Alemanha suspende cultivo de milho transgênico da Monsanto

Seth Perlman/AP
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[Trator em plantação de milho nos EUA; Alemanha proíbe cultivo de milho geneticamente modificado, a fim de preservação ambiental]

da France Presse, em Berlim

A Alemanha anunciou, nesta terça-feira (14), que suspenderá o cultivo de milho geneticamente modificado da gigante norte-americana Monsanto (o MON810), passando a ser o sexto país europeu a aplicar a medida, apesar da posição contrária da Comissão Europeia.

A ministra alemã da Agricultura, Ilse Aigner, explicou que as autoridades adotaram a decisão pela possibilidade de que o cultivo geneticamente modificado represente riscos para o ambiente.

O MON810 é o único Organismo Geneticamente Modificado (OGM) cultivado na União Europeia (UE). Foi homologado em 1998 por um período de 10 anos e a renovação está sendo avaliada.

Somente uma decisão da Comissão Europeia (executivo da UE), apoiada por uma maioria qualificada dos 27 Estados da UE, poderia anular a decisão alemã.

Os ministros do Meio Ambiente vetaram em março uma proposta da Comissão que pretendia obrigar Áustria e Hungria a recuar na proibição da variedade MON810.

França, Grécia e Luxemburgo também vetaram o cultivo deste OGM.

Fonte: [ FOLHA Online ]

Planta transgênica pode produzir substância contra o HIV

[img:transg_115.jpg,full,alinhar_esq_caixa] Quem diria que, para combater o vírus da Aids, os cientistas fossem lançar mão do tabaco? Claro que não como fumo — uso que faz sabidamente terrível mal à saúde e não teria meio de combater o patógeno –, mas como maneira de produzir um microbicida suficientemente agressivo para, na forma de gel, “desarmar” o HIV.

Já se sabe há algum tempo que uma substância batizada de griffithsina (mais conhecida pela sigla GRFT), produzida naturalmente por algas vermelhas, age como um eficiente inibidor contra o vírus da Aids. Em contato com o HIV, ele quase imediatamente desativa a capacidade do vírus de contaminar células humanas. Ele é, portanto, uma substância candidata a compor um gel que, aplicado na mucosa vaginal ou anal, poderia prevenir a infecção.

Ocorre que sua produção atualmente é complicadíssima e cara demais — muito mais cara do que simplesmente adotar a medida convencional mais barata de prevenção contra o HIV, que é o uso de camisinha.

Foi aí que entrou o grupo de Kenneth Palmer, da Universidade Louisville e da companhia Intrucept Biomedicine LLC, ambas dos Estados Unidos. Eles afirmam que, usando um vírus para alterar geneticamente plantas da espécie Nicotiana Benthamiana (vegetal herbáceo originário da Austrália, rico em nicotina e outros alcalóides), elas passaram a produzir a griffithsina em copiosas quantidades — mais de 1 grama por quilo de folhas da planta.

Com informações do G1

Fonte: [ Correio do Estado ]

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Nota do editor: atenção para a armadilha das informações misturadas!

Primeiro eles tentaram jogar na mídia que os transgênicos seriam a salvação para a fome no mundo. Aí vieram os estudiosos e provaram que o problema da fome se deve, pelo menos em grande parte, à ineficiência da distribuição de alimentos.

Depois tentaram dizer que iríamos comer tomates transgênicos medicinais. Pura falácia, pois todo mundo sabe que uma longa exposição àlgum tipo de medicamento nos torna resistentes à medicação.

Agora eles vem com esse papo de que os transgênicos poderão produzir substâncias contra a AIDS, apelando para o medo generalizado da doença e para o alto custo de produção da substância.

Quem entende um pouco de economia sabe que o que define preço em mercado é demanda. Chama-se Lei da Oferta e Procura. Quanto maior a demanda, maior é a produção, menor é o preço. Quando a oferta é rara, o preço torna-se exorbitante para pessoas comuns.

Como a substância já existe em algas vermelhas, naturalmente. nada mais ecologicamente correto do que selecionar ao longo dos anos as variedades que produzem mais quantidade de GRFT, melhorar as técnicas de extração e aumentar a produção dessas algas.

