Anacardium occidentale L.

FAMÍLIAAnacardiaceae
Nomes Populares:
cajueiro, cashew tree, árbol de anacardo
Alimentação Animal, Alimentação Humana, Árvores, Cicatrizante, Frutas, Germicida, Jard. Sol pleno, Medicinais, Melíferas, Nativas do Brasil, Notáveis, Tóxicas, Urushiol.

Apresentação

Introdução

O cajueiro, cientificamente chamado de Anacardium occidentale L., é uma planta da família do caju e da manga. É conhecido por diversas propriedades medicinais, como ajudar a combater a tosse, a sífilis, atuar como diurético, auxiliar na cicatrização de feridas e combater microrganismos. [1]

O cajueiro é uma planta muito comum no Brasil. Sua casca, folhas e o próprio caju (que é um falso fruto) são usados na medicina popular. Essas partes são ricas em substâncias benéficas, como antioxidantes naturais. [2]

O cajueiro (Anacardium occidentale L.) é uma planta tropical da família Anacardiaceae, cultivada como uma importante cultura de plantação no país, gerando valiosa receita em moeda estrangeira. É encontrado na região entre 23° norte e 23° sul do equador. Ganhou popularidade em colinas e terrenos ondulados devido à sua tolerância à seca e ampla adaptação a diversas condições agroclimáticas. A cultura do caju pode ser cultivada com sucesso em áreas com chuvas anuais entre 50 e 350 cm. Sendo uma árvore perene dos trópicos, é cultivada em mais de 52 países da região tropical por seus deliciosos e nutritivos grãos (castanhas), pelo pedúnculo floral suculento (conhecido como 'maçã' do caju) e pelo líquido da casca da castanha (CNSL). [3]

Variedades

Com base no porte da árvore, o cajueiro é classificado em três tipos principais: Comum ou Gigante, Anão Precoce e Crioulo Llanero. O tipo Comum ou Gigante, de origem brasileira, pode atingir até 20 metros de altura, sendo mais comum entre 8 e 15 metros. O Anão Precoce surgiu de seleções feitas no Brasil a partir dos anos 1960; tem porte baixo, não ultrapassa 5 metros de altura e 8 metros de diâmetro de copa quando propagado por semente, e cerca de 4 metros de altura quando enxertado. O Crioulo Llanero cresce de forma silvestre nos Llanos orientais da Colômbia, tem altura entre 2 e 3 metros, um ou dois troncos retorcidos e uma copa assimétrica. [4]

Foram coletados 74 tipos genéticos diferentes no norte de Camarões. [5]

Existem tipos específicos conhecidos como CCP 76 e AT01. [6]

Sinonímia

Anacardium curatellifolium, Anacardium kuhlmannianum, Anacardium othonianum, Anacardium rondonianum

História

Chegou a Camarões em 1975. Houve um renovado interesse por ela no início dos anos 2000, e em 2018 o governo adotou uma estratégia nacional para desenvolver a cadeia produtiva do caju. [5]

Ocorrência e Ecologia

Distribuição geográfica

O cajueiro é uma cultura de grande importância no Brasil, que é um dos maiores produtores mundiais da parte carnosa do fruto, conhecida como pedúnculo. A planta também é cultivada em outros países tropicais, como Mali, Madagascar e Guiana. No Brasil, a maior parte do cultivo está concentrada na região Nordeste. Em 2022, a área plantada no país era de aproximadamente 425 mil hectares, sendo que o estado do Ceará sozinho respondia por quase 64% dessa área, seguido pelo Piauí (17,2%) e Rio Grande do Norte (11,7%). Praticamente toda a produção nacional (99,7%) está no Nordeste. [7]

Encontrada de forma silvestre nas savanas da Colômbia, Venezuela e Guianas. Atualmente, é cultivada na maioria das regiões tropicais das Américas, África, Ásia e Austrália. [4]

No Nordeste do Brasil, dentro do bioma Cerrado, ela pode ser encontrada crescendo junto com outra espécie de cajueiro, o Anacardium humile. [8]

Habitat

No Brasil, ela ocorre naturalmente em dois tipos de ambiente: no Cerrado e nas restingas (faixas de vegetação junto ao litoral) da região Nordeste. [8]

