Nascimento de criança é representado com plantio de árvore

A ação do homem no meio ambiente nos últimos anos acarretou inúmeros problemas, ocasionando o aquecimento global, hoje, o tema mais discutido entre toda a população. Para evitar que a situação se agrave, muitas pessoas começaram a “fazer a sua parte”, promovendo iniciativas, como da síndica Clemilde Odete Cardoso Rodrigues, que plantou uma árvore em homenagem ao nascimento do seu neto e trabalha para a preservação do meio ambiente.

A iniciativa de Odete é um trabalho que tem sido feito individualmente por pessoas de todo o País, que através do plantio de uma árvore, simbolizam datas especiais e colaboram para o reflorestamento. Odete contou que leu em algumas revistas, histórias de pessoas que plantaram árvores em homenagem a diversas datas especiais e o relato de moradores de uma cidade em que o vereador instituiu uma lei que obriga o plantio de alguma espécie para cada nascimento.

“Quando eu li que existem pessoas que estão se preocupando com o meio ambiente e começando a tomar iniciativa, eu também quis fazer o mesmo. Existem casos de pessoas que viajam de avião e ao chegar em algum lugar, também costumam plantar uma árvore, por isso eu também quis fazer a minha parte”, contou. A reportagem da Gazeta acompanhou o plantio da manacá, uma pequena árvore de 8 a 15m de altura no condomínio Mário de Souza Queiroz, no Jardim Santana.

O homenageado, o neto João Pedro, participou do plantio, com apenas quatro meses de vida. “Eu quis que ele e os seus pais, Pablo e Patrícia também participassem pois eles acompanharão o crescimento do João e da sua árvore. Se todos se conscientizassem, deixariam de criticar as folhas que caem e as calçadas quebradas e parariam de pedir para cortar as árvores, pois elas são a única solução para amenizar o aquecimento global”, defendeu.

Para Odete, a luta pela preservação do meio ambiente deve começar dentro de cada residência, por isso o condomínio está repleto de árvores e flores de diversas espécies. A iniciativa de Odete foi tomada pela sub-síndica Vânia Pavanelli, há mais de 20 anos. “Quando meu primeiro filho nasceu, eu ganhei uma azaléia do meu marido e plantei em frente de casa, simbolizando o seu nascimento. Hoje ele está com 23 anos e ao lado de sua azaléia está outra, que simboliza o nascimento do outro filho, hoje com 19. Eu tive esta iniciativa quando não se falava sobre meio ambiente e incentivo a todos a fazer o mesmo”, declarou. (SA)

Fonte: [ Gazeta de LImeira ]

Artista da paisagem

Ligado à arquitetura de Oscar Niemeyer, o paisagista Burle Marx descobriu a flora brasileira, criou novas linguagem e influenciou o mundo

[img:719655_not_fot.jpg,full,alinhar_esq_caixa]”Burle Marx é o cara que inventou o Brasil, em termos de espaços livres, espaços verdes, parques. O trabalho paisagístico dele influenciou internacionalmente. Ele criou novas linguagens, ele alcançou o mundo. E descobrtiu a flora brasileira”, explica o arquiteto Ricardo Bezerra. O legado de Burle Marx está ligado à arquitetura moderna de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. São dele os jardins do Itamaraty, em Brasília, o Parque da Pampulha, em Minas, o jardim interno da sede da Unesco, em Paris (todas obras dos anos 60). O dedo verde de Burle Marx está ainda no Largo da Carioca, na orla do Leme, no canteiro central e calçadão de Copacabana, nos jardins suspensos do Outeiro da Glória, no Parque do Flamengo – todos no Rio, a cidade em que este paulista viveu a vida toda e onde deixou a maior parte do seu legado.

“Ele era um paisagista que era artista ou era um artista também paisagista?”, pergunta, brincando, Ricardo Bezerra, para responder, ele próprio: “Burle Marx mantinha os dois lados em alto nível. Era o único profissional capaz de fazer um paisagismo completo, incluindo esculturas, painéis, mobiliário. E foi uma pessoa humana de uma exuberância total. O sítio Santo Antônio da Bica, que ele doou ao governo, mostra o desprendimento dele. O quarto em que ele dormia, modesto, simples, quase monástico. Mas a casa, cheia de arte popular, arte contemporânea, esculturas barrocas, troncos petrificados. Além da coleção de plantas”. O sítio, em Barra de Guaratiba, no Rio, é administrado pelo Iphan.

