Praga do milho cria resistência a planta transgênica da Monsanto

Por SCOTT KILMAN

Pés de milho que a Monsanto Co. modificou geneticamente para bloquear um inseto voraz estão virando alimento dessa mesma praga em umas poucas plantações nos Estados Unidos, a primeira vez em que uma praga desenvolve resistência a uma lavoura fruto de engenharia genética na região agrícola americana.

A descoberta suscita temores de que a maneira como alguns produtores estão usando lavouras alteradas possa alimentar pragas resistentes.

O entomologista Aaron Gassmann, da Universidade Estadual de Iowa, descobriu que em quatro plantações no noroeste do Estado de Iowa a praga conhecida como diabrótica do milho passou a resistir ao pesticida natural produzido pelo milho da Monsanto. A descoberta pode estimular alguns produtores a passar a usar sementes resistentes a insetos vendidas por concorrentes da firma de biotecnologia de Saint Louis e a voltar a borrifar inseticidas sintéticos sobre suas plantações.

“Esses são casos isolados, e não está claro o quanto o problema vai se espalhar”, disse Gassmann ao Wall Street Journal. “Mas é um primeiro alerta de que as práticas de manejo precisam mudar.”

A descoberta acirra a disputa entre firmas rivais de biotecnologia agrícola para localizar a próxima geração de genes capazes de proteger as plantas de insetos. Cientistas da Monsanto e da Syngenta AG, que tem sede em Basiléia, na Suíça, já estão pesquisando como usar um avanço da medicina chamado interferência por RNA para, entre outras coisas, tornar as plantas agrícolas fatais para os insetos. Se isso funcionar, um inseto que coma tal planta pode ingerir um código genético que desativa um de seus genes essenciais.

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Todos os dias o povo come veneno. Quem são os responsáveis?

Gilvander Moreira, frei Carmelita*

O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na última safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma média anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.

Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer, a Basf, Syngenta, Monsanto, Du Pont, Shell química, etc.

O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente esse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população.

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Estados Unidos: grama transgênica é encontrada no estado de Oregon

Plantas de bentgrass Roundup Ready foram encontradas em Malheur County. Contaminação pode ter se originado de campo experimental de 2005.

Por AS-PTA – com informações de Capital Press

A professora da unversidade Oregon Carol Mallory-Smith confirmou a presença de plantas de transgênicas de bentgrass crescendo em vários quilômetros de canais de irrigação e nas margens das áreas cultivadas entre Ontario e Nyssa. O alerta foi feito por um morador de Malheur County que descobriu as plantas resistentes ao herbicida Roundup (glifosato) e enviou amostras da planta para a universidade. Os testes confirmaram tratar-se de variedade transgênica.

Mallory-Smith suspeita que as plantas tenham se espalhado de um campo de sementes plantado em 2005 ao longo do rio de Malheur, perto de Parma, Idaho. A grama transgênica para campos de golfe foi desenvolvida por Scotts Co. E sobre ela seria aplicado o herbicida da Monsanto. Em 2007 a Scotts foi condenada a pagar multa de 500 mil dólares por ter descumprido as regras americanas sobre condução de experimento a campo com plantas transgênicas. A decisão abarcou os experimentos com bentgrass (Agrostis spp.) em Oregon e outros 20 estados.

Um ano depois, um estudo confirmou que o transgene da grama modificada não só foi encontrado fora dos campos experimentais, como continuou a se espalhar durante três anos após a interrupção do experimento.

Já em 2004, pesquisadores da Agência de Proteção Ambiental americana (EPA) em Corvallis mostraram que o pólen da grama foi disperso a até 21 quilômetros na direção do vento, superando muitas das estimativas existentes.

Fonte: AS-PTA/EcoAgência

Publicado novo estudo relacionando o consumo de alimentos transgênicos a problemas no fígado e nos rins

Car@s Amig@s,

Rótulo de um produto transgênico

Em janeiro deste ano divulgamos, no Boletim 474, a publicação de uma pesquisa que apontava impactos do milho transgênico à saúde a partir da análise criteriosa de estudos fornecidos pela própria Monsanto quando buscava autorização para seus produtos na Europa. Os dados, que já haviam sido analisados pelos órgãos reguladores, eram mantidos em sigilo é só foram tornados públicos por decisão judicial.

Os estudos em questão mostravam-se precários, com número de cobaias pequeno demais para permitir análises estatísticas com boa margem de confiança e por curto período de tempo. Ainda assim, a análise independente demonstrou que esses mesmos dados que fizeram a Monsanto concluir pela segurança de três variedades de milho transgênico (MON 863, NK 603 e MON 810), analisados corretamente, indicavam a existência de efeitos colaterais principalmente sobre o fígado e os rins — órgãos ligados à eliminação de impurezas.

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Haitianos resistem a doação de transgênicos

Rótulo de um produto transgênico
O Haiti, país atingido em janeiro por um terremoto que matou mais de 250 mil pessoas e deixou 1,3 milhão de desabrigados, vive uma controvérsia.

A ajuda que a multinacional Monsanto oferece, de 475 toneladas de sementes transgênicas, está sendo rejeitada por agricultores locais e colocou o governo em uma saia justa.

Por um lado, os haitianos querem amenizar a fome. Por outro, protestam contra a transgenia. Milhares de agricultores fizeram manifestações em junho, com palavras de ordem contra a Monsanto e o presidente haitiano, René Préval, acusado de “vender o país” a uma multinacional. Sementes híbridas de milho foram queimadas.

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