Donativos podem ser trocados por mudas de plantas no Horto

Da Redação

Alimentos não-perecíveis e outros donativos como roupas e sapatos podem ser trocados por mudas de plantas no Horto Municipal Dorval de Magalhães. As doações serão encaminhadas para a equipe da Operação Inverno 2007 que repassarão os donativos para as famílias que vierema focar desabrigadas pelas chuvas.

As pessoas que quiserem contribuir podem ir ao Horto de 7h30 às 17h, sem intervalo para o almoço, de segunda a sexta-feira. Podem ser trocados kits de limpeza, de higiene pessoal, roupas, sapatos e brinquedos.

Palmeira Imperial, Palmeira Leque, Ipê Roxo, Cúfia, Cróton (cerca viva), Pingo de Ouro e Lantana são algumas plantas que são encontradas no Horto. Desde janeiro foram doadas à população 6.362 mudas e pela campanha Adote Um Buriti 1.261 pés da planta.

Com a instalação do novo viveiro, que está sendo usado desde o início do ano, o Horto tem o potencial produzir até 282 mil mudas por mês. Atualmente ele produz 150 mil plantas mensalmente. Desde janeiro, 2.277 mudas foram plantadas nos canteiros e vias de Boa Vista. Em 2006, a produção do Horto Municipal chegou as 345.456 mil unidades.

Fonte: Jornal Folha de Boa Vista

Cientistas desvendam mecanismo da floração das plantas

Uma equipa internacional de investigadores descobriu que o momento da floração das plantas é determinado por um sinal de uma proteína que vai das folhas até à ponta dos rebentos, indica um estudo hoje publicado. A investigação, de cientistas do Imperial College de Londres e do Instituto Max Planck de Colónia, descreve o mecanismo da floração da Arabidopsis (planta da família das couves, a primeira com flor cujo genoma foi totalmente sequenciado), em resposta a variações na duração do dia.

Estudos anteriores já tinham mostrado que as folhas das plantas eram sensíveis a alterações sazonais da duração do dia e que estas desencadeavam o envio de um sinal pelo sistema vascular da planta, das folhas até à ponta dos rebentos, induzindo a floração. Porém, a identidade desse sinal de longa distância permaneceu misteriosa.

Os autores do novo estudo, publicado na Science Express, sugerem que esse sinal seja uma proteína (proteína FT) produzida nas folhas pelo gene FT e que percorre o sistema vascular da planta até à ponta dos rebentos, onde activa outros genes que induzem a floração. A equipa de investigadores conseguiu seguir a progressão da proteína na planta através de sistemas microscópicos muito sensíveis, depois de a ter marcado com uma proteína fluorescente verde. Para Colin Turnbull, da Divisão de Biologia do Imperial College, a descoberta poderá significar “um avanço muito importante para a ciência das plantas“.

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Jardins internos

Nancy Ferruzzi Thame

A prática cada vez mais comum de transformar espaços internos em jardins decorre da procura frenética de soluções para problemas de privacidade, da busca de estética visual ou de simples desejo de poder ter um jardim dentro de casa.

A escolha correta de plantas transforma lugares, muitas vezes sem perspectivas, em jardins convidativos, aconchegantes e charmosos ou mesmo em bonitas composições com vasos, desde que se trabalhe com sensibilidade a geometria da área, levando em conta o tamanho e formato das espécies e elementos decorativos.

Um espaço vazio, não utilizado embaixo da escada, pode se transformar em lugar exuberante. A natureza vai para dentro de casa e propicia ao ambiente uma atmosfera suave.

Os cuidados com espaços internos destinados a jardins merecem atenção redobrada. A impermeabilização e drenagem precisam ser muito bem feitas, para impedir umidade nas paredes. A escolha do substrato deve ser rigorosa e não deve exalar cheiros. A luminosidade também limita a seleção das plantas, pois o fato do jardim ser interno, não significa que podemos criá-lo sem luz. A aeração também é necessária, pois com baixa aeração aumenta a incidência de pragas e doenças.

