Cana-do-brejo (Costus spiralis): a planta medicinal da Amazônia

Conheça a Cana-do-brejo (Costus spiralis): características, cultivo, propriedades medicinais e usos. Acesse a ficha completa no Tudo Sobre Plantas.

A Cana-do-brejo (nome científico Costus spiralis (Jacq.) Roscoe) é uma planta da família Costaceae, nativa do México, Costa Rica, Colômbia e Brasil. Também conhecida como Cana-de-macaco, ela é amplamente encontrada em território brasileiro e reconhecida tanto por seus valores medicinais quanto ornamentais, além de inúmeros potenciais terapêuticos.

Na medicina tradicional, especialmente na região Amazônica, a espécie é utilizada há muito tempo. Há relatos de seu uso por indígenas brasileiros desde o século 17, quando era conhecida como ‘pacocatinga’. A planta ocorre preferencialmente em locais úmidos, mas também pode ser encontrada em savanas e afloramentos graníticos.

Neste artigo, exploramos as características botânicas, o cultivo, as propriedades farmacológicas e os usos tradicionais da Costus spiralis. Para aprofundar seus conhecimentos, ver fotografias e consultar as referências científicas completas, acesse a ficha da espécie no portal Tudo Sobre Plantas.

Características botânicas: como reconhecer a Cana-do-brejo

A Costus spiralis pode atingir de 50 cm a 2 metros de altura. Suas hastes são quase eretas, quebradiças, carnosas e fibrosas, mantendo a bainha das folhas antigas. O rizoma é ramificado e carnoso, e as raízes são quase brancas.

As folhas são dispostas em espiral ao longo do pseudocaule, com pecíolo grosso. Elas são invaginantes, obovadas ou elípticas, podendo chegar a 35 cm de comprimento. A face superior é lisa, brilhante e verde-escura, enquanto a inferior é mais clara, com nervura central saliente.

As inflorescências têm forma de espiga, com cerca de 8 cm de comprimento, e abrigam em média 40 flores, cada uma em sua bráctea. As brácteas são vermelhas, fechadas e sobrepostas, e dentro delas se desenvolvem os botões florais e frutos. As flores são vermelhas, com tubo floral formado por três pétalas fundidas na base, e não apresentam odor.

Cultivo e iluminação: como cuidar da Costus spiralis

Para cultivar a Costus spiralis ‘French Kiss’, é preciso meia-sombra e alta umidade do ar. O solo deve ser profundo, rico em matéria orgânica e com boa drenagem. A planta é sensível ao frio, sendo indicada apenas para regiões tropicais, mas pode sobreviver em áreas de clima ameno com verões quentes.

Um estudo de 2016 sobre o crescimento inicial de Costus sob diferentes condições de luz mostrou que tanto a luz vermelha quanto a azul com sombreamento de 50% proporcionaram melhores resultados para a ‘French Kiss’, resultando em maior comprimento do pseudocaule. O cultivo sob sol pleno inibiu o crescimento e o desenvolvimento da planta, favorecendo o aparecimento de necrose nas folhas.

A propagação pode ser feita por sementes, divisão de rizomas ou estacas de pseudocaules, desde que haja altos níveis de umidade do ar. A polinização é realizada por beija-flores. Em relação à reprodução, um estudo de 2025 em uma vereda mostrou que sementes resultantes de distâncias de polinização mais curtas (10 m) foram mais pesadas, enquanto as taxas de germinação foram até cinco vezes maiores em distâncias de polinização maiores do que em distâncias mais curtas.

Propriedades medicinais e princípios ativos

Na medicina popular brasileira, a Costus spiralis é tradicionalmente usada como diurético, para aliviar dores na bexiga e uretra e para expelir pedras nos rins. Há relatos de uso contra hipertensão e disfunção renal. Também é descrita como antimicrobiana, antifúngica, antioxidante, leishmanicida, citotóxica, anti-inflamatória e imunomoduladora. Pio Corrêa (1984) menciona seu uso no suco para tratar taquicardia. Segundo Habsah et al. (2000), Braga et al. (2007) e Hafidh et al. (2009a), a planta é comum na medicina popular para diabetes. Atua como antioxidante, antibacteriano, diurético e para promover a cicatrização de feridas.

