Cocos nucifera L.

FAMÍLIAArecaceae
Nomes Populares:
Coco, coco-da-bahia, coco-da-praia
Árvores, Comestíveis, Jard. Sol pleno, Medicinais, Tolerante à salinidade, Estipe.

Apresentação

Variedades

Existem várias variedades cultivadas, incluindo: Malayan Yellow Dwarf (MYD), Pandan, Malayan Tall (MT), Tagnanan Tall, Malayan Red Dwarf (MRD), MAWA (cruzamento de MYD com West African Tall) e MATAG (cruzamento de variedades anãs Malayan com Tagnanan Tall). [1]

Existem dois grupos principais de coqueiros. As variedades 'Anãs' são menores, crescem mais devagar, se autopolinizam e seus frutos são do tipo 'niu vai'. Elas representam cerca de 5% dos coqueiros. Já as variedades 'Altas' são as mais comuns, crescem mais rápido, precisam de polinização cruzada com outra planta e são as mais cultivadas para a produção de copra (para fazer óleo) e de fibra (coir). [2]

variedade local com grande potencial [3]

Sinonímia

Calappa nucifera, Cocos indica, Cocos mamillaris, Cocos nana, Cocos nucifera var. alangan, Cocos nucifera var. alba, Cocos nucifera var. angustifolia, Cocos nucifera var. aurea, Cocos nucifera var. austera, Cocos nucifera var. bego, Cocos nucifera var. buri, Cocos nucifera var. calimbahin, Cocos nucifera var. capuliformis, Cocos nucifera var. cistiformis, Cocos nucifera var. como, Cocos nucifera var. crassissima, Cocos nucifera var. delicata, Cocos nucifera var. eburnea, Cocos nucifera var. edulis, Cocos nucifera var. elongata, Cocos nucifera var. fibrosa, Cocos nucifera var. fragilis, Cocos nucifera var. humilis, Cocos nucifera var. iners, Cocos nucifera var. laetevirens, Cocos nucifera var. lansiformis, Cocos nucifera var. lolog, Cocos nucifera var. machaeroides, Cocos nucifera var. macrocarpa, Cocos nucifera var. maldivica, Cocos nucifera var. mamillaris, Cocos nucifera var. nana, Cocos nucifera var. ossea, Cocos nucifera var. palmyrensis, Cocos nucifera var. pinang, Cocos nucifera var. pretiosa, Cocos nucifera var. pruniformis, Cocos nucifera var. pumila, Cocos nucifera var. regia, Cocos nucifera var. rubescens, Cocos nucifera var. rutila, Cocos nucifera var. saccharina, Cocos nucifera var. sapida, Cocos nucifera var. spicata, Cocos nucifera var. stupposa, Cocos nucifera var. suavis, Cocos nucifera var. subamara, Cocos nucifera var. subcandida, Cocos nucifera var. synphyllica, Cocos nucifera var. tabogog, Cocos nucifera var. tamisan, Cocos nucifera var. tenuissima, Cocos nucifera var. viridis, Diplothemium henryanum

História

O coqueiro teve um papel essencial na história humana nos trópicos. Ele fornecia recursos vitais para as grandes migrações e o desenvolvimento de civilizações. Foi levado por navegadores austronésios da Ásia para a Polinésia e, provavelmente, até para a costa pacífica das Américas antes da chegada dos europeus. Esses mesmos povos também o espalharam pelo Oceano Índico até Madagascar. Mais tarde, durante as grandes navegações, os europeus transportaram cocos da Índia para as costas atlânticas da África e da América do Sul, e também para o Caribe. [2]

Ocorrência e Ecologia

Distribuição geográfica

Esta espécie cresce naturalmente em uma vasta região tropical do mundo. Sua área nativa original é nos trópicos do Velho Mundo, especialmente no Sudeste Asiático e sul da Ásia costeira. Hoje, ela está espalhada por quase todos os trópicos, incluindo o Pacífico (até a costa da América), o Caribe, a África Ocidental e o litoral atlântico das Américas. [2]

É uma cultura de grande importância na região da Ásia e Pacífico. No entanto, uma praga grave, o gorgulho-vermelho-das-palmeiras, se espalhou por mais de 49 países, afetando plantações na Ásia, África e Europa. [1]