Se o objetivo do jardim for impedir a visão de olhares curiosos para dentro de casa, devemos utilizar plantas como a pleomele e areca trianda, caso haja espaço suficiente. Se o objetivo for preencher espaços embaixo de escadas, as plantas devem ser menores. Nos corredores, devemos utilizar plantas mais esguias e verticalizadas e, para preenchimento do segundo plano visual, outras mais baixas.

O uso de pedras e pedriscos fazem um grande diferencial, principalmente se levarmos em conta a grande variedade de cores e tamanhos disponíveis no mercado. Forrando o chão ou como foco decorativo, as pedras são de utilização prática e valorizam os jardins internos.

No entanto, não só plantas e pedras preenchem os jardins. Os elementos decorativos personalizam cada projeto. Além das fontes, bastante procuradas, peças artesanais, esculturas e um grande número de novidades surgem a cada momento, dando-nos a oportunidade de inovar.

O projeto paisagístico deve refletir o gosto do cliente, mas o profissional irá orientá-lo para que se obtenha o resultado pretendido. O sucesso depende de agregar conhecimento técnico especializado em cada fase do processo, desde a elaboração conceitual do projeto, escolha das melhores espécies vegetais, preparo da terra, manuseio correto das mudas, localização criteriosa e informações sobre os cuidados na manutenção.

A maioria das casas têm pelo menos um vaso de plantas, mas podemos ir além. Os jardins têm o poder de mudar a atmosfera local, tornando os ambientes agradáveis e acolhedores. Basta soltar a imaginação e planejar as mudanças, com acompanhamento de um bom profissional.

Nancy Ferruzzi Thame é engenheira agrônoma, formada pela ESALQ – USP em 1982 e proprietária da empresa Estado de Sítio

Fonte: Gazeta de Piracicaba

Equipe da Unip desvenda os segredos das plantas

Dr. Drauzio Varella não permite que a sensatez seja perturbada por fantasias românticas. A permanente companhia da tragédia, imposta pela atividade profissional, e o demorado convívio com o cotidiano da maior penitenciária da América Latina podem ter até retocado o modo de sorrir que Drauzio Varella tinha. Mas não lhe revogaram o humor, não suspenderam a linha de produção de finas ironias, não o tornaram refém de lembranças amargas. Compreensivelmente, anda inquieto com as coisas do Brasil. Mas é um homem de bem com a vida.

Parecia especialmente feliz no fim do verão, a bordo do barco transformado em estandarte flutuante da Escola da Natureza. Criada em 1989 como parte do campus avançado da Unip na Amazônia, essa faculdade da selva sobe e desce o Rio Negro. Drauzio lastima a impossibilidade de viajar com muito mais freqüência pela imensa estrada fluvial, que lhe inunda a imaginação desde a primeira visita à região. “Conheci a Amazônia há pouco tempo”, conta. Hoje, parece ter nascido lá.

“Se, antes de morrer, me fosse concedido o privilégio da derradeira viagem, voltaria mais uma vez”, escreveu na apresentação do livro Florestas do Rio Negro. “Viajaria de Manaus, rio acima, até São Gabriel da Cachoeira e, se possível, mais longe, na direção da Colômbia. Quinze dias vendo o mundo refletir-se no espelho das águas escuras do rio, o recorte das margens verdes no horizonte, os papagaios no alvorecer e as circunvoluções arrojadas das andorinhas todo final de tarde.”

Naquele crepúsculo de março, acomodado numa lancha voadeira que ondulava nas cercanias das Ilhas Anavilhanas, maior arquipélago fluvial do planeta, o médico oncologista promovido a celebridade por aparições na TV manteve-se sereno mesmo ao comentar questões que costumam elevar um tom de voz nunca estridente. Homeopatia, por exemplo. Em recente entrevista, negou-se a tratar do tema. “Não falo sobre religião”, impacientou-se.