Amor à flora nativa, mas sem preconceito, como explica Ricardo Bezerra. “Ele não tinha nenhum xenofobismo. Viajou o Brasil e o mundo. Juntava plantas que dialogassem entre si. Descobriu novas espécies e mesmo gêneros novos de plantas”, diz. Burle Marx catalogou 46 novas plantas e algumas delas levam seu nome, a exemplo da Calathea burle-marxii, precedente de Cáceres, Mato Grosso do Sul. ou a Orthophytum burle-marxii, originária da Bahia e cultivada no sítio Santo Antônio da Bica (hoje em dia, sítio Burle Marx, um centro de pesquisa botânica e espaço de arte). Um dos mais belos espécimes amazônicos, árvore de grande porte conhecida como abricó-de-macaco, pode ser encontrada em todo o país, “plantada” por Burle Marx. Em Fortaleza, elas embelezam a praça da Imprensa, na Antônio Sales, e a avenida Jovita Feitosa – próximo à igreja Redonda. Mas também foi ele o responsável pela introdução do minilacre no Brasil, esta touceira tão em moda, em tudo que é condomínio. “Ninguém é perfeito”, brinca Bezerra.

“Burle Marx criava o desenho da vegetação, levava em conta a arquitetura das plantas, com muita liberdade de expressão”, pontua Ricardo Bezerra. Mas, aonde está o verde de Burle Marx em Fortaleza, além dos jardins do TJA? Bezerra enumera alguns pontos: a casa de Benedito Macedo, a de José Carlos Pontes e Denise, a residência de Pio Rodrigues, os jardins da Vicunha do Nordeste, em Maracanaú, a sede do BNB no Passaré, o Centro Empresarial Clóvis Rolim, a Receita Federal, e outros projetos “que a gente nem tem idéia”, diz ele, a exemplo das avenidas Aguanambi, Leste Oeste e José Bastos. “Nada foi plantado. Mas está listado nos arquivos do Escritório Burle Marx”.

Sobre o Laboratório da Paisagem, que reúne pesquisadores da UFC, Unifor e UFPe, a professora Fernanda Rocha diz que tudo começou em Recife, “numa proposta da professora Ana Rita Sá Carneiro, responsável pelo restauro de três praças criadas por Roberto Burle Marx na cidade. Num encontro com ela, em junho, falamos do número de projetos dele aqui em Fortaleza. Daí veio a idéia de que nós concretizássemos uma rede. A idéia do Laboratório é fazer o levantamento dos trabalhos de Burle Marx aqui, para disponibilizar estas informações. Sem conhecimento, não há valorização”, sintetiza Fernanda Rocha, que conclui dizendo que o Laboratório da Paisagem também vai desenvolver atividades voltadas para o verde em Fortaleza, “que a gente considera muito carente. Nosso objetivo é pretensioso. Queremos semear a idéia de que a cidade precisa cuidar do seu verde”. Quem for ao TJA, além deste passeio ao jardim, da conferência e da exposição temática, ainda vai curtir o piano de Ricardo Bezerra (autor, em parceria com Fagner, da emblemática Manera, Fru Fru, Manera). (Eleuda de Carvalho)

SERVIÇO

Um Lugar Onde a Vida Acontece: os jardins do TJA e Roberto Burle Marx – neste sábado, a partir das 15h, com visita guiada pelos professores Ricardo Bezerra (UFC) e Fernanda Rocha (Unifor). Às 17h, no foyer, conferência Roberto Burle Marx e os jardins do Recife, com a professora Ana Rita Sá Carneiro (UFPe). Em seguida, lançamento do Laboratório da Paisagem (UFC, Unifor, UFPe), com mediação dos arquitetos Chico Veloso (Iphan) e Nícia Bormann. Às 20h, na galeria Ramos Cotôco, abertura da instalação ViVer o Verde da Cidade, ViVer o Verde na Cidade: esboços sobre vida e obra de Roberto Burle Marx a partir do jardim do TJA (em cartaz até 30 de setembro, com visitação gratuita de terça a sexta, de 8h às 17h, e sábados e domingos, de 13h às 17h). O TJA fica na praça José de Alencar, s/n – Centro. Inf.: 3101.2567 e 3101.2603.

