretanto, não basta sair aplicando homeopatia na lavoura. Para o professor, é preciso muito estudo para saber o que vai ser colocado.

“O estudo vai servir para ver qual homeopatia terá mais eficácia tanto para o solo quanto para a planta. Após isso, aí sim indicamos o que o agricultor deve utilizar”, encerra.

Agricultores estão felizes com a nova técnica

Dois exemplos de produtores rurais que aderiram ao uso da homeopatia nas lavouras são Luiz Valter Hedel e Darci Betmar Tomm, ambos da cidade de Marechal Cândido Rondon. Adeptos do produto natural há quatro e três anos, respectivamente, os agricultores revelam que estão bem felizes em não utilizar mais produtos químicos nas suas lavouras e nos seus animais.

Hedel, que planta milho e feijão e possui gado leiteiro, afirma que a homeopatia tem ajudado muito tanto na produção como na economia. “Desde que comecei a usar a homeopatia, as coisas deram uma melhorada, principalmente no que se refere ao custo de produção, que baixou bastante.

Os produtos que mais costumo usar, nux vonica e arnica, custam bem menos do que um agrotóxico comum”, revela. Ele diz também que nunca teve problemas com esse produto e que também apresentou melhoras na saúde por não necessitar lidar com agrotóxicos fortes.

“Começamos a notar aqui em casa que nossa saúde melhorou. Hoje, quando sinto cheiro de algum agrotóxico, já não me sinto bem. Não cheguei a ficar com problemas decorrentes do uso dos defensivos agrícolas, mas estou certo que estamos muito melhor agora”, avalia.

No caso de sua produção de leite, o agricultor usa a homeopatia a mais tempo: cinco anos. “Graças ao uso desse produto natural, as minhas vacas estão com a saúde perfeita. Eu apoio 100% a adesão à homeopatia. Produtos químicos não entram mais aqui”, garante.

Para Tomm, que produz milho, soja, girassol e tem animais em sua propriedade, além da redução de custos, que segundo ele chega a 80%, a qualidade de vida pesou na hora de decidir em optar pela homeopatia. “Estou satisfeito em utilizar homeopatia na minha propriedade.

As plantas e o solo tornaram-se mais fortes e resistentes, assim como os animais. Não ficamos mais expostos a esses defensivos agrícolas, que vão acumulando coisa ruim no nosso corpo com o passar dos anos.

Nossa vida melhorou bastante desde que abolimos a presença desses materiais e acredito que vale a pena o produtor rural conhecer mais sobre a homeopatia”, finaliza.

Rondon é o berço da ideia

Os trabalhos iniciais da pesquisa com homeopatia em plantas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ocorreram no município de Marechal Cândido Rondon, oeste do Estado. Após uma ressalva inicial, os produtores rurais dessa localidade têm aderido a essa iniciativa.

Para o professor Bonato, boa parte da adesão encontra-se no fato de que os agricultores já usaram muito agrotóxico no passado e que eles necessitam de uma alternativa natural para cessar a exposição ao defensivo. “Trabalhamos com essas pessoas ‘sofridas’, porque elas já não aguentam mais ter que usar esses materiais. Alguns deles, inclusive, sofrem com os efeitos de passar muito tempo em contato direto com produtos tóxicos”, conta.

Bonato diz também que houve uma certa resistência e ceticismo dos produtores quanto a eficácia da homeopatia. Porém, com as palestras e a orientação necessária, eles aprendem como usar o material e obter um melhor aproveitamento disso.

O professor cita ainda alguns produtos que obtiveram um excelente resultado na agricultura. “O sulphor, a felicea, o carbo vegetables e a calcária carbônica obtiveram uma grande performance nos testes. Cada um deles têm uma aptidão certa e podem ser usados em pessoas e animais. Mas friso que é preciso fazer um estudo antes de aplicá-los”, alerta.

Fonte: [ Paraná-Online ]

Boa parte dos casos de câncer no Brasil poderia ser evitada, diz estudo

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Cerca de 30% dos casos de 11 tipos de cânceres pesquisados poderiam ser facilmente evitados no Brasil, de acordo com um estudo divulgado nesta quinta-feira, com a adoção de uma dieta saudável, a prática de mais exercícios físicos e um controle de peso adequado.

