Biofach vai exibir produtos orgânicos do PAA

A Conab é um dos 83 expositores da Biofach, feira de produtos orgânicos que ocorre entre os dias 16 e 18 de outubro, na Transamérica Expo Center, em São Paulo. Essa é a quinta edição do evento, considerado o maior da América Latina. A mostra exibirá neste ano o mercado interno de alimentos e cosméticos naturais. Paralelamente estará ocorrendo a Expo Sustentável, Feira Internacional de Bens e Serviços Sustentáveis.

A Companhia vai divulgar o trabalho realizado nesta área e fortalecer os contatos com os parceiros e clientes. No estande, técnicos estarão informando sobre os produtos orgânicos cultivados e comercializados por pequenos agricultores do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O visitante vai poder degustar produtos desse segmento, como mel, castanha-do-Brasil, baru, geléias e banana-passa. A estatal vai lançar na Biofach uma cartilha sobre o trabalho.

Fonte: [ Cosmo Online ]

A Produção Orgânica vai Alimentar o Mundo

por George Monbiot

O conselho não poderia vir de fonte mais surpreendente. “Se alguém lhe disser que os transgênicos vão alimentar o mundo”, disse Steve Smith, diretor da maior companhia de biotecnologia do mundo, a Novartis, “responda que não é bem assim…, para alimentar o mundo é preciso vontade política e financeira, não é apenas uma questão de produção e distribuição.”

Smith exprimiu uma verdade que seus colegas de empresas de biotecnologia vêm tentando desmentir veementemente. Num planeta de grande fartura, as pessoas passam fome porque não têm terra onde plantar e obter seu próprio sustento,nem dinheiro para comprá-la. Não há dúvida de que, à medida em que a população aumentar, o mundo terá que produzir mais, mas se essa tarefa ficar nas mãos dos ricos e poderosos ­ grande fazendeiros e grandes empresas ­ independente do quanto for produzido, a fome vai aumentar.

Em um aspecto, Smith está errado. A questão também diz respeito à produção. Uma série de resultados experimentais notáveis mostrou que as técnicas de cultivo que a Novartis e muitas outras têm tentado impor ao mundo são, ao contrário de tudo que nos fizeram crer, realmente menos produtivas que alguns métodos desenvolvidos por agricultores tradicionais nos últimos 10.000 anos.

Semana passada, a revista Nature divulgou os resultados de uma das maiores experiências agrícolas já realizadas. Uma equipe de cientistas chineses testou o princípio-chave do cultivo moderno de arroz, ou seja, a plantação de alta tecnologia de uma única variedade de arroz, contra uma técnica mista mais antiga: plantar diferentes variedades num mesmo campo. Descobriram, para espanto dos agricultores que há anos vinham sendo levados a crer nos benefícios da monocultura, que a volta ao método antigo resultou num aumento espetacular da produção. A praga do arroz, causada por um fungo devastador que exige repetidas aplicações de veneno para ser controlada, reduziu em 94%. Ao plantar mais de uma variedade, os agricultores puderam abandonar o uso de agrotóxicos ao mesmo tempo em que produziram 18% de arroz a mais por acre.

Dois anos antes, outro artigo publicado na revista Nature mostrou que os rendimentos do milho orgânico são idênticos aos do milho cultivado com fertilizantes e pesticidas, enquanto que a qualidade do solo nas plantações orgânicas melhora de forma notável. Em testes realizados em Hertdfordshire, nos últimos 150 anos, o trigo cultivado com adubo orgânico tem mostrado um rendimento consistentemente maior do que o trigo cultivado com nutrientes artificiais.

O professor Jules Pretty, da Universidade de Essex, mostrou que agricultores na Índia, Quênia, Brasil, Guatemala e Honduras dobraram ou triplicaram suas produções mudando para técnicas orgânicas ou semi-orgânicas. Um estudo feito nos Estados unidos revela que pequenos agricultores, cultivando plantações variadas, podem produzir dez vezes mais por acre do que grandes agricultores cultivando um único produto. Cuba, forçada pelo bloqueio econômico a praticar a agricultura orgânica, agora a adotou como uma política, tendo descoberto que ela melhora não só a produtividade como a qualidade das plantações.