E-mais
Infância
Roberto Burle Marx nasceu em São Paulo, no dia 4 de agosto de 1909, e morreu no Rio de Janeiro, em 4 de junho de 1994. O artista plástico, arquiteto, tapeceiro e, principalmente, paisagista foi o quarto filho de Cecília Burle (pernambucana) e de Wilhelm Marx, judeu-alemão, nascido em Stuttgart e criado em Trier (cidade natal de Karl Marx, primo de seu avô). O interesse de Roberto pelas plantas começa na infância, no jardim cultivado por sua mãe, repleto de rosas, begônias, antúrios, gladíolos, tinhorões e muitas outras espécies.

No Nordeste
Em 1928, a família passa uma temporada na Alemanha – onde Roberto se tratou de um problema nos olhos. Lá, teve contato com as vanguardas estéticas. Em uma visita ao jardim botânico de Berlim, encantou-se com uma estufa de plantas exóticas: era a flora brasileira. Na década de 30, ele viveu em Pernambuco. Foi diretor do Departamento de Parques e Jardins do Recife, tendo criado o paisagismo da praça do bairro de Casa Forte (que ele projetou em 1935, com espécimes da floresta amazônica), e da praça Euclides da Cunha, na Madalena, com plantas da caatinga.

Influências
Voltando a residir no Rio, em 1937, torna-se aluno do artista plástico Cândido Portinari e do poeta modernista, pensador e músico Mário de Andrade. Uma das paixões de Burle Marx era a música. Ele gostava de cantar árias de óperas para seus amigos. Em 1941, realiza a primeira individual de pintura. Expõe no Salão Nacional de Belas Artes, na década de 40, e participa da Bienal de Veneza, em 1950, 1970 e 1978, além de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo.

Guaratiba
No final dos anos 40, Burle Marx compra o sítio Santo Antônio da Bica, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, uma antiga fazenda de café do século XVII. Restaurou a edificação e começou a trazer para lá sua formidável coleção de plantas, iniciada quando ele tinha seis anos de idade. Em 1973, mudou-se definitivamente do bairro de Laranjeiras para o sítio, onde viveu até sua morte, em 1994. Em 1985, ele doou a propriedade ao governo brasileiro (hoje, administrada pelo Iphan). Além do jardim botânico, o sítio – agora chamado Burle Marx – possui a inestimável coleção de arte que ele juntou por toda a vida. O restante de seus bens, Roberto Burle Marx doou aos seus funcionários.

Leia mais sobre esse assunto

* 11/08/2007 02:11:42 – O jardim de Burle Marx

Fonte: [ Jornal O Povo ]

Poda incorreta de árvores preocupa AA

Servidores municipais encarregados do serviço de poda e corte de árvores participam do curso de “Poda e Revitalização Vegetal Urbana”, aberto ontem pelo prefeito Anderson Adauto. Também participam das atividades arquitetos e engenheiros da Prefeitura e funcionários de empresas especializadas na área.

Anderson disse que não adianta o governo fazer o plantio de um milhão de mudas se não cuida bem das árvores existentes, chamando a atenção dos arquitetos da PMU para os projetos desenvolvidos pelo município em que espécies são simplesmente eliminadas. Ele afirmou que o governo tem um norte e sabe onde quer chegar na área ambiental.

Explicou que o Horto Municipal foi transformado em um Centro de Produção de Mudas e que até 2009 a cidade estará revitalizada. Ele observou que esse projeto é para as gerações futuras e que as avenidas e entradas da cidade serão padronizadas por espécies, como Acácias e Ipês. Ele disse ainda que tem constatado pessoalmente a eliminação e poda de árvores ao andar pelas ruas da cidade.

Presente ao encontro, o promotor Emanuel Carapunarla declarou que a poda de árvores tem sido motivo de preocupação para a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente. Chamou a atenção para o fato de as espécies vegetais existentes em vias públicas serem um patrimônio de toda coletividade, protegidas pela lei. Aqueles que danificam, destroem e maltratam as plantas podem ser punidos com prisão de três meses a um ano e multa.

Carapunarla ressaltou que o trabalho da Promotoria não é intimidatório, mas, quando o bom senso não resolve, aplica-se a força da lei. Afirmou ainda que os eventuais transtornos que as árvores criam são mínimos em relação aos benefícios que geram.

Já o secretário de Meio Ambiente, Ricardo Lima, disse que cortes e podas de árvores têm sido feitos de forma errada, pedindo à população que denuncie quando constatar esses casos. Os infratores estão sujeitos a multa e ação do Ministério Público. Observou que o trabalho de plantio, poda e conservação requer cuidados e técnicas apropriadas, justificando a realização do curso para funcionários da PMU e empresas da área, para que o serviço seja melhor realizado que atualmente.