E cultivar algas não é coisa tão difícil assim, ou é?

CTNBio aprova plantio de algodão transgênico da Dow

[img:transg_115.jpg,full,alinhar_esq_caixa]SÃO PAULO (Reuters) – A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quinta-feira o plantio comercial do algodão transgênico WideStrike, com tecnologia resistente a insetos, da Dow AgroSciences Industrial, divisão da Dow Chemical.

A variedade foi aprovada por 15 votos dos integrantes da CTNBio, recebendo ainda cinco contrários.

Essa foi a primeira aprovação de transgênico do ano.

“O WideStrike contribui para uma agricultura com práticas mais sustentáveis porque controla a maioria das pragas danosas ao algodão”, afirmou o diretor de Sementes e Biotecnologia da Dow no Brasil, Rolando Alegria, em um comunicado.

Com o transgênico, o produtor pode reduzir o número de aplicação de inseticidas nas lavouras.

Antes de estar disponível, a tecnologia passou por rigorosos testes em várias regiões do país e por análises de laboratório, ressaltou a Dow AgroSciences, lembrando que o produto já é cultivado desde 2004 nos Estados Unidos, onde o óleo e o farelo produzidos a partir das sementes foram aprovados para uso na alimentação humana e animal.

O WideStrike, que controla pragas do algodoeiro como a lagarta-do-cartucho, a lagarta-da-maçã e o curuquerê, também está aprovado para alimentação humana e animal no Canadá e no Japão e para alimentação humana no México, Coréia do Sul e Austrália, segundo a empresa.

O Brasil já conta com autorização para o plantio de algodão transgênico com tecnologias patenteadas por outras empresas (Bayer e Monsanto), além de diversas sementes de milho geneticamente modificado e uma de soja.

O algodão WideStrike, por sua vez, usa a tecnologia Bt, também presente no algodão Bollgard, da Monsanto, também aprovado no Brasil.

“Isso é interessante. Com os mesmos produtos de diferentes empresas, o agricultor pode escolher o que quer plantar. Isso faz que haja uma competição para vendas de sementes positiva para o agricultor. Ele pode ter um preço diferenciado”, afirmou a especialista Alda Lerayer, diretora-executiva do CIB (Conselho de Informações sobre Biotecnologia).

Alda lembrou que o produtor já tem a sua disposição tecnologias semelhantes para o milho transgênico de diferentes empresas, o que também é positivo.

Na última sessão em que foi autorizada uma liberação comercial, em dezembro do ano passado, também um produto da Dow, desenvolvido em parceria com DuPont (o milho transgênico Herculex) recebeu autorização para plantio comercial. .

Muitas variedades aprovadas ainda estão em processo de multiplicação de sementes. Os produtos com plantio mais desenvolvido são a soja Roundup Ready (RR) e o algodão Bollgard, ambos da Monsanto.

A atual safra também foi marcada pelo início do plantio comercial do milho transgênico.

(Reportagem de Roberto Samora; edição de Marcelo Teixeira)

Fonte: [ Reuters ]

E lá foi a minha cartinha…

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Carta à CTNBio, pedindo o cancelamento do processo de liberação do arroz transgênico da Bayer.

Creio que se pelo menos umas 500 mil pessoas fizessem o mesmo, enviando uma carta registrada com aviso de recebimento (AR), o incômodo surtiria efeito.

Bem… Eu fiz a minha parte. E você?

Anderson Porto

Arroz transgênico [da Bayer]

[NOTA DO EDITOR: Bem… Fui tentar localizar um texto imparcial que ajudasse meus leitores a entender a polêmica sobre a liberação do arroz transgênico da Bayer e do agrotóxico Glufosinato de Amônio. Infelizmente, não consegui, pois tanto o Greenpeace quando as empresas de “ciência” se mostraram totalmente parciais. Peço então o favor de ler os meus comentários dentro de colchetes, inseridos ao longo do texto e no final, pois tentarei dirimir algumas dúvidas que ficam soltas no ar.]