O coqueiro é cultivado atualmente em todas as zonas agroecológicas do Sri Lanka. [4]

Altitude

O coqueiro pode ser encontrado em quase todas as províncias da Indonésia, desde áreas costeiras planas até regiões montanhosas um pouco mais altas. [5]

35 metros acima do nível do mar [4]

548 metros acima do nível do mar [6]

Origem

Indonésia [7]

Os pesquisadores acreditam que o cultivo do coqueiro começou em uma de duas regiões: nas ilhas do Sudeste Asiático (como Indonésia e Filipinas) ou nas regiões costeiras do sul da Índia e Sri Lanka. [2]

Sudeste da Ásia (Malásia, Indonésia e Filipinas) e ilhas entre os oceanos Índico e Pacífico [8]

Clima

A média anual de chuva foi de 1660 mm e a temperatura ambiente variou entre 23,8°C e 30,4°C. [4]

Se desenvolve melhor em regiões de clima tropical[7]

Pode ser cultivada em locais com até 1200 metros de altitude perto da linha do Equador, ou até 900 metros em regiões mais distantes dele. Precisa de uma chuva anual entre 700 e 5000 mm, mas tanto a falta quanto o excesso de chuva podem prejudicar seu crescimento e a produção de frutos. [9]

Ciclo

É uma planta de vida muito longa, podendo viver até 100 anos. [7]

Fenologia

O tempo para a primeira floração foi uma característica reprodutiva avaliada, sendo observado primeiro na variedade IBD (41,30 meses). [10]

Comportamento e reações da planta em condições de falta de água (seca). [11]

Impacto ecológico

Substituir os coqueiros por uma floresta com espécies nativas da região poderia ajudar a reduzir os efeitos das mudanças climáticas. Isso aconteceria porque a floresta nativa armazenaria mais carbono e ajudaria a diminuir uma doença que afeta os corais. [12]

Morfologia

Características

As variedades são divididas principalmente em dois grupos: as altas e as anãs. As variedades altas, como a Malayan Tall e a Tagnanan Tall, são plantas que vivem muito tempo, produzem muito coco para copra (a polpa seca) e precisam de polinização cruzada (o pólen de uma planta fertiliza outra). Já as variedades anãs, como a Malayan Yellow Dwarf e a Pandan, começam a dar frutos mais cedo, são capazes de se autopolinizar e são preferidas para a produção de coco verde (coco tenro). Os híbridos, como MAWA e MATAG, combinam as melhores características: alta produção, resistência a doenças e frutificação precoce. [1]

fruto com casca amarela brilhante e água mais doce em comparação com outras variedades [3]

O coco é o fruto da palmeira Cocos nucifera, uma árvore frequentemente chamada de 'árvore da vida' devido à sua grande utilidade. [13]

Porte

Palmeira de grande porte, podendo atingir cerca de 25 metros de altura [8]

Copa

Copa densa e cheia de folhas [8]

Caule

Caule único, sem ramificações, com um tufo de folhas no topo que protege o broto principal [8]

As palmeiras do tipo Alto podem crescer muito, entre 20 e 30 metros de altura. Já as do tipo Anão são bem menores, ficando entre 8 e 10 metros. [7]

O caule apresenta vasos condutores de água (xilema) com um diâmetro característico. [11]

Casca

O caule não se ramifica e, em seu topo, um conjunto de folhas protege um único broto na ponta. [8]

A casca é amarela e brilhante. [3]

Casca lisa, de cor acinzentada, com pequenas manchas (lenticelas) espalhadas de forma irregular[13]

Folhas

As folhas apresentam problemas como folhas do topo atrofiadas e murchas, folhas enrugadas, folíolos que não se separam e podem ficar com formato de gancho ou grudados. Em alguns casos, as folhas (frondes) podem ficar completamente sem folíolos. [6]

Folhas longas e pinadas, com formato de pena, compostas por uma haste central e várias folíolos [8]

Quando falta potássio, as folhas mais velhas do coqueiro começam a amarelar e as pontas podem ficar queimadas. Se a deficiência for grave, até as folhas novas amarelam e murcham. Isso enfraquece a fotossíntese da planta, reduz sua resistência e a deixa mais vulnerável a doenças e pragas[14]