Na Mata Atlântica brasileira, a infusão das folhas é usada contra hipertensão e como diurético; a decocção das folhas, contra diarreias graves; e a infusão dos colmos, internamente, contra hepatite e dores de barriga. Informações etnofarmacológicas registram o uso das raízes e rizomas como diurético e tônico, para facilitar o fluxo menstrual (emenagogo) e provocar transpiração (diaforético). O suco das hastes e folhas frescas diluído em água é indicado contra gonorreia, sífilis, nefrite, picadas de insetos, problemas na bexiga e diabetes. Externamente, a decocção é usada para aliviar irritações vaginais, leucorreia e tratar úlceras, enquanto o cataplasma é empregado para desbridar feridas.

Uma avaliação farmacológica da atividade antiurolitíaca do extrato aquoso desta planta em ratos confirmou a informação popular. A triagem fitoquímica revelou a presença de compostos fenólicos, flavonoides, esteróis, alcaloides, fenóis, taninos, flavonas, xantonas, flavonóis, flavononóis, flavononas, saponinas, saponinas esteroidais e glicosídeos de flavonol. As folhas apresentaram 73% mais conteúdo fenólico que os caules, e o potencial antioxidante das folhas foi 30% maior que o dos caules. Os extratos não apresentaram atividade antifúngica contra Candida spp.

Segurança e toxicidade

Um estudo de 2022 sobre o extrato de Costus spiralis mostrou que ele é seguro para administração oral em dose única (2000 mg/kg), com valor de IC50 de 222,9 μg/mL e dose tóxica oral predita de 523,82 μg/mL no ensaio de citotoxicidade por captação de vermelho neutro. A ausência de mortes permite classificar o extrato na classe 5, segundo as diretrizes da OECD 423, sendo considerado um produto de alta segurança aguda.

Em relação à genotoxicidade, os extratos aquosos de folhas e caules apresentaram toxicidade a células, mas não causaram mutações. O extrato aquoso das folhas mostrou efeitos preventivos e moduladores sobre células da raiz de cebola, reduzindo os danos ao DNA causados pela azida sódica. O extrato aquoso dos caules aumentou os danos ao DNA causados pela azida sódica em algumas condições.

É importante ressaltar que, apesar do uso tradicional, qualquer aplicação medicinal deve ser feita com orientação profissional. Consulte sempre um especialista antes de utilizar plantas para fins terapêuticos.

Usos paisagísticos e ornamentais

Além de suas propriedades medicinais, a Costus spiralis tem grande valor ornamental. Ela pode ser usada como flor de corte ou em paisagismo. Também é utilizada como folhagem de corte devido às folhas distribuídas em espiral ao longo do pseudocaule, que criam um efeito visual único.

Seu porte e inflorescências vermelhas chamam a atenção em jardins tropicais e áreas úmidas, sendo uma excelente opção para quem busca plantas exóticas e de fácil adaptação em climas quentes.

A Costus spiralis, popularmente conhecida como Cana-do-brejo ou Cana-de-macaco, é uma planta versátil que une beleza ornamental e importantes usos medicinais tradicionais. Com suas folhas espiraladas e flores vermelhas, ela se destaca em paisagens tropicais e desperta o interesse de pesquisadores por suas propriedades farmacológicas.

Para saber mais detalhes sobre essa espécie, incluindo fotografias, referências científicas e relatos de cultivo, acesse a ficha completa no portal Tudo Sobre Plantas. Participe da comunidade SiSTSP, contribuindo com suas observações, fotos e experiências de cultivo. Compartilhe seu conhecimento e ajude a enriquecer nosso acervo colaborativo!

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Costus arabicus: a cana-do-brejo ornamental e medicinal

Conheça a Costus arabicus, a cana-do-brejo da Mata Atlântica: rizoma amiláceo, flores brancas e rosadas e potencial medicinal e ornamental.

A Costus arabicus L., conhecida popularmente como costus, canela-de-ema, cana-do-brejo, cana-de-macaco e gengibre-espiral, é uma planta herbácea que nasce naturalmente na Mata Atlântica e conquistou espaço tanto nos jardins quanto na medicina caseira. Sua parte subterrânea, o rizoma, funciona como um verdadeiro depósito de energia: armazena amido como principal carboidrato de reserva, o que explica boa parte da fama da espécie entre cultivadores e pesquisadores.