Indústria vive o dilema entre alcançar uma maior produtividade e garantir a segurança do consumidor

Erik Stein Bernardes

[img:arroz_526.jpg,full,alinhar_esq_caixa]O desenvolvimento tecnológico da indústria alimentícia vive novamente o dilema de estar entre alcançar uma maior produtividade com rentabilidade e garantir a segurança do consumidor. Os vegetais sofrem alterações genéticas com objetivos diversos. Resistir a produtos químicos que combatem pragas, desenvolver-se de forma satisfatória mesmo com escassez de água e obter mais produto com menos espaço físico são alguns dos objetivos que têm os cientistas ao fazer tais modificações. [ Na verdade configura-se VENDA CASADA: planta patenteada (royalties) da empresa + agrotóxico / herbicida que é utilizado em conjunto, criado e/ou produzido pela mesma empresa. A venda casada é proibida pela legislação do Brasil. ]

O consumo de arroz, por exemplo, é responsável por uma movimentação impressionante. O cereal que alimenta metade da população do mundo necessita de muita água para irrigação e fica atrás apenas do cultivo do milho e do trigo em área plantada. Em 2005, a área plantada era de 153.434.464 hectares e foram produzidas 618.440.644 toneladas de arroz. O Brasil, que está entre os 10 principais produtores, colheu 3.579 quilos por hectare em 2004, quantidade superior à registrada nos anos anteriores. O cereal da qualidade agulhinha Tipo1 é o mais consumido entre os brasileiros e faz parte da dieta básica, juntamente com o feijão. Rico em amido, o arroz é uma ótima fonte de energia, de minerais como o ferro, as vitaminas B e proteínas.

Enquanto algumas empresas do setor defendem a metodologia das pesquisas e a aplicação prática dessa tecnologia dizendo ser esse o caminho para o futuro, grupos de defesa do meio ambiente são contrários a esse uso, pois alegam não haver pesquisa suficiente que comprove ser seguro ao consumidor o uso de tais tecnologias para a alimentação de humanos e animais.

A discussão chegou à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), instância colegiada multidisciplinar [estranhamente a CTNBio não possui, em sua composição, especialistas lotados nos cargos / áreas de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente, Agricultura Familiar e Saúde do Trabalhador. Favor conferir no próprio site da CTNBioMUITO ESTRANHO isso !!! ], criada com a finalidade de prestar apoio técnico consultivo e de assessoramento ao Governo Federal na formulação, atualização e implementação da Política Nacional de Biossegurança. Enquanto a agência que controla o uso da biotecnologia no Brasil não der o seu consentimento, nenhum produto transgênico pode ser plantado ou comercializado no território brasileiro.

Busca pela verdade

A bola da vez é o arroz transgênico produzido pela Bayer Cropscience. Este produto transgênico utiliza a tecnologia LibertyLink da empresa alemã para resistir ao herbicida Glufosinato de Amônio, que controla pragas daninhas nas plantações.

A empresa não quis se pronunciar quando procurada pela redação da revista, porém informou em nota através de sua assessoria que “a Bayer CropScience entrou com o pedido de comercialização de três produtos com a tecnologia LibertyLink, o milho, o algodão e o arroz. No momento, o milho é o que está em discussão na CTNBio. Por isso, a empresa não se pronunciará sobre os produtos que ainda não entraram na pauta.” Ressaltou ainda que “vale lembrar que o LibertyLink é uma linhagem diferente da que é vendida nos Estados Unidos“.

O relatório publicado pelo Greenpeace em janeiro deste ano denominado “Colapso na Indústria de arroz”, denuncia a contaminação dos estoques mundiais de arroz com os tipos LLRrice601, Bt63 LLrice62 desenvolvidos pela Bayer Cropscience e não aprovados para o consumo humano ou animal em diversas partes do mundo.

As principais empresas que comercializam o cereal no Brasil – Camil, Yoki e Josapar (empresa responsável pela marca Tio João) –, declararam em cartas ao Greenpeace publicadas no mesmo relatório que não compram ou vendem em nenhuma hipótese arroz geneticamente modificado, bem como não financiam pesquisas ou eventos relacionados a Organismos Geneticamente Modificados (OGM). As três brasileiras e outras de diversos países declaram acreditar que o consumidor não está seguro com relação à agrobiotecnologia utilizada no arroz.