Espinhos e acúleos

Não há registros de presença de espinhos ou acúleos. [14]

Flores

A inflorescência surge nas axilas das folhas e possui aglomerados de flores femininas. A planta é monóica, ou seja, possui flores masculinas e femininas na mesma planta [8]

A flor feminina do coqueiro possui um ovário composto por três partes unidas. [15]

As palmeiras Altas começam a dar flores depois de 5 a 7 anos. As Anãs são mais precoces e florescem mais rápido, em 3 a 4 anos. [7]

Frutos

O fruto geralmente desenvolve apenas uma semente grande. As outras duas sementes potenciais não se formam, mas os três poros característicos da planta permanecem na base da noz, marcando os pontos por onde os vasos nutrientes entravam nas três partes do ovário. Estes são os poros de germinação. Dois deles são 'cegos' e mais duros, enquanto o terceiro, chamado de 'olho mole', é mais macio e é por onde o embrião, a futura planta, irá brotar. O coco, embora arredondado, tem um formato aproximadamente triangular quando cortado, com três faces e três arestas salientes. Uma das faces é mais estreita, enquanto as outras duas são de larguras similares, sendo a mais larga também a mais plana. As três arestas do fruto correspondem a essas faces. Dentro da camada fibrosa externa, encontra-se a casca dura da noz, que também possui três arestas. Essas arestas se encontram na base da noz, dividindo-a em três partes praticamente iguais. Os poros de germinação estão localizados nos cantos formados por essas arestas. [15]

Os frutos do coqueiro têm duas formas principais. A forma 'niu kafa' é alongada e triangular, com uma casca grossa e fibrosa. Acredita-se que esta seja a forma mais antiga, perfeita para flutuar e se espalhar pelo mar. A forma 'niu vai' é mais arredondada, muitas vezes com cores vivas, e tem muito mais 'água de coco' (endosperma líquido) em seu interior. Esta forma foi desenvolvida principalmente através do cultivo pelos humanos, que preferiam frutos com mais água. [2]

O fruto (o coco) possui uma casca externa lisa (epicarpo), uma camada fibrosa e espessa (mesocarpo) e um caroço duro e escuro (endocarpo). Dentro deste caroço, encontra-se a polpa branca e sólida (a parte comestível) e a água de coco, um líquido doce e levemente ácido [8]

Sementes

O fruto geralmente produz apenas uma semente grande. As outras duas sementes potenciais não se desenvolvem. A semente quase não tem um período de dormência, pois o embrião começa a crescer lentamente dentro dela logo após a formação, consumindo o material nutritivo ao seu redor. Dentro de 12 a 20 semanas após o fruto amadurecer, a nova plantinha já emerge, rompendo através do 'olho mole', que é uma área mais frágil da casca que serve como porta de saída para a germinação. [15]

O coco tem uma grande variabilidade genética, pode permanecer viável por muito tempo e leva vários anos para a planta jovem começar a produzir frutos. [16]

Raízes

Em palmeiras de coco adultas, 75% a 80% das raízes estão localizadas entre 20 cm e 100 cm de profundidade. Cerca de 5% das raízes vão além de 100 cm, enquanto 15% a 20% ficam na camada superficial do solo (0 a 20 cm). O crescimento das raízes foi semelhante nos dois tipos de solo estudados, mas a atividade das raízes para absorver umidade foi maior no solo da série Madampe, por ser menos compactado. A compactação do solo acima de 250 N / cm² na série Andigama limitou a capacidade das raízes de absorver umidade até 2 metros de distância horizontal da base da árvore, com a maior absorção ocorrendo a 1 metro. A extração de umidade pelas raízes foi mais intensa entre 20 e 120 cm de profundidade na série Aruligama, e entre 20 e 250 cm na série Madampe, devido às diferenças na compactação do solo. Concluiu-se que a compactação do solo limita mais a capacidade de absorção de água pelas raízes do coqueiro do que o seu crescimento e penetração. [4]

Sistema de raízes fasciculadas, ou seja, várias raízes finas que partem de um mesmo ponto [8]

Possui um sistema de raízes muito grande e profundo, o que ajuda a planta a absorver água e nutrientes com eficiência das camadas mais profundas do solo. [7]

