Plantio da mamona e pinhão manso servirá de teste

SÃO LUÍS – Na última quinta-feira, dia 21, foi iniciado o plantio da primeira área experimental de mamona e pinhão manso, plantas que servem para a produção do combustível, na comunidade de Cajupari, zona rural de São Luís. Nos próximos dias, mais quatro localidades receberão o plantio: Tajipuru, Conceição, Cossaco e Calembi.

O plantio da mamona e do pinhão manso servirá de teste para que os pequenos agricultores da ilha possam saber como funciona o cultivo das plantas e para que sabiam como alternar o plantio de oleaginosas com a de subsistência.

A implementação do Programa Municipal de Biodiesel abre oportunidades e benefícios sociais, gerando empregos, valorizando o campo e promovendo o trabalhador rural através da produção de biomassa (oleaginosas).

O SãoLuísBio irá atuar em duas frentes: a primeira será o plantio de oleaginosas (mamona, pinhão manso, amendoim, gergelim, girassol, entre outros), matéria-prima do biodiesel, beneficiando os produtores da Ilha e ao mesmo tempo fortalecendo a agricultura familiar; a segunda, realizando o aproveitamento do óleo residual, proveniente da fritura de alimentos. Será traçado um plano de ação para coleta, tratamento e utilização desse óleo, que boa parte acaba nas redes de esgotos convencionais ou lançados direto no solo ou na água, poluindo o meio ambiente.

A meta é envolver, no primeiro momento, 150 produtores familiares no programa de biodiesel, plantar 225 hectares de espécies oleaginosas, instalar uma unidade esmagadora de grãos, implantar 20 postos de coleta de óleo residual e uma unidade de óleo residual. O combustível movimentará a frota municipal, máquinas agrícolas, geradores e barcos, transformando São Luís em uma vitrine, servindo de exemplo para implantação do mesmo serviço em outras localidades e uma excelência na gestão de resíduos poluentes. Caberá à Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa) implementar e operacionalizar o Programa Municipal de Biodiesel, sendo conduzido dentro dos critérios do Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS).

Fonte: [ O Estado do Maranhão ]

Novo processo transforma subprodutos do chocolate em combustível

LONDRES (Reuters) – Os chocólatras podem atenuar qualquer culpa que eventualmente sintam graças a um novo processo que transforma os subprodutos da fabricação do chocolate em biocombustível –de modo que a guloseima se torna “ecologicamente correta”.

Um caminhão abastecido com esse biocombustível vai partir neste mês de Poole (costa sul da Inglaterra) para o Mali (África) numa missão humanitária.

“O dejeto do chocolate costumava ser usado em aterros. Mas agora podemos fazê-lo viajar como biocombustível”, disse o organizador Andy Pag, que será um dos dois motoristas da viagem.

A empresa Ecotec, do noroeste da Inglaterra, pegou o lixo do processo de fabricação do chocolate, transformou-o em bioetanol e o misturou com óleo vegetal para produzir biodiesel.

Alguns biocombustíveis são criticados por usarem material que poderia ter finalidade alimentícia ou por incentivar o desmatamento — no espaço usado para grandes canaviais, por exemplo.

“Isso é para mostrar que se pode ter biocombustíveis ambientalmente corretos e que não é preciso converter os motores a diesel normais para usá-lo”, disse Pag à Reuters.

O BioTruck parte em 26 de novembro e deve levar cerca de três semanas para percorrer os 7,2 mil quilômetros até Timbuktu, onde vai entregar uma pequena unidade de produção de biocombustíveis a uma ONG local.

Mas que ninguém espere um aroma apetitoso quando o caminhão passar. “Não! Receio que o escapamento não cheire a chocolate,” disse o Pag.

(Por Jeremy Lovell)

Fonte: [ Reuters ]

CNPq investe em pesquisas sobre biocombustíveis

BRASÍLIA – O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abriu dois editais para investimento em pesquisas sobre biocombustíveis. O CNPq selecionará projetos por meio dos editais “Apoio à formação e fixação de recursos humanos” e “Pesquisa e Tecnologias de Vanguarda para Produção de Etanol e Biodiesel”, que somam R$ 22 milhões em investimentos, provenientes dos Fundos Setoriais de Petróleo e Gás Natural (CT – Petro), de Agronegócio (CT – Agro) e de Biotecnologia que serão liberados nos próximos três anos. Pelo menos. Cerca de R$ 9 milhões serão destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O apoio à fixação e formação de recursos humanos em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia produtiva de biocombustíveis se dará por meio de duas linhas de ação: realização de cursos seqüenciais ou de extensão tecnológica inovadora para capacitação de recursos humanos relacionados à cadeia produtiva e fomento a projetos voltados para o desenvolvimento tecnológico de produtos ou processos.

