Arvorismo – um esporte radicalmente ecológico

Uma construção no mínimo estranha chama a atenção especial dos visitantes da Expoacre 2007. São enormes troncos de madeira verticalizados ligados uns aos outros por cordas e cabos de aço a mais de cinco metros de altura, como se o visitante caminhasse por entre as árvores da floresta.

Trata-se de uma pista de Arvorismo, um esporte pouco conhecido dos acreanos, mas que em breve poderá ser um dos grandes atrativos do Seringal Cachoeira localizado no município de Xapuri, segundo o secretario de turismo, esporte e lazer, Cassiano Marques.

Os visitantes também podem fazer em alguns minutos, um passeio pelos principais atrativos das três rotas turísticas contempladas pelo projeto de desenvolvimento das rotas turísticas do Vale do Acre, já imaginou? Para que isso fosse possível, a Secretaria de Turismo em parceria com o Sebrae construiu uma replica desses lugares dentro de um espaço privilegiado no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, a trilha levará visitantes pelos principais atrativos dos Caminhos da Revolução, Chico Mendes e do Pacífico.

Sobre o arvorismo

Arvorismo é a travessia entre plataformas montadas no alto das copas das árvores, onde os praticantes percorrem um percurso suspenso, ultrapassando diferentes tipos de obstáculos como escadas, pontes suspensas, tirolesas e outras atividades que podem ser criadas. Além de árvores, postes também podem servir de base para a prática do esporte.

Para praticar o arvorismo, não é necessário ser atleta, precisa apenas muita disposição e coragem para superar os desafios, ter idade acima de 7 anos e medir mais de 1,40. Com a supervisão de monitores treinados e o kit arvorismo (cadeirinha, cabo de segurança, mosquetão, polia e capacete), os aventureiros estimulam a capacidade individual, exercitando o corpo e a mente, desenvolvendo o equilíbrio interior e aliviando o stress diário através da adrenalina.

Hoje existem mais de 200 percursos na Europa e em outros países como Brasil, Costa Rica e Nova Zelândia. No Brasil o primeiro percurso com estrutura fixa montada foi em Brotas, interior de São Paulo, criado em 2001 e que serviu de inspiração para construção em outras regiões: Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Na chapada dos Veadeiros, o primeiro e único percurso construído encontra-se no Portal da Chapada. É um circuito com oito atividades, a 12m de altura, terminando com uma grande tiroleza. O Arvorismo do Portal da Chapada é uma atividade bastante segura, podendo ser praticado por pessoas de todas as faixas etárias a partir de 10 anos de idade

Tipos de arvorismo

Contemplativo

Nascido na Costa Rica nos anos 80, esse percurso tem como principal objetivo a observação da natureza. O praticante caminha por passarelas protegidas por redes, que estão suspensas entre as árvores.

Acrobático

Neste tipo de percurso os praticantes precisam de um pouco mais de equilíbrio, coordenação e ousadia. Sempre presos a um cabo de segurança e utilizando equipamentos adequados, os praticantes caminham sobre cabos, se penduram em redes e deslizam em tirolesas. Essa atividade nasceu na França no fim dos anos 90.

VOCÊ SABIA QUE …

A versão mais correta sobre o surgimento do Arvorismo ou Arborismo diz que a atividade surgiu nos anos 80 na Costa Rica, onde biólogos e naturalistas pesquisavam a fauna e a flora de cima das árvores e, para evitar subidas e descidas constantes, criaram um sistema de passarelas de uma árvore para a outra.

No Brasil, o arvorismo chegou em 2001 através da implantação da primeira pista na cidade de Brotas/ SP.

Arvorismo ou Arborismo? Não importa a forma que você expresse. O Importante é que você saiba o que representa. Algumas tórias dão conta de que cada palavra tem sua raiz vinculada ao tipo de estruturas. Por exemplo: Arvorismo vem de ARVORAR, algo elevado. Sendo assim, não necessariamente as estruturas estão em árvores, mas sim em qualquer forma de estruturas, podendo ser naturais ou não. Já a palavra Arborismo vem de ARBÓREA, ou seja, as estruturas são fixadas em espécies arbóreas, no caso, árvores.

Fonte: [ Página 20 ]

Transações on-line poderiam salvar 16,5 milhões de árvores

  • O que aconteceria se todos os lares americanos visualizassem e pagassem suas contas on-line?
  • De acordo com a Javelin Strategy & Research, 2,3 milhões de toneladas de madeira ou 16,5 milhões de árvores seriam salvas.
  • Atualmente, 61 milhões de domicílios fazem uso de bankline (53% dos lares norte-americanos), com previsão de chegar a 82 milhões (67% dos lares) até 2012.
  • Segundo o relatório, 39 milhões de famílias utilizam sites na internet para pagar suas contas, número que deve atingir 50 milhões em cinco anos.

