Havia um tempo em que acessava a Internet de manhã e lia as notícias. Era bom porque me informava sobre o que estava acontecendo no mundo, ou trocava ideias sobre assuntos que estivesse pesquisando…
Era raro ler alguma postagem que não apresentasse “o quê”, “quem”, “quando”, “como”, “onde”, “porquê” etc.; enfim, as informações completas.
Hoje tenho a impressão de que as pessoas se acostumaram a falar apenas para suas bolhas, ou nichos de mercado, se utilizarmos termos empresariais. E isso limita muito a compreensão do que está acontecendo.
Quando comecei a minha transição para o sítio (2011) a conversa nas bolhas era a de que o mundo iria acabar. Veio a pandemia (2020) e o mundo? Estava acabando(!), com explicações que variavam do “vai acabar tudo” (cume da teoria da escassez) para “fase de arrebatamento” (crenças) ou “temos que lutar contra a covid” (inimigo comum). Estamos na metade de 2025 e o mundo para variar está para acabar, novamente!! Enfim…
Passados mais de 5 anos de migração para a área rural, com muitas árvores plantadas e cuidadas, muito plantio de comida, muito sol e muita chuva, muitas experiências e muito tempo útil sendo devidamente aproveitado, longe da Internet, a sensação é a de que as distrações e entretenimentos disponíveis só ficaram mais elaboradas.
A humanidade em geral não tem a menor ideia do que está acontecendo. A ignorância é tratada como bênção e as comunicações tem sido formatadas para passar a falsa impressão de que basta nos concentrarmos em nossos mundos para cocriamos a nossa suposta realidade em comum. Ninguém mexe na origem dos problemas. É um ou outro falando…
A dúvida que persiste é… Falar pra quê? De que adianta? No máximo dá para criar alguns oásis e aguardar as próximas fases. A luta é para que a verdade prevaleça e as injustiças sejam obliteradas.
Tem muito “graças a deus” e muito formatos supostamente de “luta” que foram escolhidos e colocados como opção porque não alteram a realidade em nada. Até mesmo agradecer aos que ajudam e ter um pouco de gratidão aos que efetivamente estão fazendo alguma coisa não está produzindo alterações significativas. Falta apoio. Falta união.
O que gera falso engajamento nas redes sociais é o ódio.
Ao meu ver é preciso que nasça no coração das pessoas a vontade sincera de furar os bloqueios. Só dá para provocar, questionar, instigar e insistir até que as mudanças efetivas nasçam no coração e mente dos homens, e possam diluir os exageros e as concentrações de poder que não mais tenham razão para existir.
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Anderson Porto, cidadão brasileiro que planta café, oliveiras e bananas, porque até banana tá caro!
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