Fonte: [ JM Online ]

Fazenda mineira inova na produção de orgânicos

Sistema Orgânico de Produção

Café orgânico plantado sob túneis formados por guandu, espécie de arbusto, e galinhas soltas na área de cultivo. Estas soluções fora dos padrões locais foram implantadas na Fazenda Salvaterra, em Juiz de Fora, Minas Gerais, com excelentes resultados. Os arbustos fixam o nitrogênio e protegem o solo e os pés de café, muito sensíveis nos três primeiros anos, da ação do sol. As galinhas garantem a limpeza ciscando o terreno e ainda fertilizam o solo com seu esterco.

“Muitos especialistas apostaram que isso não daria certo. Estavam certos de que as galinhas acabariam por atacar as raízes do café, que são superficiais. Pensando tecnicamente, até concordo com eles”, brinca o engenheiro-agrônomo e consultor da Salvaterra, Frederico Simões de Carvalho. Para viabilizar sua idéia, ele tomou cuidados como projetar galinheiros com 10 m², o dobro do convencional, e instalar piquetes para limitar a área de circulação das galinhas e permitir a rotatividade.

HOMEOPATIA E BANHOS-DE-CHEIRO PARA AS VACAS

Na Salvaterra, as vacas também têm direito a cuidados especiais. Diariamente, elas ingerem homeopatias preventivas que são misturados no cocho com o sal mineral, uma solução eficaz, saudável e que fica 30% abaixo do valor do tratamento convencional.

Para tratar de infestação de carrapatos, elas tomam banho de erva-cidreira, arruda, neem ou citronela. A ‘farmácia’ da fazenda tem outros remédios naturais, como folha de bananeira contra verminose, folhas de goiaba indicadas para bezerros com diarréia e até ignatia, utilizada para vacas com depressão por perda do bezerro ou crotalus horridus, utilizado para tristeza, doença transmitida pelo carrapato, que deixa o bezerro prostrado e inapetente.

A administradora Mônica Velloso assumiu a fazenda sem nunca ter trabalhado com agropecuária. “Minha maior atividade era fazer compras”, brinca. Neste caso, a inexperiência acabou ajudando. “Como não tinha vivência, foi fácil aceitar as regras orgânicas e adotar as sugestões apresentadas”. Entusiasmada com a produção orgânica, ela apostou em uma fábrica de laticínios que produz 5 mil litros/dia e o leite é ensacado em plástico biodegradável.

Com todos estes cuidados, a Salvaterra já acumula o Selo de Inspeção Federal (SIF) e é certificada por uma entidade de Minas Gerais, a Minas Orgânica, e outra internacional, a BCS Öko-Garantie, organização independente acreditada pela União Européia, EUA e Japão.

O próximo passo é lançar novos produtos orgânicos como iogurtes, nos sabores mel, morango e natural, e a manteiga com sal. “Só estamos aguardando a aprovação dos rótulos pelo SIF para colocar no mercado”, explica Vanessa de Paula, técnica responsável pelos laticínios.

Convencer os vizinhos a investir na produção orgânica é um dos grandes desafios e a fábrica de laticínios tem sido uma das ferramentas mais poderosas. Ela ainda está longe de atingir toda a sua capacidade de 10 mil/litros/dia, mas muitos produtores da região têm se adequado para cumprir as exigências deste segmento. Entre outras vantagens, eles recebem uma remuneração bem acima do preço praticado pelo mercado convencional.

“Um grande equívoco é achar que o cultivo orgânico se limita a deixar de usar defensivos agrícolas. A atividade tem que envolver todo o organismo ecológico, porque é preciso preservar a nascente dos rios, evitar a contaminação das águas, respeitar a fauna e a flora locais, proteger a saúde e o bem estar de produtores e consumidores e garantir uma remuneração justa pelo trabalho”, alerta o engenheiro Frederico Simões de Carvalho.

Os planos para o futuro próximo da fazenda também incluem abrir a propriedade para o turismo, já que dos 278 hectares, 60% são de Mata Atlântica intocada. “Acredito que a mudança só acontece a partir do conhecimento. A idéia é permitir que os visitantes não só tenham acesso a essa região belíssima, mas que também possam vivenciar dia a dia da fazenda. Já estamos treinando com os alunos das escolas locais. Eles saem daqui entusiasmados e aposto que ensinam muitas coisas aos pais”, conta a administradora da Salvaterra.