[img:arroz_528.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Europa fechada

Um recente relatório publicado pelo Greenpeace analisou o uso de ingredientes e organismos transgênicos pela indústria de alimentos européia. A entidade, que faz campanha para que a liberação de transgênicos no meio ambiente seja banida, luta por uma agricultura sustentável livre de agrotóxicos e transgênicos.

A indústria de alimentos é um dos focos do Greenpeace na Europa desde 1996, quando a soja transgênica foi misturada pela primeira vez nas exportações de produtos alimentícios dos EUA para a Europa. Na época, a maior parte dos produtores e varejistas de alimentos possuíam uma política de apoio ao uso de ingredientes transgênicos, não se preocupando com sua utilização, ou ignorando o assunto.

Nos anos seguintes, muitas empresas alimentícias européias e particularmente as associações comerciais afirmavam que as culturas transgênicas trariam benefícios em breve para os consumidores e que não havia qualquer forma de evitar sua utilização porque elas eram misturadas nos estoques das commodities soja e milho vindos dos EUA.

De acordo com o documento, houve um prolongado e às vezes intenso debate público, político e científico nos oito anos que se seguiram sobre os perigos das culturas transgênicas. A discussão obteve bons resultados, e um dos mais significativos foi a forte e consistente rejeição aos alimentos transgênicos por parte de consumidores bem informados, e a mudança que eles provocaram nas políticas da indústria européia de alimentos. Outro efeito foi a introdução das leis de rotulagem dos ingredientes transgênicos dos alimentos na Europa.

A nova legislação européia sobre rotulagem e rastreabilidade de alimentos geneticamente modificados entrou em vigor em 18 de abril de 2004 e determina que um maior espectro de ingredientes alimentícios transgênicos agora requerem rotulagem, o que é particularmente relevante, por exemplo, no caso do óleo de soja ou de milho.

O objetivo do Greenpeace ao elaborar o relatório era saber como as empresas estavam reagindo à legislação. Para isso, escritórios da organização na maioria dos países membros da União Européia – incluindo nações prestes a entrar no bloco – entraram em contato com importantes produtores e comerciantes de alimentos. Antes e depois da introdução das novas regras européias, foi pedida uma declaração da companhia sobre a política de uso ou não de ingredientes transgênicos em seus produtos alimentícios.

Para embasar o documento, foram utilizadas as respostas dos 30 maiores varejistas e de uma seleção de 30 dos maiores produtores de alimentos e bebidas na Europa. Muitas dessas companhias já haviam se antecipado à última legislação de rotulagem européia e implementaram políticas apropriadas para manter seus produtos livres de transgênicos, antes mesmo da introdução das novas regras. De fato, muitas empresas já possuíam políticas de não utilização de transgênicos cobrindo todos os possíveis ingredientes — incluindo, por exemplo, óleos vegetais e amido de milho — datando de 1999/2000 ou anos anteriores.

As declarações das empresas nas quais esse documento se baseia demonstram claramente que esse mercado é consideravelmente fechado para os produtos transgênicos rotulados.

A União Européia, com seus 455 milhões de consumidores, é um dos maiores mercados de alimentos do mundo em termos de valores. As vendas estimadas de alimentos e bebidas em 2002 na União Européia ampliada, mais Suíça e Noruega, atingiram o montante de 1,06 trilhões de euros.

Como reage o food service

Por não ser permitido o comércio, plantio e pesquisas de OGM, não há registro do uso desse produto pelos estabelecimentos e indústrias de alimentos voltados ao food service no Brasil. Contudo, a indústria alimentícia nacional se coloca contra o uso desse tipo de produto. Uma vez que existe a necessidade de muito investimento para a utilização, o produto final encareceria muito e haveria um grande prejuízo para o consumidor. “É preciso que exista uma política governamental acerca do tema, já que o arroz faz parte da dieta básica da população. Como o arroz está disponível a preço muito acessível e como é importante manter esse preço, um aumento dos custos industriais não seria aceitável”, declara a Josapar.