A agricultura de alta-tecnologia, ao contrário, está enfrentando graves problemas. Este ano, a produção de alimentos em Punjab e em Haryana, estados indianos há muito conhecidos por sua história de grande sucesso no cultivo intensivo e moderno, simplesmente entrou em colapso. As novas plantações, que os agricultores foram estimulados a plantar, demandam mais água e nutrientes do que as antigas, com o agravante que, em muitos lugares, os lençóis de água subterrânea e os solos se esgotaram. Em outras palavras, estamos sendo enganados.

A agricultura tradicional foi reprimida em todo o mundo, não porque seja menos produtiva do que a monocultura, mas porque é, em alguns aspectos mais produtiva. O cultivo orgânico tem sido caracterizado como um inimigo do progresso pelo simples fato de que ele não pode ser monopolizado, ou seja, ele pode ser adotado por qualquer agricultor em qualquer lugar da terra, sem a “ajuda” das companhias multinacionais.

Além de ser mais produtivo plantar várias espécies ou vários tipos de plantação em um campo, as corporações de biotecnologia precisam reduzir a diversidade a fim de gerar lucro, deixando os agricultores sem escolha a não ser comprar suas sementes gerando-lhes alta lucratividade. É por isso que, nos últimos dez anos, essas companhias vêm comprando os institutos de produção de sementes e vêm fazendo lobbies para que os governos façam o mesmo que o nosso (Reino Unido), ou seja, proibir a venda de qualquer semente que não tenha sido oficialmente registrada e aprovada a um custo altíssimo.

Tudo isso requer uma guerra contínua da propaganda contra as técnicas de agricultura tradicional experimentadas e testadas, enquanto as grandes companhias e seus cientistas venais rejeitam-nas como improdutivas, pouco sofisticadas ou duvidosas. A verdade, tenazmente obstruída, e quase impossível de acreditar, é que a produção orgânica é a saída para alimentar o mundo.

“Organic Food will feed the World” de George Monbiot (cientista político e jornalista britânico) traduzido por Éda Heloisa Pilla (pillasea@cpovo.net)

Fonte: [ Grupo de Estudos sobre Plantas – GEP-TSP público ]

Insumos orgânicos: à espera da lei

26/09 – 11:57 – Agência Estado

À espera da aprovação do decreto que regulamenta a Lei 10.831/2003 – a “Lei dos Orgânicos”, há quase dois anos em análise no Ministério da Agricultura e na Casa Civil -, fabricantes de insumos naturais também aguardam modificações na legislação no que diz respeito ao registro desses produtos.

Segundo o pesquisador Marcelo Augusto Boechat Morandi, da Embrapa Meio Ambiente, a dificuldade e o custo para obter o registro tornam inviável a produção de extratos vegetais, caldas, fertilizantes e condicionadores de solo, organismos vivos e material propagativo.

“Quem produz deve ter registro no Ministério da Agricultura, mas o processo é lento e caro, pois não há na lei diferenciação para insumos orgânicos”, diz. Isso significa que o registro de uma calda natural segue os mesmos critérios de um defensivo químico. “O custo é alto por causa dos testes toxicológicos, nem sempre apropriados”, diz. “Se houver uma lei que regule o setor, o processo ficará mais simples e ágil.”

Respaldo legal

Para o presidente da Associação das Indústrias de Substratos, Fertilizantes Orgânicos e Condicionadores de Solo (Abisolo), Carlos Augusto Mendes, falta respaldo legal para a produção desses insumos. Ele, assim como a Associação dos Produtores de Agricultura Natural (Apan), acredita que, com a aprovação da lei dos orgânicos, serão definidos critérios de produção, comércio e fiscalização. “Isso padronizará o setor e representará um ganho imenso em qualidade.” A cadeia produtiva reuniu-se semana passada, em Jaguariúna (SP), e o próximo passo, diz Morandi, é promover, em dezembro, um encontro em Brasília (DF), com a participação de representantes dos Ministérios da Agricultura, da Saúde e do Meio Ambiente.

Fonte: [ Último Segundo ]

Os prazeres da mesa

Conceito do slow food se espalha por RP pregando espaço para alimentos orgânicos e mais tempo para refeições

ANGELITA BEATRIZ
Especial para a Gazeta de Ribeirão

Sentar-se à mesa em ambiente tranqüilo, ter uma alimentação saudável na companhia de pessoas queridas e redescobrir o sabor e o aroma dos alimentos é a filosofia do movimento slow food (cozinha lenta, em inglês). Uma associação internacional sem fins lucrativos criada na Itália em 1986 para contestar o fast food e a produção de alimentos em massa. O movimento surgiu há pouco tempo e já tem mais de 80 mil membros em 120 países. O Brasil conta com apenas 500 associados e em Ribeirão Preto, o movimento vem ganhando adeptos.