Altitude

As principais regiões produtoras estão localizadas entre as latitudes 30° Norte e 30° Sul. [4]

Ocorre em regiões que vão desde o nível do mar até 1.000 metros de altitude. [1]

Região montanhosa do Rio Grande do Norte, Brasil [9]

Origem

É uma planta nativa do Brasil. [8]

Planta nativa da América tropical, tendo como centro de origem a região central do Brasil. [4]

nativa do Brasil [7]

Ocorrência em Biomas brasileiros

No Brasil, ela ocorre naturalmente nos biomas Cerrado e Restinga. [8]

Pode ser encontrado em todos os seis biomas do Brasil. [10]

Clima

Cresce bem em regiões quentes do mundo, mas a instabilidade do clima pode piorar os desafios do cultivo. [5]


A cultura do caju pode ser cultivada com sucesso em áreas com chuvas anuais entre 50 e 350 cm. [3]

Ciclo

É uma planta perene, ou seja, vive por muitos anos. [5]

As plantas que foram domesticadas e cultivadas apresentam frutos e pseudofrutos (a parte do caju) maiores do que as encontradas na natureza. [8]

Fenologia

A produção de frutos e o rendimento da planta podem ser afetados pela genética, pela polinização, pelas técnicas de cultivo e pelas condições do ambiente. [5]

As características das flores e dos frutos são muito semelhantes às de outra espécie de cajueiro (A. humile). Uma possível diferença é que alguns cajueiros comuns (A. occidentale) podem ter o pedúnculo (o 'cabinho' do caju) mais longo, o que provavelmente é uma característica desenvolvida através do cultivo e seleção humana. [8]

A floração e a frutificação do cajueiro ocorrem principalmente na estação seca, entre dezembro e maio. [11]

Impacto ecológico

Tem um papel positivo para o meio ambiente. Em Camarões, foi integrada aos sistemas de cultivo de algodão para tornar a produção mais sustentável. [5]

Conservação

Avaliar a diversidade genética da planta é um passo fundamental para criar programas de melhoramento eficientes. [5]

Preservar a variedade genética do cajueiro é fundamental para proteger a espécie e desenvolver plantas mais produtivas e resistentes. [12]

Morfologia

Características

É uma casca fibrosa e não comestível, formada por várias camadas de material vegetal resistente. Naturalmente, ela contém um líquido conhecido como LCC (Líquido da Casca de Castanha de Caju), que é rico em compostos fenólicos. Este líquido é cáustico, podendo causar irritação, e também é inflamável. [13]

Planta perene, com ramificações baixas e altura variando entre 5 e 14 metros. Sua copa pode atingir até 20 metros de largura. Possui raiz principal profunda (pivotante). As folhas são simples, inteiras, com cabinhos (pecíolos) curtos e sem estruturas protetoras na base (estípulas). Sua inflorescência é uma estrutura ramificada em forma de pirâmide (panícula) que contém flores hermafroditas (com partes masculinas e femininas) e flores apenas masculinas, sendo a proporção entre elas variável conforme a planta e a variedade[4]

O cajueiro é uma árvore de grande porte, que mantém suas folhas durante o ano todo (perene) e se desenvolve bem em climas tropicais. Sua altura normalmente varia entre 6 e 12 metros, mas pode chegar a até 15 metros. [7]

Porte

Altura variável, entre 5 e 14 metros, com a copa podendo alcançar até 20 metros de largura. [4]

grande porte, atingindo entre 6 a 12 metros de altura, podendo chegar a 15 metros [7]

É uma árvore que pode ter tamanhos muito variados, indo desde 1,5 metro até impressionantes 15 metros de altura. [8]

Copa

Pode ter até 20 metros de largura. [4]

Caule

Tem a forma de uma árvore[8]

O caule possui canais que produzem uma resina e contém aglomerados de cristais em forma de estrela. [14]

A parte interna da casca do tronco é marrom no tipo de casca vermelha e marrom-escura no tipo de casca branca. Vistas ao microscópio, as células de sustentação (esclereides) têm paredes finas e contêm cristais minerais (drusas de oxalato de cálcio) e grãos de amido. No tipo de casca vermelha, essas células de sustentação são visivelmente maiores. Já no tipo de casca branca, os cristais minerais e os grãos de amido são significativamente maiores em tamanho. [15]