Foi mais didático na superfície do Rio Negro. “A substância supostamente terapêutica chega ao paciente em quantidades tão diminutas que produzem o mesmo efeito de um placebo”, avisa. Apaixonado pelas singularidades da selva, estudioso dos usos e costumes nativos, nem por isso permite que a sensatez seja perturbada por fantasias enganosamente românticas.

“Uma delas é a que celebra o poder de cura de plantas consideradas quase milagrosas por algumas tribos”, ensina. “Em primeiro lugar, os índios não conhecem tantas plantas com efeitos terapêuticos”, registra Drauzio. “Além disso, são menos eficazes do que imaginam. Se não fossem socorridas pela medicina halopática, várias etnias teriam desaparecido há muito tempo.”

Mas a floresta também tem remédios, ressalva. Foi sobretudo por isso que começou a circular por lá na virada do século. Em menos de dez anos, a equipe comandada por Drauzio agrupou no laboratório em São Paulo 100 extratos com atividade antitumoral. Não é pouca coisa. Mas, como se verá nas reportagens seguintes, é só o começo para esses caçadores dos segredos da selva.

Primeira de uma série de três reportagens sobre o trabalho da Escola da Natureza da Unip

O homem que sempre pensa primeiro

João Carlos Di Genio tem vaga assegurada em qualquer lista dos 10 gatilhos mais rápidos do Brasil. Gatilhos mentais, ressalvam a fisionomia plácida, o sorriso manso, os modos gentis. Nunca lhe falta uma boa idéia na agulha. E sempre saca primeiro.

Estudante de medicina na Universidade de São Paulo, Di Genio inventou o curso intensivo especializado na preparação de candidatos ao vestibular, depois o colégio que anteciparia a largada para o sucesso e, enfim, a universidade que transformaria bons alunos em profissionais prontos para a luta pelo primeiro emprego.

Copiar as fórmulas concebidas por um visionário incontrolável é perda de tempo e dinheiro: o criador não pára de recriar. Concorrentes assimilam o estilo esfuziante dos professores do Objetivo? As instituições comandadas por Di Genio incorporam requintes eletrônicos de impressionar favoritos a um Oscar de efeitos especiais.

Universidades criam cursos? A Unip inventa em Angra dos Reis a Escola do Mar e, em Manaus, a Escola da Natureza. Desde 1989, um barco ensina nas águas do Rio Negro que é na selva que se aprende a compreender a selva. E amá-la.

Brasil quer ajuda para manejo sustentável

A conservação da floresta amazônica pode tornar-se uma tarefa de várias nações daqui a alguns anos. Uma das propostas que o Brasil apresentará na 7 Sessão do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas (UNFF) é que os países desenvolvidos contribuam financeiramente para que o Brasil possa implementar programas de manejo sustentável na Amazônia.

O evento das Nações Unidas sobre florestas começou no último sábado em Nova York e se estende até o próximo dia 29. A participação do Brasil está prevista para a próxima semana. O diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, representa o País nos debates. “Proteger as florestas custa muito caro e nós acreditamos que é muito importante protegê-las, mas também tem que ser criado algum mecanismo que faça com que o mundo ajude a pagar a conta de manter a floresta em pé.” Segundo ele, ao preservar a floresta o Brasil prestará um serviço ao mundo inteiro.

O Brasil, diz Azevedo, reduziu o ritmo de desmatamento em 50% nos últimos dois anos e isso de forma voluntária, já que não existe no País nenhuma meta a cumprir. “Nós acreditamos que isso é superimportante, mas também tem que haver incentivos, ou seja, é preciso recursos que venham do mundo para pagar pelo serviço prestado pelo Brasil”. A proposta de parceria para conservação de florestas será novamente apresentada na reunião do G-8, em junho próximo.