Com a polêmica da inauguração de uma loja McDonald’s na Praça de Espanha, em Roma, berço da boa culinária, um grupo de admiradores da gastronomia, liderado pelo jornalista Carlo Petrini fundou Slow food. O objetivo é se opor à padronização do gosto e a manipulação da comida rápida e industrializada. Para o chefe de cozinha João Roberto, do La Pyramide, o alimento é como uma arte que não tem preço. Deve ser visto e consumido devagar para saborear e valorizar o trabalho de quem o fez. “Slow Food é comer pelo prazer do sabor e perceber a arte do preparo”.

O slow food está ligado ao prazer de comer bem com a responsabilidade de defender a herança culinária, as tradições e culturas que tornam possível esse prazer. Permite que as pessoas possam sentir o sabor dos alimentos como uma experiência gratificante, não apenas para saciar a fome. Requer tempo para buscar e preparar alimentos de qualidade com sabor e aroma natural. Um exemplo é o chefe João Roberto que produz, há 30 anos, os temperos e ervas utilizados na sua cozinha.

A base do movimento é preservar o sabor original dos alimentos e a convivência entre pessoas. A psicóloga Paula Mor acredita que essa reunião durante a refeição permite a troca de idéias e experiência entre as pessoas. “Constitui em trocas afetivas que preservam a boa convivência social”. O professor de gastronomia do Senac e integrante do movimento Ulisses Dias diz que o slow food desperta o interesse por comidas e bebidas, além valorizar uma conversa à mesa sem pressa. “Slow food é parar para comer”, diz. A idéia é sentir o que está comendo, resgatar os sabores e entrar no clima.

Reunir amigos em torno da cozinha compartilhando sentimentos e idéias num ambiente agradável merece uma boa refeição preparada com carinho e dedicação. Formada em turismo, Soraia Rollo comanda a cozinha nos encontros. “É maravilhoso poder compartilhar esses momentos com pessoas que a gente gosta e preza”. Soraia vai à procura de alimentos saudáveis e de qualidade. O brócolis sempre verde e de preferência produtos orgânicos. “Prefiro comprar orgânico, mesmo que seja mais caro, mas o sabor compensa”. A futura chefe de cozinha domina o espaço, organiza a mesa e decora os pratos. “É um prazer poder unir amigos e partilhar com eles o prazer de uma boa comida”, completa. “É uma coisa que vai além do imaginado”.

Hoje em dia, parece cada vez mais rara uma refeição entre pessoas do convívio devido aos compromissos. A maior conseqüência disso está nas práticas alimentares inadequadas. A nutricionista do Hospital São Paulo Ana Carolina Pimenta explica que há uma grande procura pelo fast food devido ao estilo de vida atual, onde as pessoas precisam de refeições fáceis e rápidas. “Os fast foods contêm gorduras, açúcares e sais, nutrientes que em excesso podem desencadear problemas nutricionais”.

O slow food celebra a diferença dos sabores, a produção artesanal de alimentos, os pequenos produtores e propostas sustentáveis para pesca e criação de animais. Devolve a cultural da alimentação através da educação do gosto e luta pela defesa da biodiversidade. Visa preservar o meio ambiente, resgatar receitas culinárias e premiar o paladar. O associados Dias, explica que o movimento tem como característica defender a informação para o consumidor, resgatar alimentos esquecidos, valorizar técnicas de cultivo herdados por tradição e receitas caseiras. “O slow food cuida da biodiversidade e preserva os alimentos de cada região”.

O símbolo do movimento é representado pelo caracol. João Roberto diz que slow food é como o caracol, pois tem movimento lento, mas que cresce bem em vários lugares. O movimento prega o respeito à natureza e a preservação do meio em que vivemos. O slow food segue o conceito de eco-gastronômicos, pois associa o prazer e a alimentação com consciência e responsabilidade com o meio ambiente. A prioridade pelo produto orgânico se dá pela qualidade dos alimentos levados a mesa. “A principal razão para o consumo de produtos orgânicos é uma questão de saúde”, opina a nutricionista Ana Carolina Pimenta.