Bares e restaurantes que comercializam refeições e utilizam o arroz no preparo da alimentação preferem não tomar partido sobre o assunto. Apenas informam que prezam pela oferta de produtos de qualidade garantida com um preço justo, comercializando apenas artigos permitidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Isso impede uma análise da viabilidade em comercializar o OGM no momento.

De qualquer forma, o consumidor deve ficar sempre atento. Verificar a procedência do produto que irá ingerir para garantir que está seguro ao consumir determinado produto é fundamental para não correr riscos desnecessários. Além dos próprios rótulos dos produtos industrializados, a internet pode ser um bom recurso para inteirar-se a respeito da formulação de cada produto. O site das empresas informa a composição dos produtos, bem como a procedência de seus ingredientes.

A dúvida

Em todo caso, a questão principal que deve ser analisada nesta situação é a segurança no consumo dos organismos geneticamente modificados. [Não, não é esta a questão principal. O assunto deve ser considerado sob vários pontos de vista, e não apenas saber se faz mal ou não ao ser humano. Como estamos falando de plantas, meio ambiente e natureza, estamos falando de patentes, controle sobre sementes, agrotóxicos, cadeias alimentares, mutações, contaminações e consequências imprevisíveis. Estamos falando de um rol gigantesco de variáveis.]

Em que ponto está a pesquisa que trata desse tema? O consumo dos organismos modificados traz algum risco para a população mundial? Não há respostas certas para essas perguntas.

De um lado temos os proprietários da tecnologia, querendo comercializar seu produto e garantir seu lucro defendendo a produtividade e rentabilidade da agrobiotecnologia. De outro, os grupos ativistas ambientais, defendendo o uso de produtos naturais sem interferências tecnológicas como fator primordial para a segurança do consumidor.

Os testes continuam em andamento e o desenvolvimento das pesquisas ainda não chegou a conclusões certas sobre o assunto.

A opinião pública também se divide na mesma proporção. Qual a melhor a saída? Qual a melhor posição nessa briga de gigantes pela verdade no consumo de um dos alimentos mais importantes para a população mundial? Não podem existir dúvidas de a produtibilidade e rentabilidade na produção são tão importantes quanto a segurança do consumidor. Portanto, vale ter cuidado, paciência e vigilância para garantir que as autoridades competentes tomem a decisão correta sem influência de interesses particulares.

O que é o Liberty Link

Desenvolvida pela Bayer CropScience, Liberty Link é uma tecnologia agregada às sementes para auxiliar os produtores rurais a controlar as plantas daninhas nas lavouras. Esta tecnologia compreende variedades geneticamente modificadas que passam a ser mais uma alternativa para o controle de plantas daninhas, com o diferencial de permitir a utilização de um herbicida altamente biodegradável e eficiente, o Glufosinato de Amônio [Êpa! O glufosinato de amônio, desenvolvido pela Bayer, já foi contestado pela ANVISA em 2007 e proibido pela Comissão Européia – vale a pena ler o Relatório do Agrotóxico no site da ANVISA – lá você irá ler: Este produto é: Perigoso Ao Meio Ambiente (Classe III). Este produto é AL TAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas. Classificação Toxicológica: III – Medianamente tóxico ] em substituição a herbicidas antigos.

Esta variedade propiciaria aos agricultores uma alternativa para melhorar o controle do mato na lavoura e também do arroz daninho (mais conhecido como arroz vermelho), que prejudica o desenvolvimento e a uniformidade do produto final na aparência e no cozimento dos grãos. Vale ressaltar que os orizicultores costumam ter problemas com plantas daninhas resistentes e, em função disso, utilizam muitos herbicidas ou abandonam terras férteis para buscar terras novas para plantio.

Fonte: [ Food Service News ]

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Percebe-se que tanto o Greenpeace quanto as instituições governamentais estão sendo parciais ao comentar sobre o assunto. Por quê? Interesses econômicos, claro.

Príncipe Charles: desenvolver transgênicos causará a pior catástrofe ecológica

LONDRES (AFP) — O desenvolvimento em massa de culturas transgênicas pode provocar a pior catástrofe ambiental jamais visto no mundo, afirmou nesta quarta-feira o príncipe Charles, herdeiro do trono da Inglaterra e fervoroso defensor da causa ecológica.