Pertencente à família Costaceae, a espécie chama atenção pela arquitetura elegante, com folhas simples e sem estípulas distribuídas em espiral ao redor do caule — um arranjo que dá à planta um visual escultural e rendeu o apelido de gengibre-espiral. As flores, brancas e rosadas, completam o conjunto ornamental, e a espécie ainda é polinizada por abelhas e beija-flores, o que a torna uma aliada valiosa para atrair polinizadores ao jardim.

Neste artigo, reunimos o que a ciência já documentou sobre a Costus arabicus: da anatomia do rizoma ao potencial antiviral, passando pelo cultivo em vasos e pela propagação por divisão de rizomas. Para ver fotografias, consultar as referências científicas completas e contribuir com suas próprias observações de cultivo, visite a ficha da espécie no portal Tudo Sobre Plantas — um acervo colaborativo construído por quem ama plantas.

O que é a Costus arabicus: características botânicas

A Costus arabicus é uma planta herbácea nativa de áreas de mata, com ocorrência natural na Mata Atlântica. Sua estrutura mais marcante é o rizoma — o caule subterrâneo que acumula amido como principal reserva de carboidratos. É justamente esse órgão que sustenta a planta em períodos de estresse, como mostram estudos sobre os aspectos fisiológicos, anatômicos e ultraestruturais do rizoma sob condições de déficit hídrico.

Na parte aérea, o caule exibe folhas simples, sem estípulas, dispostas em espiral ao redor do eixo — característica típica das Costaceae e responsável pelo apelido de gengibre-espiral. As flores são brancas e rosadas, e o sistema radicular é do tipo fasciculado, formando um conjunto fibroso que se distribui pelo solo. Para observar imagens detalhadas dessas estruturas, vale a pena acessar a ficha completa da espécie no portal Tudo Sobre Plantas.

Polinização e reprodução: abelhas, beija-flores e rizomas

As flores brancas e rosadas da Costus arabicus atraem dois grupos de polinizadores: abelhas e beija-flores. Esse duplo serviço de polinização amplia as chances de reprodução sexuada da espécie na natureza e é um dos motivos pelos quais a planta é tão interessante em jardins que buscam favorecer a fauna local.

Na propagação, porém, o caminho mais tradicional é outro: a divisão de rizomas, uma forma de propagação vegetativa que garante descendentes geneticamente idênticos à planta-mãe. Quem deseja multiplicar a espécie em casa encontra nesse método a via mais simples e confiável. Já a germinação das sementes foi investigada em um estudo de 2016 sobre luz e temperatura: as sementes germinam tanto na presença quanto na ausência de luz, ou seja, são consideradas fotoblásticas neutras — um dado útil para quem pretende produzir mudas a partir de sementes.

Cultivo ornamental: vasos, jardins e flor de corte

A Costus arabicus tem forte apelo ornamental. Segundo a avaliação de espécies de Costaceae para uso ornamental, publicada em 2011, a variedade variegata pode ser cultivada em vasos sem problemas, o que amplia as possibilidades para quem tem pouco espaço. Além dos vasos, a espécie pode ser usada em jardins, como flor de corte e como haste ornamental — um leque versátil para paisagistas e jardineiros amadores.

Essa flexibilidade de uso, somada à beleza das folhas em espiral e das flores brancas e rosadas, faz da cana-do-brejo uma escolha interessante para compor canteiros tropicais ou varandas. Se você cultiva a espécie, compartilhe suas fotos e relatos na comunidade do portal Tudo Sobre Plantas: o acervo é colaborativo e cresce com a contribuição de quem observa as plantas no dia a dia.

Potencial medicinal: da medicina caseira às pesquisas com Zika

A Costus arabicus é citada na literatura como espécie com potencial para uso medicinal, e alguns de seus compostos vêm sendo investigados em laboratório. Um trabalho de 2020 sobre o uso da planta em uma comunidade tradicional do nordeste paraense, na Amazônia, descreve a presença de um polissacarídeo nas raízes associado à prevenção da formação de cálculos renais, além de compostos ativos com propriedades farmacológicas no caule. Essas propriedades incluem ações antibacteriana, antiparasitária e anticancerígena, conforme estudos reunidos na ficha da espécie.