Empresas ou cooperativas que atuem no setor podem submeter propostas até o dia 23 de novembro. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global estimado em R$ 5 milhões, a serem liberados entre 2007 e 2009. Pelo menos 70% desse valor deverá ser destinado às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O edital Pesquisa e Tecnologias de Vanguarda para Produção de Etanol e Biodiesel tem orçamento previsto em R$ 17 milhões, a serem liberados em três anos, com cota de 30% para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os projetos deverão ser interinstitucionais, submetidos por grupos de pesquisa abrangentes e consolidados, e com colaboração internacional ou com empresas do setor.

As propostas deverão enquadrar-se em um dos eixos temáticos estabelecidos no edital: Avanços científicos, tecnologias de vanguarda com inovações radicais para a produção de etanol; e Avanços científicos e tecnológicos para a Cadeia de produção de matéria-prima e industrialização do biodiesel. O prazo para submissão de propostas vai até o dia 25 de novembro.

Mais informações em: http://www.cnpq/editais

Fonte: [ imirante.com ]

Falácias mofadas – parte 1

“É preciso desenvolver técnicas menos nocivas ao meio ambiente, a partir de plantas que não tenham incidência sobre a alimentação”

Com a repetição continuada das palavras acima, papagaiado pela imprensa mundial, até que o texto parece um pensamento válido, lógico e correto. Correto? Bem…

Comemos pinhão-manso? Mamona? Sementes de girasol? Cannabis? Ou eles estão falando da execrável soja, a commodity ???

Para acabar de vez com esta palhaçada de falácias mofadas, basta um gráfico comparativo entre Petróleo X Biocombustíveis, mostrando qual suja mais, qual traz mais problemas para o meio ambiente – extração e uso, qual é o mais caro pro consumidor final.

Se você tiver opinião formada e quiser se irritar um pouco, e ler mais dessas babaquices, tipo “os biocombustíveis vão trazer fome para um mundo faminto“, então leia o artigo: [ Biocombustíveis da segunda geração serão melhores ]

Vejam (ou viajem) só! Agora querem fazer “BIO”combustíveis SINTÉTICOS!

Como dizia Chico Anísio, quando cantava no Baiano e os Novos Caetanos… na letra Urubu Tá Com Raiva Do Boi: “Num é um barato, Paulinho? É um barato…

Anderson Porto

Agronegócio: Petrobras apresenta a Lula projeto sobre produção de bioetanol

Agência Safras

SAFRAS (24) – O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, visita nesta sexta-feira, 26 de outubro, o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), localizado na Cidade Universitária, no Rio de Janeiro. O Presidente Lula vai conhecer o projeto de pesquisa em bioetanol, um biocombustível obtido a partir de resíduos agroindustriais.

A primeira unidade-piloto brasileira para testes de bioetanol foi desenvolvida pelo Cenpes em parceria com um fornecedor nacional. A planta experimental é capaz de produzir etanol, em escala piloto, a partir de bagaço de cana-de-açúcar ou de torta de mamona (resíduo da produção do biodiesel), utilizando um processo de quebra de moléculas pela ação de enzimas. O processo desenvolvido em conjunto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) rendeu à Petrobras o depósito de sua milésima patente.

O bioetanol representa a segunda geração de biocombustíveis. Enquanto a primeira geração requer a utilização de produtos agrícolas como matéria-prima, a segunda geração utiliza resíduos agrícolas e agroindustriais como insumo na produção de biocombustíveis. A primeira geração é representada, por exemplo, pelo etanol convencional feito diretamente da cana-de-açúcar e pelo biodiesel obtido de óleos vegetais e sementes.