Casca

A casca é lisa, de cor acinzentada, e apresenta pequenas aberturas (lenticelas) espalhadas de forma esparsa. [4]

Casca lisa, de cor acinzentada, com pequenas manchas ou poros espalhados. [8]

A casca do caule possui diversas ações farmacológicas, com destaque para sua atividade cicatrizante[1]

Folhas

As características das folhas, assim como outras partes da planta, variam muito dentro desta espécie. Por isso, usar apenas a aparência das folhas para identificá-la com certeza não é um método eficiente. [8]

Folhas simples, com bordas inteiras, cabinhos (pecíolos) curtos e sem as pequenas estruturas protetoras na base (estípulas). [4]

Suas folhas são grandes, podendo medir de 10 a 20 centímetros de comprimento e até 10 centímetros de largura. [7]

Nervação

Estudos detalhados que mediram as formas das folhas não conseguiram separar com clareza esta espécie de outras parecidas, como o A. microcarpum, porque as medidas das folhas se sobrepõem muito. [8]

Espinhos e acúleos

Não há menção de espinhos ou acúleos para o Anacardium occidentale. [16]

Flores

O jambu mete produz suas flores em grupos chamados inflorescências. Cada grupo tem, em média, cerca de 443 flores. A maioria delas (cerca de 93%) são flores masculinas, e uma pequena parte (cerca de 32 flores ou 7%) são flores hermafroditas, que têm partes masculinas e femininas. Embora a flor possa se autopolinizar, a polinização cruzada (quando o pólen vem de outra planta) é muito importante para aumentar a quantidade de castanhas de caju que se formam. [17]

Suas flores estão dispostas em uma estrutura ramificada em forma de pirâmide (panícula). Essa estrutura contém flores completas (hermafroditas) e flores apenas masculinas. [4]

As flores do cajueiro têm um cheiro forte e marcante, que atrai muitas abelhas para a polinização[7]

Frutos

O desenvolvimento do fruto começa sete dias após a flor ser fecundada. Inicialmente, são observados frutos pequenos, com uma castanha (a noz) e um pedúnculo inchado de cor verde-marrom. A castanha atinge seu tamanho máximo por volta de 35 dias após a fecundação, mas sua amêndoa ainda está imatura. A maturação completa do caju (castanha + pedúnculo inchado) leva em média de sete a oito semanas após a fecundação. O fruto verdadeiro do cajueiro é a castanha. [4]

A castanha (ou amêndoa) é o principal produto comercial [5]

Tanto a castanha de caju (o fruto verdadeiro) quanto o caju (a parte carnosa, que é um pseudofruto) são produtos de grande importância econômica para a agricultura. [8]

Sementes

Somente o cajueiro comum (A. occidentale) teve seu cultivo aprimorado por meio de técnicas de melhoramento genético. Isso resultou em plantas selecionadas que produzem cajus e castanhas de melhor qualidade e tamanho. [8]

Raízes

Possui uma raiz principal longa e profunda (pivotante), além de raízes laterais que se espalham e ramificam bem no solo. [7]

Possui uma raiz principal profunda e robusta (raiz pivotante). [4]

Exsudatos

A planta é rica em substâncias medicinais, como proteínas, vitaminas, minerais, compostos fenólicos, polissacarídeos e glicoproteínas. Esses componentes ajudam a explicar seus usos como anti-inflamatório, antioxidante e antibacteriano[18]

O extrato da casca da castanha do caju contém ácido anacárdico, cardamol, cardol e 2-metilcardol, que são importantes inibidores da enzima acetilcolinesterase e também possuem atividade antioxidante. [19]

resina de caju [20]

Aroma

As flores exalam um perfume forte e atraem abelhas. [7]

Presença de óleos essenciais que conferem cheiro característico [14]

perfis de carotenoides [21]

Cultivo e Reprodução

Tipos de solo

Em geral, os tipos de solo são solos pretos e vermelhos. [3]

Produtividade

Em 2020, a produção mundial da castanha de caju foi de 1,35 milhão de toneladas. O Brasil foi responsável por 81,5% desse total. A produção na região Nordeste foi de 116,4 mil toneladas, com os estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte juntos produzindo 106,2 mil toneladas, o que representa 90,6% da produção nacional. O Ceará se destacou como o maior produtor, respondendo por 54,1% da produção brasileira. [7]