Por Equipe Partner Report

(24/07/07) – O que aconteceria se todos os lares americanos visualizassem e pagassem suas contas on-line? De acordo com o relatório da Javelin Strategy & Research, com esse tipo de comportamento quase 2,3 milhões de toneladas de madeira ou 16,5 milhões de árvores seriam salvas.

O estudo aponta ainda que o consumo de combustíveis seria reduzido em 26 milhões de BTUs. Também teria redução da poluição: diminuiria os poluentes tóxicos no ar em aproximadamente 2 bilhões de quilos de CO²; baixaria a poluição na água em 49 bilhões de litros; e removeria 8,5 milhões de partículas e 12,6 milhões de óxido de nitrogênio do ar.

Atualmente, 61 milhões de domicílios fazem uso de bankline (53% dos lares norte-americanos), com previsão de chegar a 82 milhões (67% dos lares) até 2012. Segundo o relatório, 39 milhões de famílias utilizam sites na internet para pagar suas contas, número que deve atingir 50 milhões em cinco anos.

A conclusão da Javelin Strategy & Research é que as pessoas administram seus ativos e contas no ambiente on-line para ganhar tempo, segurança e rentabilidade. De olho nisso, os bancos podem usar a internet como um potencial canal para atingir as necessidades dos clientes e ainda prestar um grande benefício ao meio ambiente.

Fonte: [ Partner Report ]

Menino que plantou 3 mil árvores lança livro

O adolescente Nélio Fernando da Fonseca, de 18 anos, lança neste sábado o livro O leão do norte, onde conta a sua experiência com o plantio de três mil mudas de árvores em Pernambuco. A obra traz poesias ecológicas e o lançamento está marcado para as 19h, na Academia Pernambucana de Letras.

Estudante do 2º ano do Ensino Médio, Nélio Fernando da Fonseca também se preocupa com a devastação do meio ambiente para a confecção do papel em que o livro está impresso. Ele promete que, para cada exemplar vendido, uma muda de árvore será plantada em uma área de quatro hectares cedida por parentes na Zona da Mata de Pernambuco. Trezentos exemplares foram impressos. Durante o lançamento, 350 mudas de árvores serão distribuídas. O leão do norte estará à venda na Livraria Jaqueira.

O menino começou a plantar árvores com apenas três anos. Pela iniciativa, ele já recebeu homenagem da CPRH no prêmio Vasconcelos Sobrinho e um voto de aplauso da Assembléia Legislativa de Pernambuco.

Fonte: [ Da Redação do PERNAMBUCO.COM ]

Campanha da Araucária promoveu surgimento de quase 500 mil novas árvores

[img:1184760867.jpg,full,alinhar_dir_caixa]A Campanha de Repovoamento da Araucária chega a sua 6ª etapa.

Anualmente a Secretaria do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul e a Rio Grande Energia (RGE) promovem lançamentos regionais da Campanha, atingindo municípios diferentes, em área de ocorrência natural da espécie.

No dia 18 ocorre a solenidade de lançamento em Guaporé, às 10 horas, no Clube União Guaporense (Av. Silvio Sanson, 1085, centro). No dia 19, o evento será em Marau, às 10 horas, no Salão Paroquial Frei Gentil (Rua Lauro Ricieri Bortolon, centro).

A proposta da campanha é promover o aumento das florestas com araucária, também conhecida como pinheiro brasileiro, e levar à sociedade o conhecimento sobre a importância ecológica e econômica dessa espécie nativa que, no Rio Grande do Sul, aparece no Planalto, Serra e regiões com altitudes superiores a 500 metros.

A araucária teve uma exploração indiscriminada ao longo dos anos, especialmente a partir da década de 1960, porque sua madeira de boa qualidade pode ser utilizada para diversos fins. Isso acabou colocando o pinheiro brasileiro na Lista das Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção.

Atualmente, as únicas áreas contínuas da espécie estão em unidades de conservação do Estado (parques e reservas biológicas). Com o intuito de preservar as árvores nativas, a secretaria e a RGE estimulam o plantio de novas árvores, que poderão ser abatidas futuramente, com a devida licença do órgão ambiental.