Na visita ao Centro de Pesquisas, o Presidente Lula também conhecerá os testes para produção de outros biocombustíveis: o biodiesel, produzido a partir de duas rotas tecnológicas inovadoras, patenteadas pela Petrobras, e o diesel obtido pelo processo H-BIO, também desenvolvido e patenteado pela Companhia. O Cenpes é responsável pelo desenvolvimento tecnológico na Petrobras.

O trabalho de pesquisa e desenvolvimento contribuiu para que a Petrobras fosse reconhecida pela indústria petrolífera mundial por sua excelência tecnológica tanto na área de exploração e produção de petróleo e gás – sobretudo em águas profundas – como no setor de abastecimento e refino. Atualmente, o Cenpes conta com mais de 1800 empregados e suas instalações têm cerca de 30 unidades-piloto e 140 laboratórios distribuídos em uma área de mais de 120 mil m2 . Diante dos novos desafios tecnológicos trazidos com a expansão dos negócios da Companhia no Brasil e no mundo, está em andamento uma obra de expansão, que vai duplicar as instalações do Cenpes, com novos laboratórios e unidades-piloto – parte deles dedicados às crescentes pesquisas em biocombustíveis e outras energias renováveis.

A Petrobras realiza, amanhã (25), a partir das 15 horas, entrevista coletiva à imprensa sobre o projeto de pesquisa em bioetanol, no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento (Cenpes). O gerente executivo do Cenpes, Carlos Tadeu da Costa Fraga, e pesquisadores da Petrobras estarão disponíveis para responder às perguntas dos jornalistas. Após a coletiva, será realizado o credenciamento dos profissionais de imprensa para a visita do Presidente Lula ao Cenpes, na sexta-feira (26).

O Cenpes fica situado à Avenida Horácio de Macêdo, 950, Ilha do Fundão/Cidade Universitária, no Rio de Janeiro. A entrada dos jornalistas será pela Portaria 4.

As informações partem da assessoria de imprensa da Petrobras.

Fonte: [ Último Segundo ]

R$ 22 milhões para pesquisa em biocombustíveis

23/10/2007

Agência FAPESP – Por meio de duas seleções públicas de propostas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pretende investir na formação e fixação de recursos humanos e no estímulo a pesquisas voltadas para a produção de etanol e biodiesel.

Serão investidos, ao todo, R$ 22 milhões provenientes dos Fundos Setoriais de Petróleo e Gás Natural (CT-Petro), de Agronegócio (CT-Agro) e de Biotecnologia (CT-Biotecnologia).

Segundo o CNPq, o primeiro edital é voltado a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia produtiva dos biocombustíveis, que serão realizadas por meio de cursos seqüenciais ou de extensão tecnológica e de projetos voltados ao desenvolvimento de produtos ou processos inovadores.

Profissionais vinculados a empresas ou cooperativas que atuam no setor podem submeter propostas até 23 de novembro. O CNPq investirá R$ 5 milhões entre 2007 e 2009, sendo que pelo menos 70% desse valor será destinado a projetos de instituições sediadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

O segundo edital, criado com o objetivo de estimular atividades científicas e tecnológicas para a produção de etanol e biodiesel, conta com R$ 17 milhões a serem liberados até 2010, sendo 30% destinados às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

As propostas devem abordar aspectos ambientais, econômicos e sociais e enquadrar-se em um dos dois eixos temáticos propostos por esse edital: Avanços científicos, tecnologias de vanguarda e tecnologias com inovações radicais para a produção de etanol; e Avanços científicos e tecnológicos para a cadeia de produção de matéria-prima e industrialização do biodiesel.

As propostas devem ser submetidas até 25 de novembro por instituições e grupos de pesquisa com experiência consolidada na área de bioenergia ou em temas correlatos ainda não plenamente incorporados aos processos de geração de bioenergia.

Os resultados dos dois editais serão divulgados na primeira quinzena de dezembro.

Mais informações: http://www.cnpq.br/editais/ct/2007/031.htm e www.cnpq.br/editais/ct/2007/039.htm

Fonte: [ Agência FAPESP ]

Biocombustíveis : Energia renovável é tema de congresso

A Expo Biocom 2007 – Feira Internacional de Combustíveis Alternativos & I Congresso Internacional de Energia Renovável – que será realizada de 24 à 26 de outubro em Foz do Iguaçu, Paraná, vai debater o futuro das matrizes energéticas no Brasil e no mundo apresentando alternativas viáveis e sustentáveis.

