
Há lugares onde as árvores fazem parte da dinâmica, da rotina, da vida local. Elas preenchem espaços naturais e sentimentais. Existe uma música que diz: “as árvores são fáceis de achar, ficam plantadas no chão (…). Crescem pra cima como as pessoas, mas nunca se deitam, o céu aceitam”*.
A Sumaúma da Fazenda Roncador, em São Luis do Quitunde, parece aceitar o céu, a terra, o lugar e as pessoas que vivem ao redor e a divide com pequenos animais, plantas e insetos.
As pessoas, por sua vez, há três gerações crescem junto com ela e a acolhem. Com 91 anos, a Sumamúma exibe grandiosidade e robustez: o tronco possui 18 metros e só é possível avistá-la inteira há certa distância.
Foi o primeiro dono da fazenda, Aurélio Buarque Oliveira, quem a plantou e recomendou os cuidados continuados pelo filho, Antonio Buarque, e pelo neto, Ricardo Buarque, quem conta a história e se preocupa com a presença dos insetos e pequenos animais que habitam o interior da árvore.
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