Além do aproveitamento da madeira, a araucária forma belas paisagens por ser uma árvore alta com copa em formato de taça. Também produz o pinhão (semente) que é bastante aproveitado na culinária gaúcha. A cutia (mamífero-roedor) e a gralha-azul (ave) são fortes apreciadores do pinhão e, muitas vezes, o enterram para comer depois. Dessa prática nascem novas árvores e por isso esses dois bichinhos são grandes responsáveis pela disseminação do pinheiro brasileiro.

BALANÇO

A secretaria e a RGE estimam que do total de 35 toneladas de pinhões distribuídos nos cinco primeiros anos da Campanha, tenham surgido 490 mil novas árvores.Neste ano, mais uma tonelada de sementes e 5 mil mudas estarão à disposição dos interessados.

Confira os números da Campanha, incluindo a etapa deste ano:

Sementes (pinhão): 36 toneladas
Mudas de araucária: 10.000
Cartazes: 7.000 unidades
Folders: 80.000 unidades

FONTE

Agência de Notícias do Rio Grande do Sul
Telefone: (51) 3210-4100

disponível online em: [ Agrosoft ]

Pupunha (Bactrys Gasipaes)

Recentemente tive o prazer de conhecer de perto os frutos da pupunha. Trouxe comigo algumas sementes para tentar cultivar.

[img:IMG_8368.jpg,resized,centralizado]

Uma ampliação de um fruto – no ponto certo para ser cozido:
[img:IMG_8362.gif,resized,centralizado]

Todas passaram do ponto aqui (estão muito vermelhas, o que deixa o gosto um pouco fora do ideal):
[img:IMG_8371.jpg,resized,centralizado]

Muito ricos em vitamina A e com expressivo teor de proteínas e amidos, podem ser comidos cozidos em água e sal e se prestam também à extração de óleo e à produção de farinha. Dos resíduos, faz-se ração para animais.

A partir da década de 1970, a pupunha tornou-se alvo de pesquisas para o cultivo intensivo em outras áreas. Na Bahia, primeiro estado extra-amazônico a cultivar a espécie, a colheita da pupunha vai de novembro a março.

Verde dentro da própria casa

Bauruenses valorizam a natureza e mostram que é possível preservar o que seria facilmente destruído na hora de construir

Luis Cardoso/Agência BOM DIA

[img:83058_materia.jpg,full,alinhar_esq_caixa]

É de fazer inveja a qualquer jardim. Deixar áreas verdes em casa é algo louvável em tempos de aquecimento global. Mas deixar árvores e preservar as características naturais do terreno supera qualquer modismo arquitetônico. Em Bauru, há quem leve isso a sério e mantenha árvores (isso mesmo) dentro de casa.

Para o empresário Carlos Francisco da Silva, 55 anos, não há nada demais nisso. Apenas cumpriu uma promessa de infância. O ipê amarelo de 13 metros de altura tem lugar nobre no terreno, hoje ocupado pela sua pizzaria e pela casa onde mora com a mulher e os cinco filhos, na avenida Nossa Senhora de Fátima.

A construção foi toda adaptada para manter a árvore no local, ainda que muitos acreditassem que a idéia fosse impossível. “Falavam para eu cortar, mas não queria”, recorda-se.

A história do ipê começou há tempos – 48 anos, para ser exata. Ainda menino, Silva percorria aquela região de bicicleta com o irmão para apanhar frutas. Mal existiam casas. No areião, como ele define, só existiam árvores, entre elas o ipê. “Sempre o admirei e dizia: ‘Um dia, esse terreno será meu’.”

A admiração, porém, não era suficiente para ele ser o dono do lugar. Com mais dez irmãos, não estava nos planos dos pais dele comprar um terreno. Mas, há 19 anos, Silva, enfim, o comprou. A árvore ainda estava lá, mas não floria. Há dois anos, começou a construir a casa e a pizzaria. Deu trabalho. “Fiz de tudo. Mudei todo o projeto para deixar a árvore”, conta. Naquele ano, o ipê voltou a florir. “Ela não recebia cuidados”, explica.

Para a árvore ter espaço, Silva aumentou o corpo da casa e mudou a garagem de lugar. Ela fica na entrada da pizzaria, pode ser vista de outros pontos do imóvel e dá sombra para a casa. “Acordo e dou de cara com ela. Não atrapalha em nada. É um visual maravilhoso”, diz.

Outros exemplos

Não é fácil encontrar, mas existem lugares onde a natureza não perdeu lugar para o cimento. Num residencial às margens da rodovia Bauru-Ipaussu, o projeto de uma casa foi alterado para manter intactas duas árvores cinzeiros.