SERVIÇO

Fazenda Salvaterra
Telefones: (32) 9971-1874 – (32) 9962-3307
BR040 – Juiz de Fora – MG
E-mail: salvater@salvaterraorganica.com.br
Web: www.salvaterraorganica.com.br

Fonte: [ Agrosoft Brasil ]

Proposta quer preço mínimo para biocombustível

“Pelo texto, o preço mínimo do biocombustível nunca será inferior ao preço de mercado do combustível de origem fóssil por ele substituído, acrescido de 10%”

SÃO PAULO, 6 de agosto de 2007 – Tramita na Câmara o Projeto de Lei 592/07, que prevê a criação de um programa de preços mínimos para os biocombustíveis e para as matérias-primas utilizadas na sua produção. O autor da proposta, deputado Uldurico Pinto (PMN-BA), afirma que seu objetivo é incentivar a produção interna de biodiesel e álcool combustível.

Pelo texto, o preço mínimo do biocombustível nunca será inferior ao preço de mercado do combustível de origem fóssil por ele substituído, acrescido de 10%. Já o somatório dos preços mínimos de cada uma das matérias-primas necessárias para a produção de determinado biocombustível será maior ou igual a 70% do preço mínimo do próprio biocombustível. “A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo federal, sob a perspectiva de garantia de renda, deve integrar um conjunto de políticas públicas com vistas a assegurar que vários segmentos da sociedade brasileira sejam beneficiados pela nova era energética, baseada não mais no petróleo, mas na biomassa renovável”, diz o parlamentar.

Os recursos arrecadados com os royalties do petróleo e com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), de acordo com o projeto, serão usados para financiar a compra dos biocombustíveis e respectivas matérias-primas.

Ulderico Pinto ressalta que sua proposta vai fortalecer a agricultura familiar, e os pequenos e médios produtores, “democratizando a participação desses segmentos no Programa Nacional de Biocombustíveis”.

As informações são da Agência Câmara.

Fonte: [ JB Online ]

Casa na árvore deixa de ser sonho de criança

Projeto variam desde um pequeno espaço de 9 m² e vai até 82 m² de construção.
No interior de São Paulo, casa será evolução da técnica e terá energia elétrica.

Glauco Araújo Do G1, em São Paulo

[img:0__11280316_EX_00.jpg,full,alinhar_esq_caixa]Ter uma casa na árvore não é mais um sonho de criança. Esta também é a saída encontrada por adultos para se refugiar da agitação das grandes cidades e viver entre pássaros, copas repletas de frutas e até dividir a morada com um ninho de joão-de-barro.

O empresário paranaense Ricardo Brunelli é um exemplo disso. Ele construiu a primeira casa na árvore em 1976. A estrututa era de bambu e coberta por folhas de bananeira. O projeto durou até a primeira chuva. Ele contou com a ajuda de dois amigos e a construção foi levantada em espaço afastado, numa fazenda, em Rolândia (PR). “Essa idéia ficou na minha cabeça e pensava sempre se um dia eu conseguiria construir uma casa de verdade para mim”, disse.

O que era brincadeira de criança hoje é o trabalho de Brunelli, que constrói casas em árvores. A primeira casa, feita profissionalmente, está em uma figueira centenária, localizada numa fazenda na cidade de Porecatu, no interior do Paraná. “É uma figueira com 30 metros de altura. A casa está a 10 metros de altura. A plataforma de lazer está a 18 metros de altura, como se fosse um apartamento no sexto andar.”

[img:0__11280318_EX_00.jpg,full,alinhar_dir_caixa]A casa na árvore construída na figueira pode muito bem abrigar uma família de maneira permanente, segundo Brunelli. “São 44 m² de construção, com sacada de 20 m² e uma área de lazer com 17m² sobre a casa.”

A obra tem fogão a lenha, que pode ser usado como lareira nas estações frias, o quarto tem ar-condicionado. O banheiro é completo e tem azulejo na parede, feita de placas de isopor. Como segurança, a escada sobe e desce por meio de controle-remoto. “A estutura é feita de angico-preto, que é bem resistente e suporta até 150 quilos por metro quadrado”, disse Brunelli.

Ele conta que aproveita o imóvel da árvore nos finais de semana com a família. “Sou eu que cuido e faço a manutenção. Tenho muito carinho por ela”, disse o empresário. Acostumado à altura das copas das árvores, Brunelli está construindo um escritório suspenso, em Londrina. “Serão 30 m² em um condomínio fechado. A outra, na figueira, será apenas para passeio mesmo.”