A associação reúne pessoas comuns apaixonadas por gastronomia, grupos de pequenos produtores de alimento, pesquisadores e chefs profissionais. Realiza diversas ações para preservação da biodiversidade e para promover o consumo consciente. É um movimento que celebra o prazer de se alimentar e valoriza os modos tradicionais de se preparar os alimentos. Luta contra o desaparecimento das tradições culinárias regionais e ao desinteresse das pessoas quanto à alimentação.

Arca do Gosto é um catálogo mundial que identifica, localiza e divulga sabores quase esquecidos de produtos ameaçados de extinção. Felizmente ainda vivos, têm potenciais produtivos. O professor Dias esclarece que o objetivo é documentar produtos gastronômicos especiais, que estão em risco de desaparecer. “É redescobrir, catalogar e cuidar para que as pessoas conheçam alimentos nativos quase extintos”. Desde o início da iniciativa em 1996, mais de 750 produtos de dezenas de países foram integrados à Arca.

Ícaro Araújo é formado em Gastronomia em Águas de São Pedro e teve seu primeiro contato com o movimento Slow Food na Itália, onde trabalhou com o sabor dos alimentos. “É precisar acompanhar o alimento desde a produção até o preparo do prato”. O Slow Food, ao contrário do Fast Food, busca saborear o gosto e o paladar dos alimentos. É apreciar de forma lenta ao lado das pessoas que gosta. “Você come primeiro com os olhos, as cores chamam a atenção”. Araújo preparar alimentos diferentes e é ele que cria suas próprias receitas, mas reclama que Ribeirão não tem espaço. “Gostaria de trabalhar aqui, mas não tem área”. Slow Food não é comer muito, mas sim, comer bem. As porções são pequenas e variadas, com a finalidade de apreciar. “É como um ritual”, opina Araújo.

É preciso redescobrir cores e sabores

O catálogo mundial, Arca do Gosto, identificou onze produtos brasileiros ameaçados de extinção. Entre eles estão o arroz vermelho, babaçu, bergamota Montenegrina, farinha de batata doce Krahô, marmelada de Santa Luzia, pirarucu, umbu, palmito Juçara, guaraná nativo Sateré-Mawé, feijão Canapu e Castanha de Baru.

No Brasil também é feito um catalogo, denominado Arco do Sabor, com produtos, pratos, animais, frutas, legumes e verduras que correm riscos de se perderem na memória da população. O especialista em gastronomia Ulisses Dias explica que a Arca do Sabor tem como finalidade cuidar para que as pessoas conheçam os alimentos e sabores regionais. “É preciso documentar e serem lembrados”.

Os principais objetivos das Arcas são salvar os inúmeros grãos, vegetais, frutas, raças de animais e produtos alimentícios que correm perigo de desaparecer devido ao predomínio das refeições rápidas e ao agronegócio industrial.

Preservar o sabor natural e redescobrir alimentos é fundamentar para uma vida saudável. Dias crítica a sociedade que não conhecem o alimento regional e os pais que não ensinam os filhos a comerem bem. “Hoje as crianças só comem frutos de laboratórios, assim a tendência é desaparecer com as variedades”, conclui.
(Gazeta de Ribeirão)

Orgânico: alimento saudável

Slow food está ligado ao conceito de eco-gastronomia, uma vez que reconhece a importância da relação entre o alimento e o meio em que é produzido. O movimento é contra o uso de agrotóxicos e transgênicos, enquanto a agricultura orgânica é vista com bons olhos. Os alimentos cultivados têm de ser, além de saudáveis, saborosos.

O que era difícil de achar nos supermercados está cada dia mais comum. Segundo produtor e comerciante de orgânico Rodrigo Pastova, o consumo de produtos orgânicos vem aumentando, inclusive em Ribeirão Preto. Pastova planta café, banana e mamão no sítio onde também cria vaca e galinha. “São todos produtos 100% orgânicos, a adubagem fica por conta da decomposição de outros vegetais”, afirma.

A nutricionista do Hospital São Paulo, Ana Carolina Pimenta explica que os produtos orgânicos fazem bem para o organismo e para a terra, já que é isento do uso de agrotóxicos e produtos utilizados para o combate de pragas e insetos. “Esses alimentos não causam efeitos de toxicidade ao organismo ao serem consumidos”.

