
As mais antigas fontes escritas médico-farmacêuticas são provenientes precisamente das civilizações da Mesopotâmia e Egipto. Na Mesopotâmia são constituídas por tábuas de argila gravadas com um estilete em escrita cuneiforme.
Esta técnica permitiu que estes documentos tivessem sobrevivido até à actualidade, como aconteceu com as bibliotecas de Hammurabi (c. 1700 a.C.) em Mari e de Assurbanípal (c. 630 a.C.) em Nínive.
O mais antigo documento farmacêutico conhecido é uma pequena tábua suméria executada por volta do último quarto do terceiro milénio, contendo quinze receitas medicinais e descoberta em Nippur.
Além deste formulário apenas se conhece mais uma pequena tábua com uma única receita do período sumério, mas em contrapartida são conhecidas centenas de tábuas médicas datadas do primeiro milênio.
Entre 1974 e 1975 foi descoberta a biblioteca do palácio real de Ebla (Síria) com cerca de 20.000 tábuas de argila, muitas das quais com informação sobre os medicamentos utilizados na época.
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