O relatório Policy and Action for Câncer Prevention (Política e Ação para a Prevenção do Câncer), uma parceria do Fundo Mundial de Pesquisas sobre Câncer (WCRF, na sigla em inglês) e do Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer (AICR, na sigla em inglês), calculou a porcentagem dos casos de vários tipos da doença que poderiam ser evitados também nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha e na China.

Os pesquisadores calculam que um quarto dos casos de câncer em países de baixo poder aquisitivo como a China poderiam ser evitados com esses hábitos saudáveis. Em países desenvolvidos, a proporção sobe para um terço.

O Brasil, como país de poder aquisitivo considerado médio, se encontra no meio do caminho entre estas duas proporções, segundo o relatório.

Brasil

Ao todo, 11 tipos de câncer foram estudados no Brasil e na China: o de boca, laringe e faringe (considerado uma única categoria); esôfago, pulmão, estômago, pâncreas, vesícula biliar, cólon, fígado, mama, endométrio (mucosa uterina) e rim. Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, o câncer de próstata também foi pesquisado.

Os cientistas concluíram que cerca de 63% dos casos de câncer de boca, laringe e faringe no Brasil poderiam ser prevenidos, igual à proporção americana, um pouco menor do que a britânica (67%) e maior do que a chinesa (44%)

Em termos absolutos, o maior impacto seria na prevenção do câncer de mama, que é o segundo caso mais frequente da doença entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele.

O Instituto Nacional do Câncer calcula que 49 mil casos de câncer de mama devem ser registrados no país em 2009. Consequentemente, segundo os cálculos da pesquisa, quase 14 mil casos poderiam ser prevenidos.

Recomendações

“Esperamos um crescimento substancial dos índices de câncer com o envelhecimento das populações, o aumento da obesidade, com as pessoas menos ativas e consumindo cada vez mais comidas pouco saudáveis”, afirmou Martin Wiseman, diretor da pesquisa.

“A boa notícia é que isso não é inevitável e ainda podemos evitar uma crise, antes que seja tarde demais.”

Entre as recomendações dos pesquisadores estão:

  • as escolas devem encorajar a alimentação saudável e as atividades físicas;
  • instituições de ensino não devem vender alimentos pouco saudáveis aos alunos;
  • os governos devem encorajar a população a caminhar e andar de bicicleta;
  • os governos devem tornar leis as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS);
  • a indústria alimentícia deve fazer da saúde pública a prioridade durante todos os estágios da produção.

Fonte: [ BBC Brasil ]

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[nota do editor: tornar leis as recomendações da OMS ? Ora, vejam só…]

Morales mastiga folha de coca na ONU ao defender planta

[img:260000.jpeg,full,alinhar_esq_caixa]O Presidente boliviano, Evo Morales, pediu hoje às Nações Unidas a despenalização da folha de coca, dizendo que mastigá-la não é ser um drogado.

Com uma folha na mão, que depois mastigou perante a Comissão de Estupefacientes da ONU, reunida em Viena, Morales argumentou que estas folhas deveriam ser retiradas da lista de estupefacientes proibidos pelos convénios internacionais.

“Isto é uma folha de coca, não é cocaína. Não é possível estar na lista da ONU”, declarou o Presidente, que foi aplaudido por algumas das delegações. O seu país é um dos maiores produtores mundiais de folha de coca, com quase 30.000 hectares cultivados, mas mesmo assim consegue ser ultrapassado pelos 50.000 hectares do Peru e pelos quase 100.000 da Colômbia.

“Isto é mastigar. Eu não sou nenhum drogado. Se o fosse, Antonio Maria Costa (responsável nas Nações Unidas pela luta contra a droga) deveria levar-me para a cadeia”, acrescentou Morales. “Esta folha de coca é um medicamento para os povos. Não é prejudicial para a saúde humana, no seu estado natural.”

Um estudo efectuado em 1995 pela Organização Mundial de Saúde concluiu, com efeito, que “o uso de folhas de coca não parece ter efeitos físicos negativos, podendo ser até que tenha valor terapéutico”.