As vantagens do orgânico são múltiplas: a comida fica mais gostosa, a água é protegida, o pequeno agricultor é beneficiado e a biodiversidade é restaurada. O movimento Slow Food acredita que o alimento deve ter bom sabor, ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar a saúde, o meio ambiente ou os animais, além disso, os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho.
(Gazeta de Ribeirão)

Fonte: [ Gazeta de Ribeirão ]

Emater/RS-Ascar e Embrapa implantam Quintais Orgânicos e distribuem mudas na região de Erechim

A Emater/RS-Ascar, por meio do Escritório Regional de Erechim, e a Embrapa Clima Temperado de Pelotas, a partir do Programa Quintais Orgânicos de Frutas, instalou na região cinco módulos do projeto Quintais/Pomares , sendo que cada módulo recebeu 65 mudas de frutíferas das variedades araçá, goiaba, pitanga, romã, uvaia, pêssego, laranja, caqui, entre outras. As mudas foram distribuídas em áreas indígenas de Nonoai, Planalto, Charrua, Erebango e Benjamim Constant.

O assistente técnico regional Luiz Antônio Busatta observa que esses módulos servirão de piloto para que, nos próximos anos, a Embrapa possa disponibilizar um número maior de mudas para a região. “Confiamos no programa e acreditamos que os indígenas possam incrementar a área de frutíferas”.

O objetivo do programa é melhorar a qualidade da alimentação e de vida das comunidades indígenas e assentados. Também foram distribuídos adubo fosfatado e potássio e mudas de acácia negra para utilização de quebra ventos.

Fonte: [ Emater ]

Expointer: câmara alemã promove workshop sobre produtos orgânicos

SAFRAS (23) – A Câmara Brasil-Alemanha realiza no dia 30 deste mês, na Expointer, o workshop internacional ” Produtos orgânicos-alimentação saudável tem futuro”. O evento contará com o apoio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e será realizado no Auditório da Administração do Parque Assis Brasil.

Os palestrantes do evento serão Gustavo Sanches Bacchi, agrônomo e representante da BCS Oko-Garantie, empresa certificadora alemã, João Batista Volkmann, presidente da ABD-Sul e da Volkmann Alimentos, e Nelson Diehl, coordenador do Núcleo Ecologia e Agricultura da Guayí- cooperativa gaúcha de produtos organicos, de Porto Alegre.

A Alemanha é, depois dos Estados Unidos, o mercado mais importante no mundo para produtos orgânicos. O crescimento anual gira em torno de 15 a 20%, e o faturamento é estimado em mais de 4,5 bilhões de euros por ano. Hoje, na Alemanha, existem mais de 17 mil empresas de produtos orgânicos. As informações partem da Assessoria de Imprensa da Câmara Brasil Alemanha.

(CBL)

Fonte: [ Último Segundo ]

Canadá facilita visualização de itens orgânicos

SÃO PAULO, 23 de julho de 2007 – A Agência Canadense de Inspeção de Alimentos apresentou hoje o novo logo que será utilizado na apresentação dos produtos orgânicos comercializados no País. O objetivo, segundo o representante do órgão governamental, Chuck Strahl, é facilitar a identificação de tais produtos para o consumidor canadense.

O novo logo faz parte de um amplo projeto proposto pelo governo local para aperfeiçoar a regulação dos produtos orgânicos no país e só poderá ser concedido aos produtos que passarem por uma análise criteriosa de sua composição. Esses produtos deverão contar com no mínimo 95% de seus ingredientes de base orgânica. (Redação com agências internacionais – InvestNews)

Fonte: [ Gazeta Mercantil ]

Agrofruit lança Polpa de Manga Orgânica

Em sintonia com uma tendência mundial, a Agrofruit Internacional do Brasil disponibiliza a Polpa de Manga 100% Orgânica. Até o final deste ano, outras frutas terão sua versão orgânica em forma de polpa.

Os alimentos orgânicos estão em alta. Em todo o mundo, a busca por alimentos naturais, saudáveis e enriquecidos é cada vez maior. Alinhada a essa tendência, a Agrofruit tem trabalhado na adequação de seu plantio sem agrotóxicos, defensivos ou qualquer agente químico. O empenho já aponta alguns resultados. Chega agora às mãos dos consumidores brasileiros e do mercado externo a polpa de manga orgânica, que utiliza como matéria-prima frutas altamente selecionadas, cultivadas em pomares que obedecem a um rígido controle de qualidade.