O príncipe de Galles também disse que depender de “grupos gigantescos” para a produção de alimentos em vez de pequenos agricultores irá terminar com um “desastre total”.

“É disso que temos que falar, é de segurança alimentar e não de produção de alimento, é o que é importante”, declarou o príncipe numa entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph.

“E se as pessoas acham que de um modo ou de outro isto vai funcionar porque eles vão ter uma nova forma de técnica genética engenhosa, então não contem comigo, porque isto vai ser a maior catástrofe ambiental de todos os tempos”, disse.

“Não se trata de voltar atrás. Trata-se de reconhecer que estamos do lado da natureza, não contra ela. Nós vimos trabalhando contra a natureza há muito tempo”, destacou.

O Banco Mundial afirmou que os preços dos alimentos quase dobraram nos três últimos anos, e seu presidente Robert Zoellick afirmou que dois bilhões de pessoas foram afetadas por esta crise de alimentos.

Fonte: [ AFP ]

Invenção inválida

Monsanto perde registro de patentes de transgênicos

A Monsanto, gigante da área de biotecnologia e alimentos, não conseguiu reativar no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o registro de dois pedidos de patente referentes à tecnologia para produção de transgênicos. A indústria sediada no estado do Missouri (EUA) entrou com Mandado de Segurança na Justiça Federal do Rio de Janeiro, porque o INPI anulou os pedidos de patente administrativamente.

A primeira instância negou a segurança e a Monsanto apelou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Em julgamento ocorrido no dia 5 de junho, a 2ª Turma Especializada do Tribunal decidiu manter a sentença.

De acordo com o processo, os pedidos de patentes pipeline (como são chamadas as patentes de produtos químicos, produtos químico-farmacêuticos e alimentícios), feitos em 1997, referiam-se às invenções intituladas “seqüência de DNA para intensificar a eficácia da transcrição”, “promotor para plantas transgênicas” e “construção de DNA para melhorar a eficiência de transcrição”. O objetivo era revalidar os pedidos que haviam sido apresentados nos Estados Unidos em 1985, mas cujas patentes até hoje não foram concedidas.

O INPI chegou a publicar os pedidos de patentes formulados no Brasil na Revista de Propriedade Industrial número 1.510, de dezembro de 1999. Porém, em 2006 o instituto acabou indeferindo os pedidos, porque, decorridos sete anos desde o depósito no INPI, a indústria não apresentou qualquer documento que comprovasse a concessão ou ao menos sobre o andamento dos pedidos das patentes originárias norte-americanas.

A Monsanto é líder mundial na produção de sementes transgênicas. Em suas alegações, a empresa sustentou que a Lei de Propriedade Industrial não estipula qualquer prazo para a juntada da comprovação da concessão da patente no país de origem. Já o INPI argumentou que a lei exige essa comprovação, e que a exigência não foi cumprida mesmo decorridos vários anos desde a publicação na Revista de Propriedade Industrial.

A relatora do processo, desembargadora federal Liliane Roriz, lembrou que de acordo com a Lei 9.279/96 (Lei de Propriedade Industrial), o prazo de validade das patentes pipeline é limitado no Brasil ao prazo remanescente de proteção no país de origem. Ou seja, se o pedido de patente foi feito em 1985 nos Estados Unidos, o prazo de vigência no Brasil encerrou-se, necessariamente, em 2005, já que a proteção às pipelines vale por 20 anos, contados da data do primeiro depósito feito no país de origem.

Além disso, a desembargadora ressaltou que como as patentes nem chegaram a ser concedidas nos Estados Unidos, a indústria não tem direito líquido e certo à anulação dos atos administrativos do INPI: “Não é razoável exigir que o INPI prolongue indefinidamente o término do procedimento administrativo por conta de evento futuro e incerto, tendo em vista que não há garantias de que os pedidos efetuados no exterior serão deferidos”, constatou. Liliane Roriz ainda ponderou que a Monsanto sequer comprovou que seus pedidos de patentes norte-americanos continuam em andamento.