Os habitantes dos Andes, na América do Sul, descobriram há mais de 7000 anos as propriedades estimulantes da coca, tendo o seu uso sido considerado sagrado nas culturas quechua e aymara. O Império Inca controlava a distribuição e a produção desta planta, utilizada em rituais e como estimulante para o trabalho nas minas. Mas só em 1860 é que o principal alcalóide da folha de coca, a cocaína, foi isolado e passou a ser utilizado em medicamentos; muito em especial na Europa e nos Estados Unidos.

Fonte: [ Público PT ]

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EUA criticam plano de Morales de expandir cultivo de coca

LA PAZ (Reuters) – O embaixador dos Estados Unidos na Bolívia criticou na quarta-feira o plano do país sul-americano de expandir significativamente a área legal para plantação de folhas de coca, matéria-prima da cocaína. A Bolívia é a terceira maior produtora mundial da droga depois da Colômbia e do Peru. Os EUA são o maior mercado mundial para a cocaína.

‘O simples fato é que o excedente da coca sempre vai se tornar cocaína. Os traficantes de droga sempre poderão pagar um melhor preço… os Estados Unidos continuam a pedir que o governo boliviano trabalhe para reduzir, em vez de aumentar, as plantações de coca’, disse o embaixador dos EUA Philip Goldberg.

Os comentários do diplomata foram feitos dois dias depois do presidente boliviano, Evo Morales, um ex-plantador de coca, anunciar que a Bolívia vai aumentar a área legal para plantação da folha dos atuais 12.000 hectares para 20.000 hectares no ano que vem, desconsiderando os limites estabelecidos em uma lei patrocinada por Washington.

A lei de 1988 estipula que a região boliviana de Yungan é a única onde o cultivo da folha de coca é permitido, numa área máxima de 20.000 hectares e para usos tradicionais, como para ser mastigada e para fazer chá. Um decreto posterior também permitiu o cultivo na região de Chapare.

(Por Mario Roque)

Fonte: [ Último Segundo ]

Arroz orgânico brasileiro chega ao mercado externo

A Associação da Agricultura Biodinâmica do Sul já exporta arroz orgânico para Alemanha e Inglaterra e acaba de fazer contato com importadores dos Emirados Árabes Unidos e Líbano

Um grupo de 300 pequenos produtores dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul formam um núcleo de desenvolvimento sustentado e orgânico. Há oito anos eles integram a Associação da Agricultura Biodinâmica do Sul (Abdsul), por meio da qual comercializam diversos produtos orgânicos como arroz, doces, geléias, polpas de frutas, mel e lã de carneiro.

No ano passado, o grupo realizou a primeira exportação de arroz orgânico para a Alemanha, após participar da Biofach, a maior feira de negócios do setor, na cidade de Nuremberg, na Alemanha. Em fevereiro deste ano eles participaram novamente da Biofach e desta vez fecharam negócios com importadores da Inglaterra e iniciaram contatos com compradores do Líbano e de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

“Até agora o produto que mais chamou atenção dos compradores internacionais foi o arroz. Eles compram da gente a granel e lá transformam o cereal em flocos e colocam no mercado como cereal matinal”, explica Marcelo Barbosa, vice-presidente da Abdsul.

De acordo com Barbosa, essa foi a segunda participação da entidade na feira e o primeiro contato com importadores do Oriente Médio. “Esperamos que os contatos, mais de trinta realizados na Biofach, rendam negócios futuros para todos os nossos produtos”, destaca. “Ao longo de 2009 vamos receber a visita de importadores da Inglaterra, Bélgica e Itália. Todos que conheceram nossos produtos na Alemanha”, afirma.

No mercado interno, a associação já comercializa os produtos dos associados em diversos estados e mantém representantes em capitais importantes como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Florianópolis e Belo Horizonte (MG).

A Abdsul faz parte do Organics Brasil, que é resultado de uma ação conjunta do Instituto de Promoção do Desenvolvimento, da Federação das Indústrias do Paraná e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex). O projeto surgiu para promover os produtos orgânicos brasileiros no mercado internacional, reunindo empresas e produtores em torno de uma marca única, atendendo aos mais exigentes padrões de adequação sócio-ambiental. A participação em feiras internacionais como a Biofach é parte da estratégia do programa.