Exsudatos

Óleo de coco [17]

O artigo utiliza óleo de coco (Cocos nucifera) como precursor para produzir fuligem de carbono, mas não descreve substâncias liberadas pela planta. [18]

O extrato de pólen do coqueiro (Cocos nucifera) contém substâncias naturais, como alcaloides, polifenóis, terpenoides e flavonoides, que ajudam a reduzir e estabilizar a formação de nanopartículas. [19]

Aroma

O aroma do haustório é dominado por ácidos voláteis, que representam entre 26,90% e 60,82% dos compostos. O ácido isobutírico se destaca, especialmente no haustório pequeno, onde pode atingir até 56,78% do total. [20]

O aroma característico do coco aromático vem principalmente de uma substância chamada 2-acetil-1-pirrolina (2AP). [21]

A água de coco kopyor tem sabor leitoso, cremoso, amendoado, amargo e adstringente, com um retrogosto oleoso e sensação de untuosidade na boca. A polpa do coco kopyor é macia e úmida, proporcionando uma textura arenosa ao ser mastigada. [22]

Cultivo e Reprodução

Tipos de solo

O solo da série Andigama é classificado como Podzólico Vermelho-Amarelo (Ferric Acrisol na classificação da FAO), com presença de laterita macia ou dura, drenagem moderadamente boa, profundidade rasa a moderada, e textura franco-arenosa-argilosa misturada com uma quantidade considerável de cascalho de pedra ferruginosa. O solo da série Madampe é classificado como Latossolo e Regossolo sobre antigas areias vermelhas e amarelas, com drenagem imperfeita, muito profundo e textura arenosa a franco-grossa. [4]

Crescem em muitos tipos diferentes de solo, desde os arenosos da praia até solos pesados e argilosos. Também conseguem se desenvolver em solos pouco férteis, como os arenosos e pobres em nutrientes (conhecidos cientificamente como Alfisols, Entisols, Ultisols e Inceptisols). [7]

Na região sul da China, os coqueiros são cultivados em solos ácidos, onde a disponibilidade natural de potássio para as plantas é insuficiente. [14]

Produtividade

A produção média no país é de 1,12 tonelada por hectare a cada ano. [7]

A falta de potássio reduz a quantidade e a qualidade da produção dos coqueiros adultos. [14]

A produção de coco tem diminuído com o passar dos anos, à medida que as plantações ficam mais velhas. [23]

Germinação

Dentro de 12 a 20 semanas após o fruto amadurecer, a nova plantinha emerge, rompendo através do 'olho mole', uma área mais frágil da casca. A posição deste 'olho mole' durante o plantio é importante. Colocar a noz com o olho voltado para cima pode fazer o broto emergir mais rápido, pois terá um caminho mais curto até a superfície. Por outro lado, colocá-lo mais para baixo pode garantir que o olho e o embrião fiquem em contato por mais tempo com a água armazenada dentro do coco, o que pode melhorar as chances de germinação. [15]

As sementes (que são as nozes) demoram entre 8 e 10 semanas para começarem a brotar. [9]

Características que permitem à semente resistir à seca durante a germinação. [11]

Cultivo

Na Malásia, o coco é uma cultura fundamental para as plantações, ajudando na segurança alimentar e no sustento das comunidades rurais. Lá, são cultivadas principalmente variedades anãs, como a MYD, a Malayan Red Dwarf e a Pandan, para diversos usos. [1]

Na Indonésia, a maior parte dos coqueirais (entre 98% e 99%) pertence a pequenos produtores. [7]

Para um crescimento ideal, o coqueiro geralmente precisa receber adubação complementar com potássio, que pode ser fornecido por meio de fertilizantes orgânicos ou químicos. [14]

Poda

Não há orientações específicas sobre poda para esta espécie. [14]

A planta realiza a auto-poda, ou seja, elimina naturalmente seus galhos inferiores. [9]

Irrigação

Os fertilizantes foram aplicados junto com a água de irrigação, usando o sistema de gotejamento. Isso foi feito de outubro a abril, dividindo a quantidade total em 10 aplicações iguais, com um intervalo de 20 dias entre cada uma. [24]