[img:0__11280306_EX_00.jpg,resized,centralizado]Meio ambiente

A integração dos donos de casas em árvores com a natureza é total. “Nós não derrubamos um galho sequer das árvores. Temos uma preocupação com o meio ambiente. Mudamos o projeto de uma casa para manter dois ninhos de joão-de-barro na árvore escolhida para construção e estão lá até hoje”, afirmou Brunelli. Para garantir a sustentação da casa entre os galhos, a construção é feita com travamentos feitos com cabos de aço.

Para construir uma casa na árvore é preciso ter olho clínico para acertar qual é a melhor e mais segura. “Muitas vezes as pessoas nos procuram com um projeto de casa pronto na cabeça e com uma árvore já escolhida. No entanto, não é difícil a gente mudar o projeto e até mesmo a árvore. É preciso que ela tenha entre 70 e 80 centímetros de diâmetro de tronco para poder apoiar uma casa. Além disso, tem de ter espaço para que o deck não cubra totalmente a raíz da árvore, que precisa receber sol. A base de uma casa para adulto também não pode ser construída, por exemplo, a menos de seis metros de altura”, disse Brunelli.

O empresário conta com o apoio técnico de José Aparecido Rossato, de 48 anos. A família dele trabalha com madeira a seis gerações. “Meu avô ensinou mei pai, que me passou as informações e assim foi indo. Com isso já são seis gerações. Ao mesmo tempo que a gente usa a madeira para construir as casas, temos pena de matar uma árvore para ter a madeira. Eu fico sentido com isso, porque queria mesmo ver a árvore em pé, no meio da natureza.”

Rossato, no entanto, disse que se sente bem em construir casas em árvores. Ele diz ter certeza de que ela não será derrubada enquanto abrigar a construção. “Isso serve de conforto para nós. Não tem jeito mesmo, pois temos de usar madeira em tudo na vida. De qualquer forma, tomamos cuidado para não machucar a árvore.”

Medo de raio

A sensação de liberdade e de isolamento ainda compensam o risco, considerado pequeno, de um raio cair sobre a árvore que sustenta a casa. “Só colocar um pára-raio sobre a árvore não garante segurança. O ideal seria construir três torres de madeira, mais altas do que a árvore, mas isso sai muito caro.” Brunelli lembra que durante uma tempestade teve de descer com a mulher e os filhos para o carro. Não demorou muito tempo e voltamos para a casa na árvore.”

[img:0__11280359_EX_00.jpg,resized,centralizado]Vida de Tarzan

O casal Manolo Moran e Tereza Setti escolheu a cidade de Santo Antônio da Platina, no Paraná, para construir a casa da árvore para a família. “Já faz três anos que curtimos isso. Depois que tivemos os nossos filhos, amadurecemos a idéia de termos uma casa assim. Não precisamos dos clichês de casas na árvore, como cordas para subir e nem escorregadores, não era essa a nossa idéia”, disse Tereza.

Para ela, a casa, também instalada em uma fazenda, serve de refúgio para a família. “É espaço suficiente para nós quatro. As crianças adoram, mas as visitas adoram mais ainda. A primeira coisa que perguntam quando chegam à fazenda é onde está a casa na árvore”, disse Tereza.

A casa foi construída em um aglomerado de flamboaiã e tem 9m² de área interna. “É o suficiente para nós. Ainda temos uma lareira para manter o local quente nos dias mais frios”, afirmou Tereza.

Em Botucatu, no interior de São Paulo, Brunelli construiu uma casa que surge num pé de jambo e termina entre duas mangueiras. Esta tem 82 m² e uma passarela de 22 metros de comprimento e está a 10 metros de altura. O caminho para o mirante sai da piscina da casa e segue com 15 metros de passarela.

O projeto mais ambicioso está sendo construído em Araras, no interior de São Paulo. A casa, segundo Brunelli, será a mais bonita de todas. “É a evolução de toda técnica e conhecimento que temos em casas de madeira. O projeto vai ter energia elétrica, móveis e tudo que uma casa construída no chão tem”.

A obra possui um parque infantil na parte inferior e depois tem uma casa de dois quartos para adolescentes. Há também passarelas interligando os ambientes até um mirante com vista para a represa local.