Fonte: [ ExporNews ]

Os perigos do cultivo da Uva

Pesquisadores constatam elevado nível de intoxicação em vinicultores gaúchos: análises feitas em 108 trabalhadores rurais da região nordeste do estado mostraram que todos apresentam danos em seu material genético

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Um estudo inédito sobre o efeito de agrotóxicos em vinicultores do Rio Grande do Sul revelou altos índices de intoxicação. Análises feitas em 108 trabalhadores rurais da região nordeste do estado mostraram que todos apresentam danos em seu material genético. A pesquisa, que resultou de uma parceria entre a Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi publicada recentemente na revista internacional Mutagenesis.

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Castanhas: Super Saudáveis!

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A família das castanhas é muito rica em nutrientes. Na lista de seus componentes benéficos entram fibras, proteína, cálcio, ferro, potássio, zinco, selênio, vitamina E, ácido fólico, entre outros. A castanha-do-pará, por exemplo, já ficou famosa por seu alto teor de selênio, mineral que atua no equilíbrio da tiróide (evitando oscilações de peso), previne tumores, fortalece o sistema imunológico e protege contra a ação dos radicais livres.

“Uma castanha-do-pará por dia supre todas as necessidades de selênio do organismo”, garante Vanessa Coutinho, coordenadora da pós-graduação em nutrição esportiva e clínica da Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro (RJ).

Já amendoim, amêndoa e pistache são boas fontes de proteína e não devem faltar na alimentação de quem não come carne. O zinco, presente especialmente na castanha-do-pará e de caju, tem papel fundamental na produção de glóbulos brancos; magnésio, encontrado na maioria dessas castanhas, ajuda a controlar a pressão e a reduzir sintomas da tensão pré-menstrual; sem falar no potássio, que dá uma mãozinha ao desenvolvimento dos músculos.

As gorduras monoinsaturadas presentes nesses alimentos também são uma vantagem e tanto. Elas reduzem o nível de colesterol ruim e aumentam o HDL, o colesterol do bem, responsável por limpar as artérias. Por isso, elas são armas poderosas para afastar as doenças cardíacas. Uma pesquisa norte-americana revelou que duas colheres de sopa de nozes por dia é capaz de reduzir em 13% o nível total de colesterol. “Cada 1% do colesterol reduzido significa 2% a menos de risco de doenças cardiovasculares”, diz Liliana Bricarelo, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo.

Mas não se esqueça de que, mesmo sendo do bem, essas gorduras carregam muitas calorias. Um pacotinho de 100 gramas de amendoim ou castanha de caju, por exemplo, vale o mesmo que um Big Mac. Nem é preciso dizer que, consumidas em exagero, acabam como estoque de gordura. Por isso, o recomendado é comer as castanhas no lugar de outro alimento, não apenas adicioná-las à dieta.

Para quem quer usufruir dos benefícios das oleaginosas e ainda perder peso, a amêndoa é mesmo a melhor opção. Além de ser rica em nutrientes, 12 unidades têm menos de 100 calorias. O ideal é consumir essa porção ao longo do dia (quatro unidades no lanche da manhã, quatro no lanche da tarde e quatro antes de dormir, por exemplo). Já a macadâmia é a menos indicada: uma dúzia tem 200 calorias. E cuidado com o amendoim: mal armazenado, pode conter uma toxina cancerígena.

Qualquer que seja a sua escolha, o melhor é consumir as oleaginosas cruas. Se não gostar, uma boa alternativa é torrá-las em casa, pois o calor do forno não é suficiente para tirar os benefícios dos nutrientes nelas contidos. Para preservá-las, conserve em lugar seco e afastadas da luz. Se forem industrializadas, confira no rótulo se contêm gordura vegetal hidrogenada e evite os grãos muito salgados, que favorecem a retenção de líquidos. Bom apetite!

Como usar

As castanhas devem fazer parte da sua dieta. Mas, por serem muito calóricas, é necessário consumi-las com moderação. Aqui vão algumas dicas de como inseri-las de forma criativa e deliciosa no seu dia.

No café da manhã:
Misture amêndoas, nozes ou castanhas trituradas no iogurte ou cereal.