[Gazeta Mercantil]

disponível online em: universia brasil

Exportação de flores e plantas tem expansão de 25%

Em janeiro e fevereiro de 2007, o Brasil somou US$ 5,5 milhões com a exportação de flores e plantas ornamentais. Esse número representa um crescimento de 24,95% em relação aos resultados do primeiro bimestre do ano passado. Os dados são do levantamento feito pelo engenheiro agrônomo Antônio Hélio Junqueira e a economista Márcia Peetz, diretores da Hórtica Consultoria e Treinamento, de São Paulo.

“O bom desempenho das exportações nesse período se deve principalmente à demanda dos Estados Unidos e da Europa por flores para a comemoração do Valentine´s Day, semelhante ao nosso Dia dos Namorados”, explica Antônio Hélio. Além disso, os Estados Unidos sofreram fortes nevascas desde o início deste ano, o que prejudicou a produção de flores naquele país. “Para o Brasil, esse cenário foi positivo, pois normalmente nesse período temos baixa demanda do mercado interno devido às férias de verão e ao carnaval”, afirma.

Na análise feita por segmentos exportados, o de ‘Mudas e Plantas’ continua sendo o que mais se destaca. No primeiro bimestre, o grupo respondeu por 61,01% do total de vendas para o exterior, somando US$ 3,34 milhões. Os principais países de destino foram Holanda (32,69%), EUA (30,44%) e Itália (25,14%), além de outros 11 países. O principal estado brasileiro exportador nesse segmento foi São Paulo (72,69%), seguido do Rio Grande do Sul (25,97%) e Minas Gerais (1,34%).

‘Flores e Botões Frescos para Buquês e Ornamentações’, segmento no qual o Sebrae tem participado ativamente na capacitação técnica e gerencial de pequenos produtores, é o segundo grupo na pauta de exportações brasileira. No período, as exportações desse segmento somaram US$ 1,17 milhão, representando 21,33% das exportações do setor de flores e plantas ornamentais.

Neste ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) está disponibilizando no sistema Alice-Web, da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), dados individualizados do segmento ‘Flores e Botões Frescos para Buquês e Ornamentações’. As exportações de rosas, por exemplo, foram as mais expressivas do grupo, atingindo US$ 94,28 mil. As rosas brasileiras seguiram principalmente para Holanda (54,89%), Portugal (43,38%) e Chile (1,73%). O Estado do Ceará foi o que mais exportou rosas (88,2%), seguido por São Paulo (11,8%).

Em terceiro lugar, no ranking das exportações, ficou o segmento ‘Bulbos, Tubérculos, Rizomas e Similares’. O grupo atingiu US$ 670,91 mil, respondendo por 12,27% do resultado das exportações setoriais brasileiras no primeiro bimestre do ano. “Este melhor desempenho setorial deveu-se principalmente a uma notável recuperação do mercado holandês, o importador mais tradicional e importante dos bulbos floríferos brasileiros”, explica Antônio Hélio. Com esse número, o segmento cresceu 132,24% frente ao primeiro bimestre de 2006.

Holanda (89,26%), México (5,31%), Chile (2,16%), EUA (2,05%) e Reino Unido (1,21%) foram os principais importadores desse segmento. São Paulo, Ceará e Espírito Santo, que aparece pela primeira vez, foram os principais estados exportadores.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

disponível online em: export news

Plantas aromáticas em Portugal – Caracterização e utilizações

Apresentação de mais uma publicação da Fundação Calouste Gulbenkian. O livro ilustrado reúne monografias para 83 plantas aromáticas clássicas e famílias de outras aromáticas existentes no País.</

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A. Proença da Cunha, José Alves Ribeiro e Odete Lurdes Roque (23-04-2007)

O livro “Plantas aromáticas em Portugal – Caracterização e utilizações” dá a conhecer, sob a forma de monografias, 83 plantas aromáticas clássicas, focando os aspectos sobre origem, habitats e distribuição geográfica, descrição botânica sumária, partes utilizadas da planta, respectivos constituintes, composição do seu óleo essencial, acções farmacológicas e utilização. São ainda indicadas, em cada monografia, as principais espécies aromáticas afins e as suas características. Na descrição da utilização são dadas indicações que abrangem, essencialmente, aspectos de fitoterapia, aromaterapia, cosmética, perfumaria, actividade antioxidante e condimentar.