Mais recentemente, um estudo de 2026 sobre o perfil molecular e o potencial antiviral da planta contra o vírus Zika relatou resultados promissores para o extrato etanólico: concentração efetiva para 50% das células (EC50) de 30,21 µg/mL e índice de seletividade (SI) de 16,55. Os autores sugerem que esse efeito pode decorrer de interações sinérgicas entre flavonóis, flavonoides glicosilados, lignanas e saponinas esteroidais presentes na planta.

É importante reforçar que esses achados são resultados de pesquisa científica e não constituem recomendação de uso medicinal. Nenhuma planta deve ser utilizada com finalidade terapêutica sem orientação profissional adequada. Para conhecer as referências completas e acompanhar o que a ciência já publicou sobre a espécie, consulte a ficha de Costus arabicus no portal Tudo Sobre Plantas.

A Costus arabicus reúne qualidades que poucas plantas concentram ao mesmo tempo: beleza ornamental com folhas em espiral e flores brancas e rosadas, facilidade de propagação por divisão de rizomas, atratividade para abelhas e beija-flores e um histórico de uso na medicina caseira que vem sendo investigado pela ciência — do polissacarídeo das raízes às pesquisas antivirais. Seja em vasos, em jardins ou como flor de corte, a cana-do-brejo tem espaço garantido entre os amantes de plantas tropicais.

Para aprofundar seus conhecimentos, acesse a ficha completa da espécie no portal Tudo Sobre Plantas, onde você encontra fotografias, dados botânicos detalhados e todas as referências científicas citadas neste artigo. E se você cultiva a Costus arabicus, não deixe de participar da comunidade: compartilhe suas observações, fotos e relatos de cultivo — o portal é colaborativo e cada contribuição ajuda a documentar melhor a flora brasileira.

Explore a ficha completa no portal

Todas as informações deste artigo foram extraídas diretamente da base de dados científica do portal Tudo Sobre Plantas. Acesse a ficha completa de Costus arabicus para ver fotografias, referências bibliográficas disponíveis para download, discussões da comunidade e muito mais.

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Cana-do-Brejo (Costus spicatus)

Na Amazônia, a cana-do-brejo é utilizada como é depurativa e diurética, auxiliando no tratamento de infecções urinárias e na eliminação de pedras nos rins.

Quando utilizada em através de infusão, tem propriedades diuréticas, febrífugas e emagrece[…]
NOME CIENTIFICO: Costus spicatus
NOME(S) POPULAR(ES): Cana-do-Brejo, cana-de-macaco, Cana-do-mato, Cana-roxa, Jacuacanga, Paco-catinga, Paco-caatinga, Periná, Ubacaiá
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ficha: http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=48
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SiSTSP – Cana-do-Brejo (Costus spicatus)

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| SiSTSP – Banco de Plantas Notaveis
| Projeto Tudo Sobre Plantas
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NOME CIENTIFICO: Costus spicatus
NOME(S) POPULAR(ES): Cana-do-Brejo, cana-de-macaco, Cana-do-mato, Cana-roxa, Jacuacanga, Paco-catinga, Paco-caatinga, Periná, Ubacaiá
FAMILIA (Cronquist): Zingiberaceae
FAMILIA (APG): Costaceae
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Na Amazônia, a cana-do-brejo é utilizada como é depurativa e diurética, auxiliando no tratamento de infecções urinárias e na eliminação de pedras nos rins.

Quando utilizada em através de infusão, tem propriedades diuréticas, febrífugas e emagrecedoras.

O rizoma da cana-do-brejo é diaforético, emoliente, tônico, diurético, emenagogo, antilítica e anti-sifilítica.

O suco das hastes é tônico, diaforético, emenagogo e depurativo.

As hastes também possuem ácido oxálico.

O rizoma tem um aroma parecido com a violeta e o suco desse rizoma é um pouco ácido e mucilaginoso, sendo aproveitado como refresco.[6]
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ficha disponivel online em:
http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=48
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Registro atualizado em: 02/03/2014 22:42:55, por Anderson Porto.
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