Nos lanches:
Elas são excelentes para comer entre as refeições. Para não exagerar, separe em um potinho ou saquinho pequeno a quantidade permitida e coma durante o dia.

Nas refeições:
Adicione as castanhas raladas ou em lascas em saladas, farofas, arroz e sopas. Além de nutrientes, os pratos ganham sabor e textura.

Como aperitivo:
Desse jeito você já conhece. Pistache, amêndoa, amendoim e castanha do Pará e castanha de caju, vão bem com praticamente tudo.

Cuidado para, de grão em grão, não exagerar na quantidade!

Fonte: [ SEGS ]

Compare a castanha-do-pará com a Castanha portuguesa

Comparamos 25 gramas de cada, o que equivale a 3 castanhas portuguesas e 6 castanhas-do-pará.

por Regina Célia Pereira | design Eder Redder | foto Dercílio

  1. Calorias

    A castanha portuguesa é a melhor opção para quem precisa controlar o peso, já que contém 32 calorias. A castanha-do-pará soma 164.

  2. Cálcio

    A castanha-do-pará oferece quase quatro vezes mais do mineral que fortalece o esqueleto — 40 miligramas —, contra apenas 11 da castanha portuguesa.

  3. Fósforo

    Esse nutriente que garante disposição aparece muito mais na castanha-do-pará: 181 miligramas. Já a castanha portuguesa fica bem atrás, com 24 miligramas.

  4. Gorduras

    A castanha-do-pará tem 16 gramas, contra 0,34 da castanha portuguesa, mas o bom é que são gorduras saudáveis, que protegem as artérias.

  5. Potássio

    A portuguesa contém 178 miligramas desse nutriente que combate a hipertensão, um pouco mais do que a castanha-do-pará, com seus 164 miligramas.

  6. Ácido fólico

    A vitamina que diminui o risco de tumores ganha um certo destaque na castanha portuguesa — são 9 microgramas, contra 5 da castanha-do-pará.

  7. Selênio

    Esse potente mineral antioxidante aparece aos montes na castanha-do-pará — são 740 microgramas. A portuguesa, coitadinha, não contém quantidade que mereça ser mencionada.

DICA
A castanha portuguesa pode ser usada como base de purês para acompanhar carnes e aves. Já a castanha-do-pará pode incrementar saladas e até ser batida junto com iogurte. Só não vale abusar, pois ela é bem calórica.

FONTES: PÉROLA RIBEIRO, NUTRICIONISTA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO, E SAMANTHA MACEDO, NUTRICIONISTA DA EQUILIBRIUM CONSULTORIA EM NUTRIÇÃO, NA CAPITAL PAULISTA PRODUÇÃO INA RAMOS

Disponível na Internet em: [ Saúde ]

Vida saudável X Vida comum em sociedade – as dificuldades do dia a dia

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Olá aos que visitam este espaço.

Resolvi escrever sobre alguns aspectos de minha vida que estão me atormentando – relativas à saúde – e talvez, com a ajuda de vocês, eu consiga descobrir soluções que sejam aplicáveis à minha realidade.

Não entenderam nada? Eu explico.

Desde minha adolescência que descobri como prazer o sair à noite, com amigos, para rodadas de chopp com babatas e calabrezas, nos bares dos finais de semana. Encontrei ali uma maneira de desopilar as amarguras do dia a dia, rindo de conversas despretensiosas, opiniões inflamadas por cervejas e papos dos mais variados, incluindo aí os assuntos terminantemente proibidos, tais como futebol, política, religião…

Aos 15 anos conheci o chopp. Aos 19 anos conheci o cigarro. Desde então, tornaram-se companheiros inseparáveis, me ajudando a ganhar alguns quilos a mais e desmantelar minha saúde de pouco em pouco. Saúde esta, mantida graças a uma alimentação que julgo balanceada, com várias frutas, legumes, verduras, carnes magras… Em suma, aquilo que aprendi durante a vida sobre uma boa nutrição.

Só que estou chegando cá aos meus 37 anos. Meu fôlego já não é dos melhores (conseguia prender a respiração debaixo d’água por mais de 4 minutos) e meu pique diminuiu muito, a ponto de preferir não subir escadas, ou abandonar caminhas e trilhas que fazia todo ano.