A Polpa de Manga Orgânica é um produto 100% natural, com preservação total das propriedades e nutrientes da fruta, integridade de sabor, cor e aroma. Ideal para a fabricação de sucos, cremes de fruta, iogurtes, sorvetes, geléias e demais produtos que tenham como principal matéria-prima uma fruta de qualidade superior. “Estamos prontos para atender aos clientes de todo o Brasil e do exterior. A Polpa de Manga Orgânica já seguiu para o mercado europeu”, comemora Maurício Campos, presidente da Agrofruit.

Caminho exige dedicação e pesquisa – Para o desenvolvimento desse novo produto, a Agrofruit Internacional do Brasil contou com a Universidade Federal de Viçosa, de Minas Gerais. Através de um trabalho realizado em parceria entre universidade, representada pelo professor Paulo César Stringueta, produtores rurais, a empresa e a assessoria de uma consultoria especializada neste setor, a Agrofruit vem, agora, trabalhando intensamente na conversão de toda a sua cultura convencional para a orgânica.

Todos os produtores que fornecem manga para a Agrofruit são devidamente certificados pelo Instituto Biodinâmico (IBD), órgão credenciado à Infoam (International Federation of Organic Agriculture Movements) e seguem rigorosamente os padrões estabelecidos para o cultivo da produção orgânica, onde o cultivo é 100% natural, sem utilização de agrotóxicos, defensivos ou qualquer outro produto químico.

A certificação conquistada pela Agrofruit à área industrial e para seus produtores parceiros é uma credencial de qualidade reconhecida em todo o mercado internacional e atesta o desempenho de toda a cadeia envolvida na produção da Polpa de Manga Orgânica que a empresa disponibiliza agora para os mercados externo e interno, onde os critérios em relação à segurança alimentar são avançadíssimos.

Para conquistar esse patamar de qualidade, a empresa precisou alinhar toda a sua cadeia a um novo sistema, aproveitando-se do sistema de segurança alimentar já implantado na Agrofruit, que assegura desde a produção primária, colheita, pós-colheita, processamento, envase e transporte.

“Por meio de um sistema de geo-gerenciador, todo o histórico da fruta é acompanhado. O que acontece é um perfeito mapeamento de toda a produção”, explica Paulo Pirani, engenheiro agrônomo responsável pelo acompanhamento e implementação do projeto na Agrofruit.

Setor avança rapidamente – Em todo o mundo, este é um mercado que cresce acentuadamente. Segundo índices divulgados por órgãos internacionais, como o International Trade Center, em alguns mercados, como o norte-americano, 33% da população já consome produtos orgânicos regularmente; outros, como Nova Zelândia, já exporta cerca de 40% de sua produção orgânica com assiduidade. Os orgânicos representam perto de 20% da produção européia de frutas e vegetais. No Brasil, esse percentual hoje é de apenas 1%, mas com fortes tendências de crescimento.

Agrofruit Internacional do Brasil – Instalada na Zona da Mata, Minas Gerais, e construída em uma área total de 54 mil m², dos quais 12 mil m² correspondem às instalações industriais, a empresa foi buscar no Brasil e no exterior o que havia de mais moderno em equipamentos e tecnologia, conquistando, por este esforço e investimento, a preferência dos consumidores que apreciam os alimentos 100% naturais, sem abrir mão do sabor. O padrão de qualidade adotado pela Agrofruit também é responsável pelas certificações internacionais que atestam seu nível de excelência e lhe garantem portas abertas nos mercados mais exigentes do mundo.

À frente da empresa está o executivo Maurício Campos, considerado um dos empresários mais empreendedores e de visão do país, além de ser pioneiro na produção de sucos naturais prontos para beber. Ele também está entre os maiores produtores de manga e goiaba de Minas Gerais.| Site: www.agrofruit.com.br

Fonte: [ Portal Fator Brasil ]

Agricultura orgânica espera Lei 10.831

O setor de orgânicos começou esta semana a contar, literalmente, os dias para a aprovação do decreto que regulamenta a Lei 10.831, “a lei dos orgânicos”, há um ano e meio em análise no Ministério da Agricultura (Mapa) e na Casa Civil.
A campanha é uma iniciativa do Portal Orgânico (www.portalorganico.com.br), que exibe uma tarja preta com a contagem dos dias e tem apoio das principais entidades e empresas do setor.