A par das plantas aromáticas clássicas, indicam-se por famílias botânicas outras plantas aromáticas existentes no País, muitas vezes ainda não estudadas ou com estudos, geralmente não recentes quanto à sua composição, indicando-se os nomes vernáculos e suas principais localizações, com o que se procura alertar, os estudiosos deste campo, para possíveis trabalhos que conduzam a um melhor conhecimento da nossa flora aromática.

Procurou-se assim completar e actualizar duas obras elaboradas respectivamente pelo Prof. Ruy Telles Palhinha (Plantas Aromáticas de Portugal, Brotéria, vol. XV, pag. 97-113, 1946) e pelo Prof. Aloísio Fernandes Costa (Elementos da Flora Aromática, Ed. Junta de Investigações Científicas do Ultramar, 1975).

Compreende a obra ainda capítulos sobre:

  • O emprego das plantas aromáticas desde as antigas Civilizações até ao presente.
  • Plantas aromáticas e produtos aromáticos obtidos destas – suas principais utilizações.
  • Principais constituintes dos óleos essenciais e seu contributo para a actividade das plantas aromáticas.
  • Glossário de termos médicos.
  • Léxico botânico.
  • Bibliografia.
  • Índice remissivo relativo a famílias, táxones e nomes vulgares das plantas.

Os conhecimentos do Prof. A. Proença da Cunha e os da Investigadora Principal Odete Rodrigues Roque da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra sobre composição, aspectos farmacológicos e utilização das plantas aromáticas, aliados à experiência que o Prof. José Alves Ribeiro da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro tem sobre os aspectos botânicos e etnobotânicos, facilitou a elaboração desta obra, que irá não só interessar aos estudantes das Ciências Agronómicas, das Ciências da Saúde, de Biologia e das Ciências da Terra, como também aos profissionais destas áreas.

As fotografias que ilustram as monografias são originais, obtidas, na sua maioria, pelos Autores da obra, tendo as restantes a indicação dos respectivos Autores, a quem desde já agradecemos.

PLANTAS AROMÁTICAS EM PORTUGAL – CARACTERIZAÇÃO E UTILIZAÇÕES
A. Proença da Cunha, José Alves Ribeiro e Odete Lurdes Roque
Livro didáctico com fotografias, caracterização e utilização das plantas aromáticas em Portugal.
Editado pela FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN em 2007 com 328 páginas.
Sector de vendas Telf: 21 782 3233
e-mail: montra@gulbenkian.pt

Fonte: NaturLink

Alunos de biologia distribuem mudas de plantas na Unesp

Alunos do curso de biologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Preto distribuíram ontem cerca de 100 mudas de plantas na instituição. As mudas são cultivadas por estudantes integrantes do projeto de extensão do Departamento de Zoologia e Botânica. As plantas, entre elas ipê amarelo e branco, peroba e pitanga, são produzidas no campus. A professora Neusa Taroda Ranga, coordenadora do projeto, diz que os universitários foram orientados a ensinar as pessoas a como plantar e cultivar a muda.

De acordo com ela, as espécies são produzidas para atender a própria universidade e contribuir com a arborização do bairro, o Jardim Nazareth. A entrega das mudas foi realizada minutos antes da inauguração do livro que conta a história dos 50 anos da Unesp, comemorado em 10 de abril. A data foi celebrada com uma missa de ação de graças, seguida por uma exposição de fatos e fotos que marcam os 50 anos da instituição. Os eventos em comemoração ao aniversário terminam em 11 de maio.