Fonte: [ G1 ]

Produção de castanha de caju em Moçambique deverá aumentar este ano

Maputo, Moçambique, 06 Ago – A produção de castanha de caju em Moçambique poderá aumentar cinco mil toneladas para 80 mil este ano em resultado da renovação de muitas árvores e do controlo da doença do oídio, informou o jornal Notícias, de Maputo.

O jornal, que cita o Instituto Nacional do Caju (Incaju), adianta que só este ano serão pulverizados perto de 3,5 milhões de cajueiros para o combate àquela doença que ataca as árvores, sobretudo no período da floração.

O programa foi iniciado em Maio e o Incaju diz que maiores esforços estão a ser concentrados nas províncias da Zambézia, Sofala, Nampula e Cabo Delgado, dada a sua importância estratégica na produção da castanha.

No ano passado foram pulverizados em quase todo o país perto de 3,234 milhões de árvores, para uma produção global que se situou na ordem das 75 mil toneladas.

Filomena Maiópué, diretora nacional do Incaju, disse que para além do aumento do número de plantas a pulverizar na presente safra, concorrem para o alargamento das projeções, em termos de produção esperada, as boas condições climatéricas que se fazem sentir.

“É preciso dizer que há outros fatores que concorrem para a produção da castanha, que são as queimadas descontroladas. Se isso não se verificar, acreditamos que teremos uma produção média de 80 mil toneladas de castanha”, sustentou.

Referindo-se à capacidade instalada para o processamento da castanha, Filomena Maiópué indicou que no ano passado foram processadas em Moçambique 20 mil toneladas de castanha, quantidade um pouco menor do que no ano anterior.

Esta queda nas quantidades processadas derivou da paralisação de algumas unidades devido a problemas de gestão por parte dos seus proprietários, com duas dessas unidades, que continuam paralisadas, a localizarem-se na província de Nampula, maior produtora da castanha no país. (macauhub)

Fonte: [ MacauHub ]

Herbário Central da UFMT inaugura estufa equipada para pesquisa da flora

Um novo espaço para a preservação da cosmopolita flora mato-grossense será inaugurado amanhã, sexta-feira (03/08), às 08:30, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Trata-se do Orquidário do Jardim de Biodiversidade do Herbário Central da UFMT, uma estufa nova que, além de abrigar de forma segura espécies raras de orquídeas, abre espaço para a pesquisa científica. “O Herbário é uma biblioteca diferente. Você não pesquisa em livros, mas numa mostra de vida”, diz a técnica responsável pelo orquidário Adarilda Petini Benelli.

A nova é um anexo do Centro de Biodiversidade – projeto já aprovado cujas construções se iniciam ainda este ano. O diferencial dela é a estrutura: irrigação automatizada, área protegida contra insetos e animais, controle da umidade, da quantidade de luz e da temperatura. “Ela possui uma alumitela, que é uma tela de alumínio com fios de nylon que reduz em até 30% o calor dentro da estufa. Ela é específica para as orquídeas”, informa Adarilda.

Esta estrutura possibilita a conservação ex situ – que se refere às plantas que não estão no seu habitat natural. Um exemplo é a Alatiglossum culuenense, que foi coletada pelo projeto e que não havia sido descrita – ou seja, não era conhecida pelo meio científico. Segundo Adarilda trata-se de um caso de endemismo, termo da biologia que se refere às plantas e animais que se desenvolvem numa região muito restrita. “Ela é um dos bens mais preciosos do orquidário”, diz a pesquisadora.

A nova estufa é o resultado da parceria entre o Herbário – via Pró-Reitoria de Pesquisa (Propeq) e Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso (Uniselva) – e a Atiaia Energia S/A, sendo esta a financiadora do projeto. O objetivo do projeto foi a conservação da flora epífita da região próxima às pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) de Garganta da Jararaca (Campo Novo dos Parecis), Canoa Quebrada (Lucas do Rio Verde) e Paranatinga 2 (divisa entre Campinápolis e Paranatinga).

Como é sabido, tais construções causam certo impacto no ambiente, e a iniciativa coordenada por Adarilda visou justamente evitar o extravio da flora do local. O resgate das plantas começou em setembro de 2006 e foi concluído este ano. A equipe trouxe além da inédita Alatiglossum culuenense, a Cattleya nobilior, que se encontra ameaçada se extinção segundo a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES, em inglês), também conhecida por Convenção de Washington.