Então resolvi dar um basta no sedentarismo e acabar com os maus hábitos. Durante o mês de dezembro comecei a estabelecer metas para 2009, metas de mudança de atitudes, de melhoras progressivas,

A primeira meta a ser colocada em prática foi voltar a fazer exercícios, junto com uma dieta leve e uma alteração na freqüência com que me alimento (comendo pouco e de 3 em 3 horas, se possível). Dia 12 de janeiro entrei para uma academia e venho mantendo certa constância. Foi um passo importante, já que me encontrava há muito tempo sedentário, só fazendo um pouco de natação nos fins de semana.

Tal qual Tim Maia, durante quase 3 semanas perdi aproximadamente 21 dias. 😉

Incrível como é difícil perder peso, depois que passamos dos 30. Mais ou menos 1 hora e meia de malhação e praticamente nenhum resultado palpável. Estava faltando alguma coisa…

Quando comecei a fazer exercícios, percebi que necessitava melhorar minha alimentação, me reeducando em horários e alimentos ingeridos. Cortei doces, gorduras, cerveja e refrigerantes.

Daí que estabeleci, como segunda meta, abandonar após o carnaval, com a esperança de que seja possível abandonar definitivamente, tanto a cerveja (e álcool em geral) como o cigarro, supérfluos que como todos sabemos, causam diversos problemas, inclusive causando doenças.

Mas e medo de engordar ao abandonar o cigarro ??? Todo mundo já ouviu falar disso, não? Fazendo exercícios, imagino eu, as chances seriam grandes de perder peso e melhorar a saúde.

Bati de frente com outro problema: como sair à noite com os amigos, não beber outra coisa a não ser água ou sucos de frutas, além de claro, beliscar sem furar a dieta…

Na hora de pedir alguma coisa pra comer, a dúvida cruel: batata-frita? Porção de aipim frito? Calabreza acebolada? Pizza? Nugets de frango ou peixe? Massas, frituras, exageros apetitosos de gorduras e amidos… Nada disso… É necessário procurar outras opções, mas quais?

Coma salada! Ou comida japonesa… Eu nunca fui muito fã de comida japonesa, pois tenho o palato um tanto hipersensível e considero o gosto de peixe cru muito parecido com cheiro de maresia. Temaki? Tô fora…

Mas, e agora? Deixo de sair? Procuro outras atividades?

Descobri então, ao longo dessas semanas, o quanto que é complicado para alguém que está de dieta manter-se na dieta, saindo à noite para jantar (talvez em São Paulo seja diferente, mas aqui no RJ, precisamente em Niterói, é desanimador).

Colágeno, me disseram. Coma gelatina, pois tem colágeno e ajuda a dar firmeza na pele, principalmente em dietas de perda de peso.

Aí fui pesquisar… Assustado, descobri que essas gelatinas de caixinha são uma baita enganação, pois não possuem colágeno suficiente e são bombas (no pior sentido) artificiais – o que, aliás, torna-se crime, ao meu ver, induzir crianças a comer essas porcarias. Fora a quantidade de açúcar… Na dúvida, opta-se pelo mais caro: a gelatina em folhas.

Me encontro em uma encruzilhada, sem saber como seguir em frente, ou se é melhor dar a volta.

Alimentar-se corretamete, com consciência ambiental, numa dieta balanceada e com os nutrientes corretos para as minhas necessidades é MUITO, mas MUITO difícil mesmo… Pelo que pude perceber, só dá pra manter o controle, em parte, fazendo compras selecionadas e levando marmita para o trabalho.

Mas como esquivar-se de transgênicos? De gorduras LDL, trans? Abandonar aromatizantes, flavorizantes, corantes, adoçantes… Abandonar alimentos que foram obtidos com práticas cruéis contra animais? Açúcares invertidos? Alimentos com agrotóxicos? Como ler sem rir aqueles rótulos fantasiosos?

Eu sinceramente espero que alguém possa me ajudar, com idéias sobre do que me alimentar, porque estou começando a ver que meus maus hábitos não eram tão maus assim… Comparando com o que temos disponível hoje, em sociedade, tá difícil.

Na dúvida continuo com minhas metas.

Abraços,

Tudo de bom!