O decreto que regulamenta a lei foi encaminhado para aprovação em dezembro de 2005 e até agora não foi aprovado. Preocupado, o setor resolveu se mobilizar para pressionar as autoridades. Em maio, representantes da Câmara Setorial de Agricultura Orgânica reuniram-se com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que prometeu verificar o motivo da demora na aprovação. Mas até agora não houve resposta.

A Assessoria de Imprensa do Mapa informou apenas que o decreto está sendo analisado pelos departamentos jurídicos do ministério e também da Casa Civil e que não há previsão para a aprovação.

RECONHECIMENTO

O Brasil é o segundo maior produtor de orgânicos do mundo, com 6,5 milhões de hectares cultivados. Só perde para a Austrália, onde a área cultivada é de 11,3 milhões de hectares. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior, de agosto de 2006 até janeiro de 2007, o Brasil exportou 9,5 mil toneladas de orgânicos, volume que corresponde a US$ 5,5 milhões. Mas as exportações brasileiras de orgânicos podem representar mais que o dobro destes valores, admitem os especialistas do setor.

“Muitas empresas exportam produtos orgânicos que saem do Brasil como convencionais. Precisamos garantir reconhecimento internacionalmente”, defende o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Processadores de Alimentos Orgânicos (Brasil Bio), José Alexandre Ribeiro. “A lei vai facilitar o intercâmbio comercial entre o Brasil e os outros países.” Além de definir a agricultura orgânica e os princípios da atividade, a lei 10.831/03 prevê a criação de uma comissão nacional e comissões estaduais de produção orgânica e atribui ao Inmetro a acreditação das especificações da certificação orgânica. “Hoje não temos um órgão oficial responsável pela fiscalização das certificações”, explica Ribeiro.

Fonte: [ Último Segundo ]

Paraná concentra maior número de produtores orgânicos do País

AE Notícias [26/06/2007]

O Paraná tem o maior número de produtores que praticam a agricultura orgânica do País. O levantamento da safra 2005/06 apontou a existência de 6.520 agricultores orgânicos, que corresponde a 28,5% do total do Brasil. São agricultores essencialmente familiares, com uma área média de terra de 2,2 hectares e cultivam principalmente as folhosas.

Este é mais um destaque na agricultura do Paraná, que já aparece no cenário nacional como grande produtor de alimentos, especialmente de grãos como soja, milho, feijão e outros, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Valter Bianchini. Segundo ele, o crescimento desse setor é impulsionado pela agricultura familiar e pela diversificação da propriedade.

No Paraná, os agricultores de orgânicos são essencialmente familiares, o que caracteriza o aspecto social da atividade, destacou Bianchini. Esses produtores estão localizados em diversas regiões do Estado como a Região Metropolitana de Curitiba, Cascavel, Francisco Beltrão, Toledo, Paranavaí, Umuarama, Maringá, Paranaguá, Ponta Grossa e União da Vitória.

Em segundo lugar no ranking nacional, está o Estado do Rio Grande do Sul com seis mil agricultores, seguido do Maranhão, com 2,1 mil agricultores e Santa Catarina, com dois mil agricultores orgânicos. O Estado de São Paulo, líder na produção nacional de orgânicos, tem apenas 1.000 agricultores. Mas os paulistas são maiores em volume de produção por causa do rendimento da cana-de-açúcar, onde o Estado se destaca como maior produtor. Nos demais Estados, o número desses agricultores somam 5.258, num total de 22.898 agricultores.

Empregos Diretos

Segundo o coordenador estadual de Olericultura e Agricultura Orgânica da Emater-PR, Iniberto Hamerschimidt, a produção de alimentos orgânicos gera 10 mil empregos diretos no campo.

Na safra 05/06, a produção paranaense cresceu 21% em relação a safra anterior, atingindo um volume total de 94.448 toneladas. Em volume, o cultivo de hortaliças orgânicas é o setor que mais cresceu, com uma produção de 19.625 toneladas, que corresponde a mais de 20% do volume total de orgânicos produzidos no Paraná.

O crescimento desse setor deve-se ao aumento da procura do consumidor por alimentos que concentram vitaminas e minerais. O produtor de orgânicos se organizou para atender essa demanda, que tem possibilitado um bom retorno financeiro em curto espaço de tempo, devido ao ciclo curto de produção de hortaliças, explicou Hamerschmid.

Fonte: [ Paraná-Online ]