[Diário da Região]

Fonte: Universia

1 ano de Blog Tudo Sobre Plantas – Estatísticas Gerais

Completamos em 18 de abril de 2007, 01 (hum) ano de existência do Blog Tudo Sobre Plantas.

De lá pra cá, foram apresentadas diversas notícias, informações, artigos, fotos e outros assuntos relacionados a plantas.

Estatísticas Gerais:

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Que bom poder compartilhar esta excelente notícia com vocês!

Tudo de bom,

Anderson Porto

Colonialismo e Agroenergia

Objetivo central do encontro do presidente Lula com George W. Bush foi melhorar a imagem do governo estadunidense na América Latina

02/04/2007

Maria Luisa Mendonça e Marluce Melo *

“Poderíamos construir projetos para países pobres não verem nos países ricos apenas países exploradores”. Essa proposta feita pelo presidente Lula durante a visita de Bush ao Brasil, no dia 9 de março, sintetiza o principal objetivo do encontro — melhorar a imagem do governo estadunidense na América Latina.

Para isso, agenda oficial da viagem de Bush ao Brasil utilizou a agroenergia como tema central. “Todos nós nos sentimos na obrigação de sermos bons cuidadores do meio ambiente”, afirmou Bush em seu discurso oficial. E Lula acrescentou “Queremos ver as biomassas gerarem desenvolvimento sustentável na América do Sul, na América Central, no Caribe e na África”. O Brasil e os estados Unidos são responsáveis por 70% da produção de etanol no mercado mundial.

Sob o pretexto de contribuir para o “bem da Humanidade” (frase utilizada por Lula em seu discurso), o encontro representou, na verdade, uma estratégia de marketing para Bush, para transnacionais que pretendem lucrar com agroenergia e para os usineiros no Brasil, acusados historicamente de violar direitos trabalhistas e destruir o meio ambiente. Dias depois, Lula afirmou que os usineiros são “heróis nacionais e mundiais”.

O principal resultado do encontro entre os dois presidentes foi a assinatura de um memorando de intenções para estimular a produção de etanol em diversos países. Segundo o subsecretário de Assuntos Políticos do Departamento de Estado dos EUA, Nicholas Burns, essa parceria pode significar uma “revolução mundial”.

Apesar do esforço dos dois governos para tornar o encontro bem sucedido, a medida considerada mais importante por Lula e pelos usineiros durante a visita de Bush, que era a suspensão da sobretaxa de importação do etanol brasileiro nos Estados Unidos, não foi atendida. A idéia é levar o tema para o âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio). Nesse sentido, Lula propôs que Brasil e Estados Unidos chegassem a um acordo para retomar as negociações da Rodada de Doha na OMC. Há especulações de que o Brasil estaria negociando um acordo a qualquer preço, inclusive para influenciar outros países a fazerem o mesmo.

Para Bush, os objetivos são claros: melhorar sua imagem junto à opinião pública internacional, já que os Estados Unidos são responsáveis por 25% da poluição atmosférica do mundo e, principalmente, contrapor a influência de países latinoamericanos onde existe forte sentimento antiimperialista, como Cuba, Venezuela, Bolívia e Equador.

Porém, além de enfrentar protestos e ter que montar esquemas de segurança jamais vistos na história (na cidade de São Paulo foram interditados 35 km durante a visita), a viagem de Bush à América Latina foi ofuscada pela gira simultânea de Hugo Chávez na região. Por onde passou, o presidente Chavez foi recebido com grandes comícios e manifestações de apoio. Na Argentina, falando para um público de cerca de 40 mil pessoas, afirmou que “é loucura utilizar as boas terras e as águas doces que nos restam para alimentar os veículos do Norte”.

O governo dos Estados Unidos oferece incentivos fiscais para que suas indústrias aumentem o percentual de óleo vegetal no diesel comum. Porém, seria necessário utilizar 121% de toda a área agrícola dos EUA para substituir a demanda atual de combustíveis fósseis naquele país.