A água é um elemento essencial. O sistema de irrigação por gotejamento é o mais eficiente, economizando cerca de 33% de água e dobrando a produção de cocos em comparação com áreas sem irrigação. A técnica de fertirrigação (aplicação conjunta de água e fertilizantes) aumenta ainda mais a eficiência no uso desses recursos. [25]

Adubação

Para corrigir a falta de boro nos estágios iniciais, aplica-se no solo um fertilizante chamado tetraborato de sódio. Usando 28 ou 56 gramas por palmeira, as plantas começam a melhorar em seis meses e se recuperam completamente em oito meses. [6]

O estudo testou diferentes quantidades do adubo NPK aplicado via irrigação por gotejamento (25%, 50%, 75% e 100% da dose recomendada) e comparou com a aplicação tradicional no solo e com um grupo que não recebeu adubo. Os resultados mostraram que é possível economizar 25% da quantidade total de fertilizante recomendada ao usar o método de fertirrigação (aplicar o adubo pela água de irrigação), sem perder produtividade. [24]

A aplicação de fertilizantes através do sistema de gotejamento (fertirrigação) permite economizar de 25% a 50% na quantidade de adubo e aumenta a produção das palmeiras entre 50% e 75% em diversas regiões do país. [25]

Polinização

A polinização para produção de híbridos ocorre entre variedades anãs (Dwarf) e altas (Tall). [11]

Reprodução

As variedades 'Anãs' conseguem se reproduzir sozinhas (autopolinização). Já as variedades 'Altas' precisam que o pólen de uma planta fertilize as flores de outra planta diferente (polinização cruzada) para produzir frutos. [2]

As variedades altas se reproduzem por polinização cruzada (necessitam do pólen de outra planta). As variedades anãs são autopolinizantes (uma única planta pode se fertilizar). [1]

Essas palmeiras não geram brotos laterais. A única forma de propagá-las é através da semente[16]

Dispersão

O coco é perfeitamente adaptado para viajar pelo mar: seu fruto flutua e é resistente à água salgada, podendo se dispersar naturalmente pelas correntes oceânicas. No entanto, sua presença em todos os trópicos do planeta se deve principalmente à ajuda dos humanos, que o levaram consigo em suas viagens. [2]

Colheita

Quantidade de cocos produzidos. [11]

Usos e Propriedades

Doenças

A produção sustentável de coco enfrenta grandes ameaças, especialmente do gorgulho-vermelho-das-palmeiras. Esta é uma das pragas mais destrutivas para palmeiras no mundo. Suas larvas cavam túneis profundos no tronco, comem os tecidos internos e bloqueiam a circulação de seiva, o que pode matar a palmeira em poucos meses. O grande problema é que esse ataque acontece escondido dentro do tronco, dificultando muito a detecção precoce. Sinais visíveis, como folhas murchas, buracos no tronco, mau cheiro e a morte da parte superior da planta, só aparecem quando a infestação já está muito avançada. [1]

Palmeiras jovens de coco podem sofrer com a falta de boro. Os sinais incluem folíolos que não se separam e ficam enrugados, folhas do topo atrofiadas e murchas, e algumas folhas (frondes) que não desenvolvem folíolos. [6]

O 'Coconut Rapid Decline' (CRD) é uma doença grave que ataca coqueiros no Sri Lanka. Ela causa uma queda muito grande na produção de cocos. [26]

Propriedades

Apresenta efeitos analgésico (alivia dor), antiartrítico, antibacteriano, antitérmico (reduz febre), vermífugo, antidiarréico, hipoglicemiante (reduz açúcar no sangue), anti-hipertensivo (reduz pressão), anti-inflamatório, antimicrobiano, antioxidante, cardioprotetor, anticonvulsivante, citotóxico (para certas células), hepatoprotetor (protege o fígado), vasodilatador (dilata vasos), nefroprotetor (protege os rins) e anti-osteoporose [8]

O pólen do coqueiro pode ser usado como um ingrediente natural para produzir nanopartículas de dióxido de titânio (TiO₂) de forma ecológica, atuando como um agente redutor. [27]