Processo 2006.51.01.537849-4

Fonte: [ Revista Consultor Jurídico, 9 de junho de 2008 ]

Ong das multinacionais defende transgênicos

Todas as notícias e informações favoráveis aos organismos geneticamente modificados são divulgados no Brasil pela ONG Conselho de Informações sobre Biotecnologia, patrocinada pelas empresas multinacionais e grandes empresas brasileiras do agronegócio.

Defendendo permanentemente os interesses das empresas produtoras de sementes transgênicas, a entidade exerce um poder absoluto junto a grande mídia nacional, distribuindo releases e “pesquisas” pró-transgênicos.

Periodicamente, a “Ong” CIB convida – pagando todas as despesas – jornalistas para encontros e reuniões para difundir material em defesa das multinacionais de sementes.

Muitos destes jornalistas retribuem os favores elegendo o CIB como fonte definitiva para suas matérias sobre organismos geneticamente modificados.

Os principais patrocinadores do CIB são:

  • Arborgen Ltda
  • Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA)
  • Associação Brasileira de Obtentores Vegetais (Braspov)
  • Associação Brasileira de Produtores de Semente (Abrasem)
  • BASF
  • Bayercropsciences
  • Cargill Agrícola
  • Centro de Biotecnologia Molecular Estrutural ( IFSC – USP)
  • Cooperativa Central Agropecuária de Desenvolvimento Tecnológico e Econômico (Coodetec)
  • Dannemann, Siemsen, Bigler e Ipanema Moreira
  • Di Blasi, Parente, Soerensen Garcia & Associados S/C
  • Dow Agrosciences
  • DuPont do Brasil
  • Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL)
  • Koury Lopes Advogados (KLA)
  • Monsanto do Brasil
  • Nestlé Brasil Ltda
  • Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB)
  • Sociedade Rural Brasileira (SRB)
  • Syngenta Seeds

Fonte: [ AEN ]

França torna-se território livre de transgênicos

Pesquisas mostram que as plantas transgênicas são
geneticamente instáveis

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Franceses baniram de seu território variedade de milho da Monsanto que foi liberada no Brasil pelo Conselho Nacional de Biossegurança (CTNBio).

Porto Alegre, RS – O Conselho de Estado da França reafirmou quarta-feira última (19/03) a moratória aos transgênicos no País. O mais alto corpo administrativo do país rejeitou queixa da Monsanto contra a decisão de banir do território francês sua variedade de milho transgênico MON 810. Até o ano passado, cerca de 22 mil hectares eram cultivados com a semente modificada no território francês. Como esta era a única variedade transgênica autorizada, com a decisão a França se torna livre de transgênicos.

Esta mesma variedade foi liberada no Brasil pela CTNBio e posteriormente contestada pela Anvisa e pelo Ibama dada a ausência de dados que possam confirmar sua segurança. A divergência foi resolvida politicamente pelo Conselho Nacional de Biossegurança, que optou pela liberação.

Um dos pontos questionados pelo Ministério do Meio Ambiente foi que a empresa não forneceu informações cruciais do ponto de vista da biossegurança, como a seqüência de DNA inserida e o nível da toxina produzida por diferentes partes da planta de milho. É muito comum que os testes apresentados pelas empresas sejam feitos com a proteína nativa, como encontrada na bactéria, e não com a proteína transgênica produzida pela planta.

A CTNBio se baseou nesse tipo de dado, que do ponto de vista da biossegurança não esclarece muita coisa, já que as duas proteínas são diferentes. Isso na verdade equivale dizer que o milho transgênico que será cultivado não foi avaliado.

Para agravar a situação, há pesquisas que indicam que as plantas transgênicas, entre elas o milho MON 810, são geneticamente instáveis. Esses fatos já haviam sido apontados por pesquisadores espanhóis em 2003 [1] e foram confirmados recentemente na Índia [2].

Os pesquisadores indianos mostraram inclusive a presença do gene marcador de resistência ao antibiótico neomicina no milho, fato que é negado pela Monsanto e pela CTNBio. Em outras palavras: a empresa apresenta uma coisa, a CTNBio aprova outra e o agricultor planta e colhe outra ainda. Assim, não se sabe o que chega à mesa do consumidor.