O evento vai promover uma discussão importante sobre o futuro da humanidade e os efeitos da utilização dos biocombustíveis diante dos apelos ambientais “A descoberta de novas fontes energéticas sempre possibilitou o desenvolvimento da humanidade, mas nem sempre com consciência dos desdobramentos. O avanço da tecnologia deve preocupar-se não só com o presente, mas principalmente com o futuro. As utilidades que damos hoje às inovações devem ser bem pensadas para que não tenhamos surpresas com as conseqüências que elas possam trazer” afirma Nivaldo Trama – Presidente do Congresso Internacional de Energia Renovável.

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[ Biocombustíveis : Energia renovável é tema de congresso ]

Multinacionais de olho no setor de biocombustíveis

A Organização das Naçãoes Unidas (ONU) prevê oportunidades de investimentos cada vez mais lucrativas no setor de biocombustíveis. Segundo levantamento com cerca de 200 multinacionais, um número crescente delas indica que investirá em biocombustíveis, como o Grupo Activos (da Espanha), que planeja a construção de usinas em Portugal, Brasil e Uruguai.

Para a ONU, as preocupações ambientais, aliadas à demanda por energia, despertaram o interesse de investidores para explorar esses novos setores.

Entre 1995 e 2005, os investimentos em energia renovável passaram de US$ 7 bilhões para US$ 37 bilhões. De acordo com o levantamento, essa tendência deve continuar, incluindo uma série de investimentos em energia solar e eólia na Europa.

A ONU ainda prevê uma onda de investimentos em produtos manufaturados ambientalmente corretos, como o setor do papel e veículos com novos motores.

Os serviços ambientais surgem ainda como nova oportunidade de investimentos, como os de reciclagem e tratamento de água. O levantamento cita ainda a empresa brasileira TSL Engenharia Ambiental, que abriu uma planta de reciclagem na Espanha.

Além de energia, a alta nos investimentos nos próximos três anos deve ocorrer no setor primário, em serviços e alimentos.

Fonte: [ Monitor Mercantil Digital ]

Campanha contra queima da cana

Europa ‘não quer etanol sujo do Brasil’, diz jornal

Uma matéria do jornal espanhol El Mundo diz nesta sexta-feira que a União Européia não quer “etanol sujo” do Brasil.

O termo é uma referência à desconfiança do bloco dos 27 em relação às práticas de cultivo de açúcar brasileiras, vistas por líderes europeus como potencialmente danosas ao meio-ambiente.

Em uma conferência internacional sobre biocombustíveis em Bruxelas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou convencer a audiência européia de que o Brasil inspecionará seu etanol de exportação, para certificar que o produto respeita critérios ambientais, sociais e trabalhistas.

“O presidente Lula falava ontem em tom idealista sobre ‘o cuidado com o planeta Terra’. Mas os europeus não esquecem a queima maciça dos campos no processo de produção do etanol, e a tentação de estender ao Amazonas os cultivos de açúcar para obtê-lo”, disse o jornal.
“Bruxelas advertiu o país amazônico que não importará seu biocombustível se for produzido de forma insustentável”.

Escravidão

A desconfiança em relação ao etanol brasileiro foi manifestada também pelo italiano La Repubblica, que recordou a recente libertação de 1.106 trabalhadores forçados de uma fazenda de cana-de-açúcar no Pará.

Segundo o jornal, Lula – descrito como o líder “que faz o papel de apóstolo dos biocombustíveis” – “não disse (em Bruxelas) que as duas notícias estão interligadas”.

“A operação de maquiar as condições de trabalho nas plantações de cana-de-açúcar indica que o presidente precisa enfrentar as críticas contra a solução do etanol, que se tornou o próximo grande negócio da economia brasileira.”

O La Repubblica reconhece que o combate ao trabalho forçado no Brasil aumentou nos últimos anos, mas ressalva que o “espetacular aumento da produção de cana-de-açúcar” levanta preocupações em relação ao tema.

“Nas plantações de etanol, milhares de camponeses emigrados do nordeste vivem da miserável paga de um euro por tonelada de cana, sujeitos aos abusos dos patrões e da precariedade.”