Anderson Porto

Alimentos orgânicos: prós e contras

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Alimentos orgânicos são especiais tanto pelo ciclo de cultivo quanto pela ausência de fertilizantes químicos e agrotóxicos. Isso sem falar da harmonização e respeito aos demais elementos da natureza. Graças a um sistema de produção que busca o equilíbrio entre o solo e outros recursos naturais, como água e luz, há diferenciais importantes e benéficos para o consumo.

Usualmente são cultivados sem aditivos e conservantes sintéticos, livres de adoçantes, corantes, flavorizantes – que conferem o sabor ao produto. Tem uma durabilidade maior em relação aos convencionais, uma vez que o menor teor de água em sua composição reduz a proliferação de bactérias.

Um alimento orgânico fresco, aliás, possui 20% menos de água em sua composição, tornando os nutrientes mais concentrados; além de trazer quantidade maior de açúcar. Com níveis superiores de vitamina C, o tomate orgânico, por exemplo, apresenta 23% mais vitamina A do que os convencionais.

“Estudos recentes atestam que a diferença é acentuada em minerais. Têm teores maiores de vários deles: 63% a mais de cálcio, 73% a mais de ferro, 118% de magnésio, 178% de molibdênio, 91% de fósforo, 125% de potássio e 60% de zinco. Por outro lado, possuem 29% a menos de mercúrio, o que é excelente”, explica Patrícia Realino Guaitoli, nutricionista parceira do Ganep Nutrição Humana para o desenvolvimento de projetos especiais.

Em todo o país, são cerca de 15 mil produtores de alimentos orgânicos. De acordo com o Ministério da Agricultura, houve um crescimento de 114% no número de agricultores – 7 mil em 2000 para 15 mil em 2008 – além de um aumento de 196% na área de plantio – de 270 mil hectares para 800 mil, neste mesmo período.

Orgânicos são apenas 1% de todo o alimento que é vendido no Brasil. Apesar do aumento da cadeia produtiva, a dificuldade com transporte e pontos-de-venda, além das condições de produção, fazem com que a queda no preço seja lenta e difícil. Em média, o custo é de 10% a 30% superior ao dos convencionais, variação que depende do tipo de produto e da época. Em hortaliças e frutas, a diferença tem caído. Quanto aos laticínios, o preço pode ser mais do que o dobro.

Nos últimos anos, o mercado de produtos orgânicos se ampliou e ganhou novos itens, além dos in natura. Entre eles, sucos, laticínios, óleos, doces, palmito, pães, biscoitos, molhos, cerveja, vinho, cachaça, mel, pratos prontos congelados, frutas desidratadas, açúcar branco e mascavo, café, guaraná em pó, barra de cereais, hortaliças processadas, camarão, frango e carnes.

Os produtores de alimentos orgânicos precisam seguir um critério rigoroso para garantir o selo de certificação. A regulamentação, em vigor desde o fim de 2007, indica os procedimentos básicos de cultivo, colheita e armazenamento. Estabelece ainda um prazo de dois anos para os produtores que vendem em feiras se organizarem em associações, com direito a registro no ministério e um documento (espécie de alvará).

Ao vender direto para o consumidor, deve-se exibir esse registro para provar que está de acordo com as normas. Já os produtores maiores, que atuam direto com redes de distribuição, levaram o selo único das certificadoras. No Brasil, são mais de 20 empresas de certificação, credenciadas na International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM), federação internacional que congrega os diversos movimentos relacionados com a agricultura orgânica.

Estes critérios para regulamentar os orgânicos protegem a população dos riscos que os alimentos comuns conferem à sua saúde. O relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgado em 2008 mostra que, de cada dez pés de alface à venda em feiras e supermercados, quatro estão contaminados por resíduos de agrotóxicos. Cerca de 40% do tomate e do morango consumidos pelos brasileiros contêm vestígios de uso pouco criterioso de agrotóxicos.

Outros seis alimentos que fazem parte do cardápio regular do brasileiro também foram analisados em 2007 e registraram resíduos irregulares de defensivos agrícolas: banana (4,3%), batata (1,36%), cenoura (9,9%), laranja (6%), maça (2,9%) e mamão (17,2%). As amostras analisadas são de 16 estados de todas as regiões do país, além dos municípios de Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo. Nos orgânicos, desde que sejam de procedência, não existe esse tipo de contaminação.