Afora as espécies de orquídeas, a estufa abriga cactos e bromélias de Mato Grosso. Assim, a comunidade acadêmica ganha um espaço novo para a pesquisa e para aulas práticas, por exemplo, de educação ambiental. Vale lembrar ainda que o Herbário da UFMT possui cerca de 12 mil mudas e 30 mil exsicatas – plantas desidratadas usadas para estudo científico. Há espécies nativas, de outros estados do país e até da Suíça, todas obtidas através de doações de instituições de ensino e pesquisa.

Fonte: [ Redação 24HorasNews ]

Hungria: encontradas árvores de 8 milhões de anos

Reuters

[img:1140102389.jpg,full,alinhar_dir_caixa]Cientistas húngaros disseram nesta terça-feira que descobriram um grupo de árvores cipestres de pântano com 8 milhões de anos de idade. Segundo eles, o material pode fornecer pistas sobre o clima dos tempos pré-históricos.

Em vez de petrificar, a madeira das 16 árvores Taxodium foi preservada em uma mina de carvão, permitindo aos cientistas estudarem amostras como se elas fossem pedaços cortados de uma árvore viva.

“A importância do achado é que muitas árvores foram preservadas em suas posições originais em um único lugar”, disse Alfred Dulai, geólogo no Museu de História Natural Húngaro. “Mas a verdadeira raridade sobre estas árvores é que suas madeiras originais foram preservadas, elas não viraram pedra”.

As árvores, que medem de 4 m a 6 m de altura e de 1,5 m a 3 m de diâmetro, foram encontradas quando trabalhadores começavam a remover uma grande camada de areia em uma mina no vilarejo de Bukkabrany, no nordeste do país, para alcançar depósitos de linhita.

As árvores datam do fim do período Mioceno da era terciária, quando a área, onde é a Hungria hoje, era um lago de água doce cercado por pântanos.

Fonte: [ Maracaju News ]

Descoberta molécula da fertilização das plantas

Uma equipe científica identificou a primeira molécula em plantas que controla a explosão do tubo polínico, o que melhorará o conhecimento da fertilização vegetal, informou hoje o principal autor da pesquisa, o colombiano Juan Miguel Escobar.

“Podemos dizer que o óvulo e o tubo polínico se comunicam por meio de moléculas, e esta comunicação ajuda na fertilização e na formação de sementes”, acrescentou o especialista, cujo trabalho foi publicado no último número da revista “Science”.

O estudo foi realizado por uma entidade científica da Suíça.

Escobar, membro da Universidade de Zurique (Suíça), destacou a relevância da pesquisa para “a humanidade, pois a maior parte da alimentação provém do evento da fertilização em plantas”.

Os cientistas trabalharam com o gene mutante feronia da planta Arabidopsis thaliana. O feronia, que faz referência à deusa etrusca da fertilidade, danifica um gene que codifica uma proteína do tipo receptor.

O mutante foi gerado em laboratório pelos cientistas para identificar genes com relevância na reprodução das plantas, acrescentou.

Escobar afirmou que normalmente, uma vez que o tubo polínico (que carrega as duas células espermáticas) faz contato com o óvulo, este deixa de crescer e explode, descarregando seu conteúdo dentro de uma célula especial do óvulo, um requisito necessário para a fertilização das plantas.

“No mutante feronia o tubo polínico não consegue explodir dentro da célula correspondente do óvulo, onde este continua crescendo, mas sem conseguir fertilizar”, explicou.

O gene feronia se expressa em células complementares, e sua proteína se localiza na membrana plasmática destas, funcionando como um receptor do tubo polínico.

Em outras palavras, “este receptor funciona como uma fechadura; uma vez que esta fechadura entra em contato com uma chave compatível do tubo polínico acende um mecanismo na célula correspondente que induz a explosão do tubo polínico”, segundo o especialista.

“Quando a fechadura é defeituosa, como ocorre no mutante, a interação não ocorre, e por ali o tubo polínico não explode”, explicou Escobar.

Os investigadores também trabalharam com alguns cruzamentos nos quais os tubos polínicos pertencem a uma espécie diferente a dos óvulos e comprovaram que, “quando a chave e a fechadura são de espécies diferentes, a interação não acontece, e por ali a fertilização não ocorre”.

Isso indica que seria possível transferir o gene de uma espécie para outra, e assim fazer com que nestes cruzamentos a recepção do tubo polínico seja compatível.

No momento, as investigações pretendem realizar experimentos deste tipo e “buscar a molécula ou moléculas do tubo polínico que possam interagir com a fechadura feronia”, acrescentou.

Agências Internacionais

Fonte: [ IParaíba ]