Meio ambiente

Já o britânico Financial Times centrou sua matéria nas conseqüências ambientais do cultivo de etanol. Abrindo amplo espaço para os argumentos do governo brasileiro, o diário econômico disse que as novas áreas de plantação de cana-de-açúcar seriam abertas em locais planos, nos quais a automação eliminaria a necessidade da queima da lavoura.

“A cana também não seria cultivada na Amazônia por razões climáticas, embora críticos digam que as plantações podem substituis culturas como a soja, que penetrariam na floresta amazônica.”

Segundo o jornal, usineiros brasileiros disseram que “os principais obstáculos ao crescimento das exportações de etanol não são ambientais, mas a carência de infra-estrutura de transporte e, principalmente, tarifas e subsídios adotados nos mercados desenvolvidos”.

Fonte: [ Última Hora News ]

A hora e a vez dos biocombustíveis

A corrida pela diversificação está ganhando força em Santa Cruz do Sul e começa agora a apresentar resultados. Não se trata da substituição da cultura do fumo, longe disso. Foi por causa do tabaco que Santa Cruz do Sul tornou-se um município próspero. Este produto é e seguirá sendo por muito tempo ainda o esteio de nossa economia. No entanto, é extremamente inseguro e arriscado ter praticamente toda a economia baseada em um único produto.

É aí que surgem os biocombustíveis. A busca por energias mais baratas e menos poluentes está na agenda global. Os altos preços do petróleo e as ameaças crescentes ao meio ambiente com a emissão de gases poluidores criaram a oportunidade para sua produção. Por que não aproveitar então o potencial da nossa região?

Não há porque reinventar a roda na tão sonhada busca pela diversificação econômica. A saída não está longe de casa. De nada adianta criarmos alternativas que não contemplem a realidade local e regional. É no modelo que temos, na agricultura familiar, que está a solução para os nossos problemas.

Inauguramos há poucos dias nossa primeira microusina de álcool, na primeira etapa do Complexo Agroindustrial e Profissionalizante de Alimentos e Bioenergia São Francisco de Assis. Ali serão desenvolvidos processos de produção, industrialização e distribuição de alimentos e energia a partir da cana, mandioca, plantas oleaginosas, além de formação profissionalizante. De saída contamos com um diferencial em relação a outras regiões do Brasil. Nós aqui temos condições de compatibilizar a produção de alimentos e a produção de energia, por isso essa iniciativa é tão importante. A Cooperfumos traz uma proposta que contempla o compromisso com a matriz energética e com a pequena propriedade rural.

Também a Valesul investiu na construção de uma destilaria de álcool e já aposta na exportação de produtos para o mercado europeu. Já a Afubra, em parceria com a Unisc e prefeituras, vem apostando em lavouras experimentais de girassol para extração de óleo vegetal. No futuro poderá vir o biodiesel.

A idéia do óleo e dos biocombustíveis tem mercado garantido. Na União Européia estão ganhando o apoio da opinião pública e vários países começam a adotar políticas para o setor. Na expansão desses mercados o Brasil leva vantagem. Nosso País detém a tecnologia dos biocombustíveis, tem clima, solo e matéria-prima de sobra. Há culturas sob medida para produzir biodiesel em cada região do País.

Há poucos dias encaminhamos um estudo a fim de obtermos dados mais precisos para tecer uma análise de culturas potenciais para a produção de biodiesel, como soja, girassol, canola, tungue, pinhão manso e nabo forrageiro e também cana-de-açúcar para a produção de álcool. Ou seja, não estamos dando um tiro no escuro, mas avançando forte e decisivamente para o fortalecimento de nossa economia.

Vamos mostrar para o restante do Estado e do País que Santa Cruz do Sul investe na produção de energia para fomentar a economia, aliando meio ambiente, alimento e energia na pequena propriedade. Queremos garantir nosso ingresso no mercado de agroenergia e agora buscamos incentivos financeiros e fiscais para dar incremento ao plano de diversificação. Recursos existem e o Estado já sinalizou que quer investir pesado no setor. A meta é atingir auto-suficiência em álcool até 2015 e conquistar 20% do mercado nacional de biodiesel até 2020. Em um futuro não muito distante a força de nossa economia estará justamente na diversificação que hoje buscamos através de projetos como os que apoiamos junto à Cooperfumos, Valesul e Afubra.

José Alberto Wenzel/Prefeito de SCS

Fonte: [ Gazeta do Sul ]