Patrícia Realino alerta que o ideal é adquirir o alimento orgânico certificado, o que é uma garantia sobre os adequados processos de produção, desde a desintoxicação do solo até o envolvimento com projetos sociais e de preservação do meio ambiente.

Dicas de compras e armazenamento

– Nos pontos de venda, verifique se os orgânicos estão separados dos convencionais, o que evita a contaminação por produtos químicos ou resíduos de agrotóxicos;

– Em algumas cidades, existem feiras exclusivas administradas e fiscalizadas por associações de agricultura orgânica, onde os produtos são mais baratos, já que o produtor vende diretamente ao consumidor;

– Sempre verifique o selo da certificadora na embalagem. Para resguardar o consumidor, as grandes redes de supermercados e os importadores não adquirem produtos sem esta procedência;

– Ao escolher apenas alguns alimentos para levar, prefira tomate, morango, batata e alface, os mais contaminados por agrotóxicos no cultivo de maneira convencional;

– Ao armazenar na geladeira, guarde os alimentos em saquinhos, para não ressecar. Faça furos pequenos no plástico, para que a fruta, o legume ou a verdura possam respirar e não estraguem mais rapidamente.

Fonte: [ Farol Comunitário ]

Curitiba receberá o primeiro Mercado de Orgânicos do Brasil

Vejam como Curitiba é notoriamente um exemplo para todo o Brasil, digno de destaque e modelo de desenvolvimento para o país (editor do blog TSP).

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Prefeitura deve entregar obras na próxima semana

SMCS

[img:Frutas_ok.JPG,full,centralizado]A Prefeitura de Curitiba está fazendo os últimos retoques no Mercado Municipal Orgânico, que será entregue à população no próximo dia 12, quinta-feira. O primeiro Mercado Orgânico do Brasil oferecerá mais de mil tipos de produtos certificados com selo de produto sem agrotóxicos e aditivos químicos. Além dos produtos, o prédio e as lojas também contam com certificação que garantem aos consumidores qualidade e segurança da comercialização orgânica.

O novo Mercado fica ao lado e integrado a um ícone gastronômico de Curitiba, o Mercado Municipal, por onde circulam mais de 50 mil pessoas por semana. “A localização é estratégica e facilita o acesso da população à alimentação saudável, beneficiando comerciantes e, principalmente, a agricultura familiar paranaense que vive da produção orgânica”, diz o prefeito Beto Richa.

O prédio, de arquitetura moderna, é conectado ao antigo Mercado Municipal de Curitiba, para que o público possa circular nos dois ambientes. A integração entre o tradicional Mercado Municipal e o novo Mercado Orgânico será pela praça de alimentação, ao lado do Box Curitiba.

Nesta semana, equipes contratadas pela Prefeitura estão fazendo a limpeza geral do prédio de 3.700 metros quadrados e instalando as placas de sinalização. Os comerciantes que ocuparão as 22 lojas e bancas também estão terminando de organizar os espaços. O Mercado Orgânico vai gerar mais de 40 empregos diretos e 160 indiretos.

No Mercado Orgânico, os consumidores encontrão açougue, restaurante, lanchonete, artesanato, confecção, cosméticos, hortifrutigranjeiros e alimentos industrializados com certificação de produção livre de agrotóxico e com responsabilidade social. Duas cooperativas paranaenses de agricultores orgânicos ocuparão as bancas de hortifrutigranjeiros.

A obra é uma parceria da Prefeitura de Curitiba com o Ministério do Desenvolvimento Agrário. São 3.700 metros quadrados, dois pisos e estacionamento. Os comerciantes foram selecionados por meio de pregão eletrônico.

Na parte de cima do Mercado foi construído um anfiteatro que servirá para cursos de empreendedorismo. A Prefeitura firmou parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), com Sistema Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e com Sebrae, para oferecer cursos a agricultores e comerciantes.

fonte: [ Bem Paraná ]

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Na boa? Eu quero ir morar em Curitiba. A única cidade do Brasil, ao meu ver, que é gerida por gente séria e comprometida com o bem estar de sua população.