O estudo mostrou que as famílias tinham em média 200 pés de caju, com uma produção média de 2,32 kg por árvore. A maioria dos agricultores de caju obteve apenas rendimentos moderados, com uma receita líquida média de 45.000 rúpias por hectare por ano, contra uma despesa média de 5.000 rúpias por hectare por ano. [3]

Uma das dificuldades no seu cultivo é a baixa produtividade. [5]

Germinação

Para estudo, sementes foram germinadas e as mudas cultivadas no Jardim Experimental do Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal. [8]

O material genético do caju cultivado nessas regiões foi originalmente introduzido em 1975. [5]

Espaçamento

Estudos realizados no Quênia mostraram que aumentar a distância entre as plantas de 6 para 15 metros não afetou a produção total por hectare, mas resultou em uma maior produção por árvore individual. Para obter alta produtividade, recomenda-se plantar em fileiras, com espaçamento de 9 a 12 metros entre as fileiras e de 2 a 3 metros entre as plantas na mesma fileira. [22]

As plantas são cultivadas com um espaçamento de 10 metros entre as linhas e 10 metros entre as plantas na mesma linha. [23]

Cultivo

O cultivo do caju está principalmente confinado às regiões costeiras, mas ganhou popularidade em colinas e planícies devido à sua tolerância à seca e maior adaptabilidade a várias condições agroclimáticas. No entanto, o cultivo bem-sucedido do caju depende da seleção das melhores variedades adequadas à condição agroclimática e da adoção das práticas agrícolas recomendadas para a região. [3]

Por ser uma planta adaptável e de grande valor econômico, o cultivo do cajueiro se espalhou por diversas regiões tropicais ao redor do mundo. [7]

Para fins de pesquisa, plantas desta espécie foram cultivadas no Jardim Experimental do Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal. [8]

Poda

Não há descrição de práticas de poda para o Anacardium occidentale. [16]

Realize podas para rejuvenescimento ou substituição da planta. [22]

Polinização

A polinização é um fator crucial para a produção do jambu mete. A visita e o trabalho de insetos polinizadores, como abelhas, são essenciais para garantir que a polinização aconteça e para aumentar a colheita. A variedade e a quantidade desses insetos benéficos são maiores quando há plantas nativas e matas preservadas ao redor das plantações. Para melhorar a produção, é preciso adotar práticas que protejam e aumentem a população desses polinizadores naturais. [17]

Reprodução

Dentre os cajueiros, apenas o cajueiro comum (A. occidentale) foi submetido a programas formais de melhoramento genético para aprimorar sua produção. [8]

Sua propagação geralmente ocorre com a ajuda humana ou através da introdução de material genético de diferentes origens. [5]

Foi estudada a capacidade de combinação de clones selecionados de caju do Brasil, Benin e Gana para a eficiência de produção e o peso da castanha nos primeiros anos de frutificação. Em um esquema de cruzamento específico, quatro clones foram usados como polinizadores (machos) com os três melhores clones já recomendados para os agricultores. [24]

Colheita

A fruta completa é colhida. Em seguida, a castanha é separada do pedúnculo carnoso (a parte que parece uma fruta) e posta para secar ao sol. [13]

As amêndoas usadas para estudo foram coletadas diretamente das plantações dos agricultores. [5]

Usos e Propriedades

Doenças

Ocorrência do percevejo-do-chá, causando perda da safra, e morte de árvores produtivas devido ao ataque da broca do caule e da raiz do cajueiro. [3]

Pode ser afetada por pragas e doenças. [5]