Em um bar na zona sul da cidade, árvores fazem parte da decoração do local e ficam rodeadas pelas mesas do estabelecimento. Em 1987, o arquiteto Maurício Costa planejou a construção de uma loja na avenida Duque de Caxias para que fosse retirado um ipê amarelo. Vinte anos depois, ela não está mais lá – só uma outra loja. “Uma pena. A árvore era linda.”

Ter árvores em casa não é novidade para o empresário Carlos Francisco da Silva. Na infância, o quintal e a frente da casa onde viveu eram bem ocupados por pés de jaboticaba, abacate e limão.

Entre os tipos, o preferido são os ipês – o da casa tem flores amarelas. Com o sonho de comprar o terreno (com a árvore) realizado, Silva agora espera a próxima primavera para ver a planta totalmente amarela. Depois disso, sonha com uma propriedade rural. Para ter mais árvores.

Custos e consciência barram a arquitetura sustentável

Construir sem degradar não se resume a manter as árvores intactas, mas é um dos exemplos do que arquitetura sustentável, ou bioarquiterura, significa. Uso de materiais não convencionais, preservar características naturais do terreno e prever o uso de recursos naturais, como o sol e a chuva, são outros elementos. Mas não é tão simples assim.

“É algo que ainda precisa crescer no país e que requer muito incentivo do poder público”, considera a arquiteta Emilia Falcão, professora da Faac (Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação), da Unesp (Univer-sidade Estadual Paulista), em Bauru.

Mas o elevado preço de produtos adequados para esse tipo de construção dificulta a prática, na avaliação da professora. Daí a necessidade do poder público e da iniciativa privada incentivarem a prática. “E as pesquisas ainda têm de crescer”, complementa Emilia.

Aliar construção e preservação é algo considerado ainda muito recente. As primeiras idéias surgiram em meados do século 20, mas há apenas 15 anos se tornaram mais presentes no dia-a-dia.

Além de serem novos, Emilia Falcão lembra que nem sempre é possível adotar os conceitos da arquitetura sustentável (ou ecológica), já que tudo depende das características físicas do lugar. Manter árvores no meio do terreno, por exemplo, não é apenas questão de consciência – é necessário fazer avaliação técnica para saber se as raízes não vão prejudicar a estrutura da construção no futuro, por exemplo.

Para adotar essas idéias, portanto, especialistas aconselham prever isso ainda na elaboração do projeto e com a orientação de profissionais. “Mas sempre que possível, o ideal é manter a paisagem natural do terreno. Acho que a nova geração já está mais preocupada com isso”, considera o arquiteto Maurício Costa.

Copaíba: árvore é símbolo de preservação

Além de representante do cerrado bauruense, a copaíba simboliza a preservação inteligente do meio ambiente diante do progresso. Não fossem atos públicos, a árvore seria arrancada com a duplicação da avenida Getúlio Vargas.

Em 1996, o Instituto Ambiental Vidágua e a escola Guedes de Azevedo fizeram um movimento de protesto e a árvore foi mantida. Centenária, ela é conhecida pelo óleo que produz.

Fonte: [ BOM DIA ]

Bauru soma 100 árvores tombadas

Mangueira remanescente na avenida Comendador José da Silva Martha é uma das três novas espécies protegidas

Lígia Ligabue

O patrimônio histórico de uma cidade não é formado apenas por monumentos e prédios. Em Bauru é possível também tombar árvores como patrimônio ambiental. São cerca de 100 delas tombadas na cidade. E com decreto publicado na edição de ontem do Diário Oficial do Município, mais três entraram para a lista das árvores protegidas por lei, inclusive uma mangueira na avenida Comendador José da Silva Martha, via que no passado já foi chamada de “Avenida das Mangueiras” por causa da quantidade de exemplares desta espécie.

Ao serem declaradas tombadas, as árvores se tornam imunes ao corte. Quem for pego arrancando, cortando ou danificando uma árvore dessas, responde por crime de três meses a um ano de detenção.

Pelo Diário Oficial de ontem, foram tombadas, além da mangueira da Comendador Martha, um jatobá existente na quadra 4 da rua Gérson França, no Centro, e um guapuruvu localidado numa área pública no Jardim da Grama.

Transformar uma árvore parte do patrimônio de uma cidade se tornou possível em 1965, com a lei federal que criou o Código Florestal. A lei municipal de arborização urbana adequa a proteção dessas árvores em Bauru. De acordo com o titular da Secretaria Municipal do meio Ambiente (Semma), Rodrigo Agostinho, o tombamento de árvores em Bauru começou efetivamente em 1993 e atualmente a cidade já conta com cerca de cem exemplares declarados patrimônio ambiental.