Os produtos derivados do coco, especialmente a água, possuem propriedades antibacterianas. A água de coco contém tanino, uma substância que age como um antídoto natural e inibe o crescimento de bactérias. Ela é rica em vitamina C (ácido ascórbico), proteínas, gorduras, carboidratos, cálcio e potássio. Também possui minerais como ferro e fósforo, além de açúcares naturais como glicose, frutose e sacarose. [5]

Princípios ativos

Contém uma grande variedade de compostos, incluindo fenóis, taninos, flavonoides, triterpenos, esteroides, alcaloides, saponinas, vitaminas do complexo B (B1, B2, B3, B5, B6), vitamina C, ácido fólico, biotina, aminoácidos (como L-arginina), hormônios vegetais, enzimas, fatores de crescimento, ácido láurico, alfa-tocoferol (vitamina E) e outros compostos como lupeol e isoskimmiwallin [8]

O extrato da casca da planta revelou a presença de 18 compostos diferentes, incluindo vários tipos de álcoois, alcenos e ésteres. Dentre eles, o composto chamado 'ácido oxálico, éster dodecil ciclohexílico' se mostrou o mais eficaz no combate às células do câncer de mama. [28]

Utilização

Quase todas as partes do coqueiro são aproveitadas no dia a dia. Servem para alimentação, ração animal, combustível, remédios, arte, cultura e até na construção. [7]

O coqueiro é uma das plantas mais úteis do mundo. É uma fonte completa e portátil de alimento, água, combustível e material para construção. Seus usos são centenas: a polpa e a água são alimentos e bebidas; a fibra do coco (coir) é usada em cordas e estofados; a casca e a madeira servem para construção e carvão; e o óleo (extraído da copra) é usado na culinária, em remédios, em produtos industriais e até como biocombustível. [2]

A água do coco verde e a polpa do coco maduro são amplamente usadas na culinária e na indústria. A fibra da casca (o mesocarpo) é matéria-prima para tapetes, estofados de carro e fertilizantes. O caroço duro é usado em artesanato. O caule e as folhas são usados na construção. Da inflorescência pode-se extrair açúcar, vinagre e álcool [8]

Partes utilizadas

São aproveitadas várias partes: a madeira do tronco, o carvão feito do coco, as fibras, o pó da casca (cocopeat), restos de biomassa como folhas e galhos, e o óleo de coco virgem (VCO). [7]

dagem e água do coco [3]

Escamas da bainha da folha (a parte que envolve a base da folha no tronco). [29]

Uso medicinal

O coco é usado na medicina tradicional de diversas culturas. No Brasil, o extrato da fibra trata diarreia. Em Papua-Nova Guiné, folhas e raízes jovens são mastigadas para dor de estômago e diarreia. Em Fiji, o óleo previne queda de cabelo e a água trata doenças renais. Em Gana, o leite de coco trata diarreia. Na Guatemala, o extrato da fibra é usado para febre, inflamação renal e como pomada para problemas de pele. No Haiti, usam o coco para amenorreia, queimaduras e asma. Na Índia, a inflorescência trata distúrbios menstruais. Na Indonésia, o óleo cicatriza feridas, o leite é contraceptivo e a raiz trata febre e diarreia. Na Jamaica, a fibra trata diabetes. Em Moçambique, o fruto é considerado afrodisíaco. No Peru, o extrato da fibra trata asma, é diurético e usado para gonorreia. Em Trinidad, a casca trata problemas menstruais e doenças venéreas. No México, trata infecções urogenitais. Na Malásia rural, a polpa trata febre e malária. No Quênia, alivia erupções cutâneas causadas pelo HIV [8]

A água de coco é benéfica para a saúde e usada no processamento de alimentos. Ela ajuda a combater bactérias que causam doenças, como a Salmonella typhi e a Escherichia coli, que podem provocar diarreia. [5]

É muito apreciada e utilizada na medicina tradicional. [30]

Uso culinário

Na cozinha, o coco dá origem a produtos como açúcar de coco, coco ralado seco, leite de coco, bebidas, óleo para cozinhar, óleo de coco virgem (VCO), óleo de coco bruto e a refrescante água de coco. [7]

consumido fresco [3]

É bastante valorizada e utilizada na culinária. [30]