Propriedades

A castanha de caju é rica em nutrientes. Ela contém proteínas (21%), carboidratos (22%), gordura (47%), além de minerais e vitaminas. Suas proteínas possuem todos os aminoácidos essenciais, semelhantes a outras nozes como a amêndoa, e são ricas em aminoácidos ácidos (38,78%). Aminoácidos básicos importantes, como leucina e arginina, estão presentes em 22,23%. A castanha não contém substâncias que atrapalham a absorção de nutrientes. É uma boa fonte de vitamina E, um antioxidante natural (210 mg / 100 g), e de várias vitaminas do complexo B, como tiamina, riboflavina, niacina, biotina, ácido fólico, vitamina B6, B12 e ácido pantotênico. Também é rica em potássio e fósforo. O pseudofruto, conhecido como maçã de caju, é uma fruta fibrosa e suculenta. Ele contém açúcares, aminoácidos, tanino, vitamina C e fibra bruta. É especialmente rico em vitamina C (240 mg / 100 g), quantidade quase seis vezes maior do que a encontrada em frutas cítricas como a laranja (40 mg / 100 g). [16]

A farinha feita do caju é um ingrediente promissor para a indústria de alimentos, com boas características nutricionais e que ajudam na conservação. Ela tem baixa umidade, o que evita que estrague rápido. É ácida (com pH entre 3,81 e 3,94), uma característica que ajuda a impedir o crescimento de microrganismos que podem causar doenças ou estragar o alimento. Os teores de cinzas (entre 1,06% e 1,44%) estão dentro do permitido por lei. Além disso, é uma boa fonte de proteínas (cerca de 9g a cada 100g) e de vitamina C (cerca de 76mg a cada 100g em média), o que a torna um ingrediente nutritivo. [7]

Seus produtos, a castanha de caju e o pseudofruto (o caju propriamente dito), têm alto valor comercial e são amplamente explorados pela agricultura. [8]

Toxicidade

O extrato da casca da castanha de caju afetou significativamente os níveis de testosterona e a qualidade dos espermatozoides, observada ao microscópio (incluindo sua movimentação, forma normal e quantidade). Todos esses parâmetros diminuíram conforme a dose do extrato aumentou. [25]

Princípios ativos

Contém compostos como quercetina, taninos, ácidos fenólicos, apigenina, catequina, epicatequina, galanina, kaempferol, naringenina, pinostrobina, rutina, cardanol, cardol e ácidos anacárdicos (em formas monoeno, dieno e trieno). [26]

Contém flavonoides, taninos, antocianinas, alcaloides, quercetina 3-O-glucoside, quercetina 3-(2-galloylglucoside), quercetina 3-arabinoside, quercitrina, tocoferóis (como a vitamina E) e ácido salicílico. [27]

Seus efeitos medicinais estão ligados à presença de compostos como flavonoides, terpenos, esteroides, xantonas, além de lipídios fenólicos e seus derivados, saponinas e óleos essenciais. Também foram identificados carboidratos, taninos, catequinas, glicosídeos, resinas, alcaloides e esteróis. [1]

Indicação

O extrato da castanha de caju mostra efeito terapêutico para um tipo específico de doença falciforme, a beta-talassemia, podendo ser um tratamento eficaz para o controle dessa condição. [28]

Utilização

Produtos de valor agregado, como suco, feni (aguardente), vinho, maçã de caju seca, xarope e geleia, podem ser preparados a partir da maçã do caju. O líquido da casca da castanha de caju, um subproduto da noz, também é considerado uma matéria-prima valiosa para as indústrias de tintas e vernizes. [3]

O Brasil é o maior consumidor de produtos feitos a partir do caju, como sucos, cajuínas e doces. Esses produtos são quase todos consumidos dentro do próprio país. [7]

Os resíduos do processamento industrial do caju podem ser usados para fortalecer plásticos feitos de amido, tornando-os mais resistentes e menos sensíveis à umidade. Isso também reduz custos e torna o material mais fácil de se decompor na natureza. [20]

Partes utilizadas

folhas, flores, fruto e o pseudofruto (a parte carnosa conhecida como 'caju') [29]

cascas, folhas e pseudofrutos (o caju) [2]

Casca do tronco. [1]

Uso medicinal

A casca do tronco é usada como adstringente, tônico para fraqueza geral, estimulante do apetite, e no tratamento de aftas, asma, bronquite, cólicas intestinais, fraqueza muscular, diabetes, diarreia, disenteria, problemas de pele, esterilidade, febre, pressão alta, inflamação na garganta, leishmaniose, malária, queimaduras, sífilis, tosse, úlceras, impotência, problemas genitais, para ajudar na cicatrização e proteger o estômago. Também é mencionado seu uso como abortivo, contraceptivo e antisséptico vaginal. [1]