Texto do boletim Por um Brasil Livre de Transgênicos, com informações da Agência Reuters.

[1] Hernández M, Pla M, Esteve T, Prat S Puigdomènech P and Ferrando A. A specific real-time quantitative PCR detection system for event MON810 in maize YieldGard based on the 3’-transgene integration sequence. Transgenic Research 2003, 170-89.

[2] Singh CK, Ojka A, Kamle S and Kachru DN. Assessment of cry1Ab transgene cassette in commercial Bt corn MON810: gene, event, construct & GMO specific concurrent characterization. Nature Protocols 2007, DOI: 10.1038/nprot.2007.440, http://www.natureprotocols.com/2007/10/23/assessment_of_cry1ab_transgene.php

Fonte: [ EcoAgência ]

Transgênicos: comissão de agricultura rejeita monitoramento

SAFRAS (13) – A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural rejeitou, na quarta-feira (12), o Projeto de Lei 4809/05, do deputado Edson Duarte (PV-BA). A proposta prevê a obrigatoriedade do monitoramento dos efeitos de organismos geneticamente modificados e de seus derivados na saúde humana e no meio ambiente.
O relator do projeto, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), considera que o assunto já está adequadamente tratado na Lei de Biossegurança (11.105/05).

Sperafico destaca ainda que o PL 4809/05 foi apresentado antes da aprovação das novas regras para o setor. A nova legislação determina que compete à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) estabelecer critérios de avaliação e monitoramento de risco de organismos transgênicos.

Segundo o relator, “qualquer determinação legal que venha se chocar com a Lei 11.105/05 tenderá a quebrar o conjunto harmônico de disposições que asseguram o avanço tecnológico com adequada segurança para a sociedade brasileira”.

Tramitação A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.-TRANSGENICOS: GUIA DO CONSUMIDOR DO GREENPEACE INDICA PRODUTOS ISENTOS SAFRAS (13) – A Yakult, que produz uma grande variedade de bebidas, passou a adotar uma política para garantir que seus produtos não contenham transgênicos. Com isso, ela passou da lista vermelha (indústrias que não garantem produtos sem transgênicos) para a verde (empresas que dão garantias de uma produção livre de transgênicos) do Guia do Consumidor, do Greenpeace.

Das 109 empresas que compõem o Guia, 68 estão na lista verde. Além das novas adesões, estão nesta lista gigantes da indústria alimentícia como Nestlé, Parmalat, Unilever, Sadia e Perdigão, entre outras. Já outras gigantes como Bunge, Cargill, Garoto e Vigor continuam na lista vermelha, pois não assumiram o compromisso de levar aos consumidores brasileiros alimentos livres de organismos geneticamente modificados.

A mudança de política de empresas como a Yakult demonstra que a opinião dos consumidores brasileiros vem sendo cada vez mais respeitada pela indústria de alimentos. Das 53 empresas da primeira edição do Guia, 74% estavam na lista vermelha. Agora, essa porcentagem caiu para 38%, declarou Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

Além da pressão dos consumidores, muitas companhias já perceberam que a produção e a comercialização de produtos sem transgênicos pode ser uma alternativa econômica vantajosa. É o que mostra o Relatório Brasileiro de Mercado: a Indústria de Alimentos e os Transgênicos, lançado pelo Greenpeace em julho de 2006.

O estudo se baseia no depoimento de dez fabricantes de alimentos (Batavo, Brejeiro, Caramuru, Ferrero, Imcopa, Josapar, Perdigão, Sadia, Sakura e Unilever) e três redes varejistas (Carrefour, Pão de Açúcar e Sonae), que adotaram uma política não-transgênica.

O relatório mostra também que, apesar de ser difícil mensurar o retorno de marketing ou imagem decorrente da adoção dessa prática, nenhuma das empresas consultadas quis ter seu nome associado aos produtos transgênicos e todas temem a rejeição dos consumidores. As informações partem da Agência CâmaraEstadual de Notícias do Paraná.

(CBL)

Fonte: [ Último Segundo ]