Uso em cosméticos

Propõe-se seu uso como um agente clareador, pois reduz a quantidade de melanina nas células e inibe significativamente a atividade da tirosinase (enzima envolvida na produção de pigmento). Suas propriedades antioxidantes e efeitos antibacterianos podem contribuir para o rejuvenescimento da pele e ajudar a prevenir infecções cutâneas. [29]

É um ingrediente valioso e comum na fabricação de cosméticos. [30]

O óleo extraído da polpa seca do coco (copra) é um ingrediente comum na fabricação de produtos de beleza e cosméticos. [9]

Uso madeireiro

A madeira de coco é uma alternativa sustentável à madeira convencional, sendo utilizada na construção civil, na fabricação de móveis e como fonte de energia. Essa prática ajuda a diminuir a procura por madeira tradicional e pode contribuir para a redução do desmatamento. [7]

O tronco e as folhas do coqueiro são usados na construção. [8]

O óleo de coco é muito usado na alimentação e na indústria. [31]

Uso paisagístico

É uma árvore cultivada por suas diversas utilidades, sendo apreciada em projetos paisagísticos. [32]

Uso paisagístico é a aplicação da planta em projetos de jardinagem e decoração de espaços externos, como parques e jardins. [11]

O uso paisagístico indica que a planta é empregada em projetos de jardinagem e decoração de espaços externos. [10]

Mais informações

Curiosidades

Nos textos clássicos da Índia, ela é celebrada como a 'Árvore da Vida' ou 'Kalpavriksha', uma árvore que fornece tudo o que é necessário. [32]

Observações

Se a deficiência de boro estiver muito avançada, com folhas murchas, severamente atrofiadas, enrugadas e sem folíolos, a aplicação do fertilizante não funciona. Essas palmeiras morrem após 6 a 8 meses. É importante notar que, em uma área afetada, mesmo palmeiras que parecem saudáveis podem começar a mostrar os mesmos sintomas com o tempo. [6]

Trocar a plantação de coqueiros por árvores nativas diminuiria a quantidade de plantas visíveis acima do solo, mas, no total, aumentaria a quantidade de carbono armazenado na terra do atol. Áreas próximas aos coqueiros tinham mais carbono dissolvido na água do que áreas perto da floresta nativa. Isso sugere que, ao fazer essa troca, menos desse carbono seria levado da floresta para o mar, o que pode ser benéfico para os ambientes costeiros. [12]

Algumas regiões onde hoje se planta coco se tornarão impróprias para a cultura (como as planícies do interior sul de Karnataka e Tamil Nadu), o que exigirá a troca da cultura plantada. Em outras áreas (como a costa leste e as planícies do interior sul), será necessário adaptar as variedades plantadas ou as práticas de manejo. Já em locais como a costa oeste, as condições climáticas ficarão mais favoráveis para o cultivo do coco. [33]

Dinâmico

Descobertas científicas

O extrato do pólen do coqueiro foi utilizado como um novo e pouco explorado agente natural para a produção ecológica de nanopartículas de dióxido de titânio. Este método resulta em partículas com maior atividade para degradar poluentes (fotocatalítica) e para combater bactérias, tanto sob luz ultravioleta quanto solar, superando os métodos que usam fontes vegetais tradicionais. [27]

Estudos detalhados do metabolismo e da atividade dos genes mostraram que o potássio atua melhorando a tolerância ao frio nas mudas de coco, principalmente através do processamento de açúcares, da produção de compostos de defesa, do metabolismo de aminoácidos e gorduras, e de sistemas de transporte dentro da planta. Esta pesquisa identificou as rotas biológicas mais importantes, os genes-chave e as substâncias envolvidas nesse processo de aclimatação ao frio. [34]

Foram identificados híbridos que toleram a seca. Essa descoberta foi feita analisando características como: a espessura das células alongadas e das células mais soltas dentro da folha, a largura das células que envolvem os feixes de vasos, o número de cocos, o tamanho das pequenas aberturas das folhas (estômatos) e a largura dos vasos condutores de água no caule (xilema). [11]

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QR Code Cocos nucifera
Para citar esta ficha: SiSTSP — Banco de Plantas Notáveis. Cocos nucifera. Disponível em: https://tudosobreplantas.com.br/Cocos_nucifera/. Acesso em: .