Na região amazônica, povos tradicionais usam a casca e as folhas para tratar diarreia. O chá feito dessas partes é popular para controlar diabetes, cuidar de infecções de pele e aliviar inflamações. Esses benefícios são creditados aos antioxidantes e anti-inflamatórios naturais presentes na planta, conforme comprovado por estudos. [2]

É utilizada na medicina popular para tratar diversas enfermidades, atuando principalmente contra o estresse oxidativo e problemas inflamatórios. [27]

Uso culinário

A indústria utiliza a parte carnosa do caju (o pedúnculo) para fazer sucos, doces e outros produtos, que são consumidos principalmente dentro do país. [20]

Tanto a castanha de caju quanto o caju (a parte suculenta) são amplamente utilizados na alimentação e têm grande importância para a indústria de alimentos. [8]

Movimenta a indústria de alimentos, fornecendo matéria-prima para suco e diversos produtos feitos a partir da castanha de caju. [1]

Uso em perfumaria

O óleo extraído da castanha de caju, por conter vitamina E, é utilizado na indústria de cosméticos. [16]

Uso em cosméticos

Os falsos frutos do cajueiro, devido ao seu conteúdo de flavonoides, hidroxicinamatos e carotenoides, são promissores para uso em cosméticos com ação antienvelhecimento e fotoprotetora (proteção contra os danos da luz solar). [21]

Uso madeireiro

Diversas partes do cajueiro vêm sendo investigadas pela ciência, e seus extratos apresentaram propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, anestésicas, bactericidas e inseticidas. [30]

A madeira desta espécie é utilizada na fabricação de móveis. [5]

Não há menção de uso madeireiro para o Anacardium occidentale. [16]

Comercial

Comercialização

As amêndoas (castanhas) são o principal produto comercializado. [5]

Mais informações

Observações

Em plantações antigas, pode ocorrer uma queda na produção devido a riscos ainda não totalmente compreendidos relacionados à autotoxicidade. Em testes, a secreção liberada pelas raízes de mudas de caju não inibiu o crescimento de outras plantas usadas no experimento. No entanto, a autotoxicidade, que ocorre principalmente através da decomposição das folhas e outros resíduos que caem no solo (serapilheira), é identificada como um fator de risco crítico. Isso pode prejudicar o sucesso de novos plantios (replantio) e a sustentabilidade a longo prazo dos pomares de caju. [31]

Dinâmico

Descobertas científicas

Este foi o primeiro estudo a analisar a diversidade genética do cajueiro no norte de Camarões. Os resultados servem como base importante para futuros projetos de cultivo e conservação. Apesar de ser uma planta introduzida, foi encontrada uma diversidade genética considerável, embora baixa, com poucas variações por característica analisada. Essa diversidade provavelmente surgiu devido ao ambiente local, adaptação das plantas e às formas como foram cultivadas no passado. A análise genética mostrou que é possível distinguir claramente as diferentes plantas estudadas, agrupando-as em sete grupos principais. As plantas da região de Ngaoundéré formaram grupos bem definidos, enquanto as das regiões de Garoua e Yagoua se espalharam por vários grupos, indicando que há diferenças e também mistura genética entre elas. A maioria das plantas pertence fortemente a um único grupo genético, mas algumas mostraram ancestralidade mista, sugerindo que o cajueiro pode ter sido trazido para a região em diferentes momentos ou por meio de trocas humanas. [12]

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Para citar esta ficha: SiSTSP — Banco de Plantas Notáveis. Anacardium occidentale. Disponível em: https://tudosobreplantas.com.br/Anacardium_occidentale/. Acesso em: .
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Anderson C. Porto 6 de dezembro às 12:04
Tenho um cajueiro de uns 40 anos que produz pouco.
❤️ 1
Comentário

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Fruto(s) - maduro
Visão Geral
Pendúnculo
Pseudo-fruto e fruto (castanha) do caju vermelho.
Visão Geral

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69 referências consultadas para esta espécie.

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    An Integrated Approach to the Anti-Inflammatory, Antioxidant, and Genotoxic Potential of Portuguese Traditional Preparations from the Bark of Anacardium occidentale L
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