Neste contexto, o papel do Brasil seria fornecer energia barata para países ricos, o que representa uma nova fase da colonização. As atuais políticas para o setor são sustentadas nos mesmos elementos que marcaram a colonização brasileira: apropriação de território, de bens naturais e de trabalho, o que representa maior concentração de terra, água, renda e poder.

O falso conceito de energia “limpa e renovável”

É preciso desmistificar a propaganda sobre os supostos benefícios dos agrocombustíveis. O conceito de energia “limpa” e “renovável” deve ser discutido a partir de uma visão mais ampla que considere os efeitos negativos destas fontes. No caso do etanol o cultivo e o processamento da cana poluem o solo e as fontes de água potável, pois utilizam grande quantidade de produtos químicos. Cada litro de etanol produzido consome cerca de12 litros de água, o que representa um risco de maior escassez de fontes naturais e aqüíferos.

A queimada da cana serve para facilitar a colheita, porém essa prática destrói grade parte dos microorganismos do solo, polui o ar e causa doenças respiratórias. O processamento da cana nas usinas também polui o ar através da queima do bagaço, que produz fuligem e fumaça. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais tem decretado estado de alerta na região dos canaviais em São Paulo (maior produtor de cana do país) porque as queimadas levaram a umidade relativa do ar a atingir níveis extremamente baixos, entre 13% e 15%.

No caso da soja, as estimativas mais otimistas indicam que o saldo de energia renovável produzido para cada unidade de energia fóssil gasto no cultivo é de 0,4 unidades. Isso se deve ao alto consumo de petróleo utilizado em fertilizantes e em máquinas agrícolas. Além disso, a expansão da soja tem causado enorme devastação das florestas e do cerrado no Brasil.

Mesmo assim, a soja tem sido apresentada pelo governo brasileiro como principal cultivo para agrodiesel, pelo fato do Brasil ser um dos maiores produtores do mundo. “A cultura da soja desponta como a jóia da coroa do agronegócio brasileiro. A soja pode ser considerada a cunha que permitirá a abertura de mercados de biocombustíveis”, afirmam pesquisadores da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

O governo estima que mais de 90 milhões de hectares de terras brasileiras poderiam ser utilizadas para produzir agrocombustíveis. Somente na Amazônia, a proposta é cultivar 70 milhões de hectares com dendê (óleo de palma). Este produto é conhecido como “diesel do desmatamento”. Sua produção já causou a devastação de grandes extensões de florestas na Colômbia, Equador e Indonésia. Na Malásia, maior produtor mundial de óleo de palma, 87% das florestas foram devastadas.

Além da destruição de terras agrícolas e de florestas, há outros efeitos poluidores neste processo, como a construção de infraestrutura de transporte e armazenamento, que demandam grande quantidade de energia. Seria necessário também aumentar o uso de máquinas agrícolas, de insumos (fertilizantes e agrotóxicos) e de irrigação para garantir o aumento da produção.

No Brasil, a expansão de monoculturas para a produção de agrocombustíveis deve ampliar a grilagem de grandes áreas de terras públicas pelas empresas produtoras de soja, além de “legalizar” as grilagens já existentes. O ciclo da grilagem no Brasil costuma começar com o desmatamento, utilizando-se de trabalho escravo, depois vem a pecuária e a produção de soja. Atualmente, com a expansão da produção de etanol, este ciclo se completa com a monocultura da cana. Estas terras poderiam ser utilizadas na reforma agrária, para a produção de alimentos e para atender a demanda histórica de cerca de cinco milhões de famílias sem terra.

Em muitas regiões do país, o aumento da produção de etanol tem causado a expulsão de camponeses de suas terras e gerado dependência da chamada “economia da cana”, onde existem somente empregos precários nos canaviais. O monopólio da terra pelos usineiros gera desemprego em outros setores econômicos, estimulando a migração e a submissão de trabalhadores a condições degradantes.