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Galeria

Estipe
Folha(s) - face inferior
Folha(s) - face superior
Fruto(s) - maduro
Inflorescência
Visão Geral
Visão Geral

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20 pesquisas indexadas em bases científicas (PUBMED, OPENALEX, CORE, GBIF).

  • PUBMED 2022
    Cocos nucifera (coconut).
    Wang S, Xiao Y, Zhou ZW
    🔒 Artigo original
  • PUBMED 2015
    Cocos nucifera (L.) (Arecaceae): A phytochemical and pharmacological review.
    Lima EB, Sousa CN, Meneses LN
    🔒 Artigo original
  • OPENALEX 2011
    Coconut (Cocos nucifera L.: Arecaceae): In health promotion and disease prevention
    Manisha DebMandal, Shyamapada Mandal
    🔒 Artigo original
  • OPENALEX 2009
    The Chemical Composition and Biological Properties of Coconut (Cocos nucifera L.) Water
    Jean Wan Hong Yong, Liya Ge, Yan Fei Ng
    🔒 Artigo original
  • CORE 2018
    Evaluation of the antiproliferative potential of Cocos nucifera juice
    Agatha Onah, Ifeoma., Chinedu, Enegide., Luka Jacob, Dabum.
    🔒 Artigo original
  • CORE 2016
    GANGGUAN KESEIMBANGAN SEBELUM DAN SETELAH PEMBERIAN AIR KELAPA HIJAU (Cocos nucifera L) PADA PEKERJA PENGECATAN YANG TERPAPAR TIMBAL (Pb) DI INDUSTRI KAROSERI SEMARANG
    SANTCAWARTI, BENEDIKTA FAMILIA
    🔒 Artigo original
  • CORE 2014
    Use of molecular markers contribute to the identification of priority coconut accessions in the framework of the global strategy for conservation and use of coconut genetic resources
    Baudouin, Luc
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  • CORE 2013
    Plant strategies, dispersal and origins of flora at the northern Coral Sea Islands Territory, Australia
    Batianoff, George N., Dillewaard, Hans A., Naylor, Gillian C.
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  • CORE 2013
    Distribution patterns, weed incursions and origins of terrestrial flora at the Capricorn-Bunker Islands, Great Barrier Reef, Australia
    Batianoff, George N., Naylor, Gillian C., Neldner, V. John
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  • CORE 2012
    Genomic studies of the coconut (Cocos nucifera L.) : [Abstract P0225]
    Baudouin, Luc, Crisp, Michael, Gunn, Bee F.
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  • CORE 2011
    Genetic diversity and phylogeography of wild-sown and cultivated coconuts (Cocos nucifera L.)
    Baudouin, Luc, Crisp, Michael, Gunn, Bee F.
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  • CORE 2010
    Phloem-restricted parasites of Palms. Focus on the coconut palm
    Dollet, Michel
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  • CORE 2009
    Preliminary results on the production of heart of coconut in Vanuatu. Effect of the planting density on the yield
    Bonneau, Xavier, Hamelin, Chantal, Labouisse, Jean-Pierre
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  • CORE 2009
    General overview of genetic research and experimentation on coconut varieties tolerant/resistant to lethal yellowing
    Baudouin, Luc, Dery, Sylvester Kuuna, Dollet, Michel
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  • CORE 2002
    Phyllotaxis and handedness in date palm (Phoenix dactylifera L.)
    Abedllah Oihabi, Adler, Arasu
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  • CORE 2000
    The lichen flora of the Chagos Archipelago : including a comparison with other island and coastal tropical floras
    Aptroot, André, Seaward, Mark R. D.
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  • CORE 1998
    Bryophytes from the Republic of Equatorial Guinea (West Central Africa) : 3., contribution to the bryoflora of Rio Muni (continental region)
    Heras Pérez, Patxi, Infante Sánchez, Marta
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  • GBIF
    Distribuição geográfica de Cocos nucifera (GBIF)
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  • CORE
    Atoll research bulletin
    National Museum of Natural History (U.S.), National Research Council (U.S.). Pacific Science Board., Smithsonian Institution
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  • CORE
    A Guide to the Zygotic Embryo Culture of Coconut Palms (Cocos nucifera L.)
    Ashburner, G.R., Faure, M.G., Thompson, W.K.
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