A noz é uma das mais caras do mercado e tem boa aceitação, mas sua produção ainda é tímida
Cultivar noz macadâmia pode ser um boa opção para o agricultor. Cada hectare com 250 árvores custa US$ 1,1 mil de plantio e US$ 350 por ano de manutenção.
A árvore começa a produzir em escala comercial no quinto ano. No nono já pagou os investimentos e ainda produzirá por 60 anos ou mais.
Sua maturidade ocorre aos 12 anos, quando alcança a produção média de 18 quilos de nozes por ano por hectare. A cotação do negócio é feita em dólar porque 90% da produção brasileira são exportados. A pequena parcela comercializada no mercado interno chega ao consumidor a preços que vão de R$ 40 a R$ 80 o quilo.
Contudo, mesmo com a alta rentabilidade – superior a US$ 2 mil anuais por hectare – e o mercado certo, é uma atividade exigente. “Quem planta deve estar ciente de que, para produzir, a árvore exige trato diário e investimentos”, adverte o agrônomo Pedro Toledo Pizza, diretor da Quenn Nut, de Dois Córregos, responsável pelo processamento de 35% da fruta produzida no Brasil. Seu projeto busca parceiros plantadores num raio de 150 quilômetros.
Fruto veio da Austrália
De origem australiana, a noz foi descoberta pelas missões inglesas, no final do século 19. Foi catalogada com esse nome em homenagem ao médico do grupo, John Mc Adams.
No início do século passado, começou a ser cultivada no Hawai e, em 1935, foi trazida ao Brasil pelo fazendeiro Johan Dierberger, de origem alemã, que montou na sua Fazenda Citra, em Limeira, um grande centro de aclimatação de flores e plantas.
Só por volta de 1945 o IAC (Instituto Agronômico de Campinas) a introduziu comercialmente após pesquisas e cruzas entre variedades.
Investidores norte-americanos incentivaram seu plantio na Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Em 1985, o empresário canavieiro José Eduardo Mendes Camargo, de Dois Córregos, a trouxe para produção em terrenos impróprios ao cultio da cana.
País é o 7º em produção
A região australiana de onde a planta é originária tem clima parecido tanto ao do Hawai quanto ao da região brasileira que vai do Paraná ao sul da Bahia.
Esse favorecimento climático e o desenvolvimento agrícola fazem do Brasil o sétimo produtor mundial de macadâmia, superado apenas pela Austrália, Hawai, Africa do Sul, Kênia, Guatemala e Malawi. O país tem 180 produtores, com 4.728 hectares plantados e 1,4 milhão de árvores – 51% delas em território paulista.
As plantações partem de quatro hectares, o mínimo recomendado, e vão até 200 hectares. A cultura pode ser mantida com o trabalho de uma família e a mão-de-obra de terceiros pode ser empregada apenas durante a colheita, que vai de fevereiro a julho. Os interessados na atividade, ao adquirir as plantas, recebem as orientações através de um “manual” sobre tratos e procedimentos.
13/8/2006 – Jair Aceituno
Fonte: [ BOM DIA ]
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INVESTIMENTOS E TRABALHO DIARIO. POIS ESTOU ELABORANDO UM PROJETO DE PLANTIO DA CULTURA E ESTE ARTIGO SERA UTIL PARA APRESENTAR PARA OS DEMAIS SOCIOS.
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Tenho uma pequena chácara aqui no sul do estado de SP, gostaria muito de plantar umas macadamias e não encontrei nenhuma orientação na net para tanto. Seria possível, me passar umas orientações para tanto.
Sem +.
Leticia Cabral
leticiacabral@walla.com