Apesar da propaganda de “eficiência”, a indústria de agroenergia está baseada na exploração de mão-de-obra barata e até mesmo escrava. Os trabalhadores são remunerados por quantidade de cana cortada e não por horas trabalhadas. No estado de São Paulo, maior produtor do país, a meta de cada trabalhador é cortar entre 10 e 15 toneladas de cana por dia. Entre 2005 e 2006 foram registradas 17 mortes de trabalhadores por exaustão no corte da cana. Esse padrão de exploração está presente na indústria da cana em toda a América Latina e agora deve se expandir sob o falso argumento de que representa uma fonte de energia “renovável”.

Durante a chamada “crise do petróleo”, na década de 70, o Brasil passou a desenvolver tecnologia para a produção de etanol. Naquele período, o projeto denominado Pró-Álcool” foi combatido por empresas petroleiras, inclusive pela Petrobrás. Atualmente a situação se inverteu, pois empresas petroleiras vêem com grande interesse a possibilidade de lucrar com a distribuição de agrocombustíveis. Há ainda a participação de empresas automotoras no setor, que já prevêem o aumento das vendas de veículos “flex”, movidos tanto a gasolina como etanol.

A expansão da produção de agroenergia é também de grande interesse para empresas de organismos geneticamente modificados como Monsanto, Syngenta, Dupont, Dow, Basf e Bayer, que esperam obter maior aceitação do público se difundirem os produtos transgênicos como fontes de energia “limpa”. No Brasil, a empresa Votorantin tem desenvolvido tecnologia para a produção de cana transgênica para a produção de etanol. Muitas dessas empresas passaram a desenvolver tipos de culturas não comestíveis, somente para a produção de agroenergia. Como não há meios de evitar a contaminação dos transgênicos em lavouras nativas, essa prática coloca em risco a produção de alimentos.

A expansão da produção de agrocombustíveis coloca em risco a soberania alimentar e pode agravar o problema da fome no mundo. No México, por exemplo, o aumento das exportações de milho para abastecer o mercado de etanol nos Estados Unidos causou um aumento de 400% no preço do produto, que é a principal fonte de alimento da população.

Experiências de produção de matéria prima para agroenergia por pequenos agricultores demonstraram o risco de dependência a grandes empresas agrícolas, que controlam os preços, o processamento e a distribuição da produção. Os camponeses são utilizados para dar legitimidade ao agronegócio, através da distribuição de certificados de “combustível social”.

Este modelo causa impactos negativos em comunidades camponesas, ribeirinhas, indígenas e quilombolas, que têm seus territórios ameaçados pela constante expansão do capital. Além disso, a falta de uma política de apoio à produção de alimentos pode levar camponeses a substituir seus cultivos por agrocombustíveis e, com isso, comprometer a soberania alimentar. No Brasil, os pequenos e médios agricultores são responsáveis por 70% da produção de alimentos para o mercado interno.

Historicamente, a rebeldia camponesa contra o avanço do capital no meio rural tem garantido a alimentação de nossos povos. Grandes multinacionais disputam o controle de recursos naturais como terra, água e biodiversidade, o que coloca em risco a identidade camponesa e até mesmo a sobrevivência de nossas sociedades. Portanto, o que está em jogo é o enfrentamento a um modelo colonial, com todas as características próprias da colonização—predatória, destrutiva, exploradora, violenta.

Esta é a verdadeira face da indústria da agroenergia, controlada pelas mesmas empresas petroleiras, automotivas e agrícolas que destroem as florestas e poluem o meio ambiente. Sob o pretexto de criar a nova “civilização da fotossíntese” ou dos supostos benefícios de uma nova matriz baseada na agroenergia, grandes transnacionais e elites locais procuram expandir seu monopólio em nossos territórios.

– Maria Luisa Mendonça é membro da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos.

– Marluce Melo é membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Fonte: Brasil de Fato