Para melhor identificá-las, as árvores tombadas receberão sinalização e placas informativas.“São árvores que, se não forem protegidas, acabam sendo cortadas”, avalia Agostinho. Ele ressalta que a lista divulgada pelo Diário Oficial ontem poderia ser maior. Uma figueira que seria tombada junto com as outras três árvores relacionadas foi cortada antes que o decreto fosse publicado.

Em uma carta publicada no final de maio na Tribuna do Leitor do JC, Fábio Pallotta lamentava o corte da figueira. “A figueira fora ao chão e os tratores do empreendimento começavam a rolar o seu tronco enorme para o fundo do vale como para esconder as provas do crime, que na verdade não aconteceu, pois nos dias de hoje não se corta uma árvore sequer sem autorização dos órgãos competentes”.

O corte teria sido autorizado pelo Estado, já que a figueira estaria em área particular. Para que uma árvore seja considerada patrimônio ambiental da cidade, ela precisa ser indicada por moradores. Depois a Semma avalia alguns quesitos, como valor histórico e beleza, que comprovem a necessidade da imunidade ao corte. Esse pedido é encaminhado ao Conselho Municipal do Meio Ambiente, que aprova ou não o tombamento. Agostinho adianta que a Semma pretende criar uma campanha para incentivar os moradores a indicarem árvores de seu bairro. “Sabemos que a maioria das árvores antigas de Bauru já foi tombada, mas queremos que os moradores se envolvam para a preservação”, diz o secretário.

____________________

Plano Diretor

Para aumentar a arborização, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) está desenvolvendo um Plano Diretor para coordenar o plantio de árvores em Bauru. O primeiro passo, informa o titular da pasta, Rodrigo Agostinho, foi aumentar de cinco para 50 o número de espécies permitidas para plantio em via pública. Em seguida, foi enviado à Câmara Municipal um projeto de lei para a arborização da cidade.

“Com essa nova lei, poderemos planejar o plantio bairro por bairro, ver o que tem que ser substituído”, avalia o secretário. Enquanto isso, uma equipe da secretaria faz um levantamento das autorizações de corte e das mudas recentemente plantadas em Bauru. Com esse diagnóstico pronto, será proposta uma ação para cada bairro, partindo do Centro.

____________________

Custeio

Estimular o plantio de árvores em calçadas com custo zero para a prefeitura. Pensando nisso, foi realizado processo de licitação que permite a exploração de publicidade em protetores de mudas.

A medida é comum em cidades maiores que Bauru e é simples: a empresa arca com o custo de plantio e pode explorar anúncios no gradil que protegerá a árvore. A proposta mínima é para cinco mil mudas. Ainda nesta semana deve ser anunciada a empresa que plantará as mudas na cidade.

Fonte: [ Jornal da Cidade de Bauru ]

Árvores são envenenadas na Miguel Sutil

ALECY ALVES
Da Reportagem

Doze árvores antigas de Cuiabá, algumas supostamente de mais de 40 anos, das espécies fícus (figueirinha), mangueira e oiti, foram envenenadas com herbicida usado na lavoura. O veneno foi injetado por meio de furos feitos no caule.

Essas árvores formam um pequeno bosque à margem da avenida Miguel Sutil (Perimetral), próximo do viaduto de acesso a Estação Rodoviária. O local é um tradicional ponto de parada de dezenas de caminhões de frete, no bairro Araés.

Com a ajuda de um caminhão-pipa e operários, dois engenheiros das secretarias Municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smades) e de Infra-Estrutura lavaram os caules, o solo e as raízes na tentativa de retirar o veneno e evitar que as arvores morressem.

O engenheiro florestal da Secretaria de Infra-Estrutura, Ralf Macedo, disse que não há dúvida de que essa é mais uma ação criminosa contra o meio ambiente.

Conforme Macedo, até o momento sabe-se apenas que, na noite de sábado, dois homens que estavam em uma caminhonete pararam no bosque e começaram a perfurar as árvores.

Apesar da limpeza que fizeram, Ralf Macedo disse que não há nenhuma garantia de que as árvores resistirão. O engenheiro explicou que o herbicida penetra na seiva e aos poucos vai secando a planta até matá-la definitivamente.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Éden Capistrano, disse que pediu ajuda à Procuradoria Geral do Município para investigar o caso. Na solicitação, Capistrano sugere a formalização de queixa crime à polícia para que o envenenamento das árvores seja apurado em inquérito policial.

Meses atrás, diversas árvores da avenida Marechal Deodoro, no bairro Santa Helena, foram mortas num crime ambiental semelhantes.

Fonte: [ Diário de Cuiabá ]