Taxas de câncer renal perto de fábrica de PFAS geram alerta na Inglaterra

O veneno que não morre: PFAS no solo pode intoxicar plantações.

PFAS são químicos eternos que contaminam água e solo, afetando plantas e saúde humana.

Em 3 pontos

  • PFAS são substâncias persistentes que se acumulam no solo e na água.
  • A exposição a PFAS está associada a câncer renal e outros problemas de saúde.
  • Plantas podem absorver PFAS, transferindo contaminantes para a cadeia alimentar.
Foto: NordHorizon / Pexels
Taxas de câncer renal perto de fábrica de PFAS geram alerta na Inglaterra

Um estudo financiado pelo governo britânico revelou taxas elevadas de câncer renal em moradores próximos a uma fábrica que emitiu PFOA, um "químico eterno" cancerígeno, em Lancashire. A planta, que liberou 49 toneladas do composto entre 1950 e 2012, está ligada a riscos à saúde pública. Especialistas questionam as conclusões oficiais, destacando a necessidade de monitoramento contínuo. O caso reforça a urgência de controlar a contaminação por PFAS no solo e na água, afetando agricultores e ecossistemas próximos a essas instalações industriais.

Pippa Neill Environment reporter 🤖 Traduzido por IA 19 de junho às 10:42

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultores devem testar a água de irrigação para níveis de PFAS antes de usar.
  • Pesquisadores podem avaliar a absorção de PFAS por culturas como alface e milho.
  • Entusiastas de plantas devem evitar usar lodo de esgoto não tratado como adubo.
  • Comunidades próximas a fábricas devem exigir monitoramento de PFAS no solo e na água.
Atualizado em 19/06/2026

Contexto e Relevância para Botânica

Os PFAS (substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas), conhecidos como 'químicos eternos', são compostos sintéticos amplamente utilizados em produtos industriais e de consumo devido à sua resistência à degradação. A notícia sobre taxas elevadas de câncer renal perto de uma fábrica de PFAS na Inglaterra destaca a gravidade da contaminação ambiental. Para a botânica, o tema é crucial porque essas substâncias podem ser absorvidas por plantas, entrando na cadeia alimentar e afetando ecossistemas inteiros.

Mecanismos e Descobertas

Estudos mostram que PFAS, como o PFOA (ácido perfluorooctanoico), são altamente móveis no solo e na água. As plantas absorvem esses compostos principalmente pelas raízes, transportando-os para folhas, frutos e sementes. A bioacumulação ocorre especialmente em espécies de crescimento rápido, como alface (Lactuca sativa), espinafre (Spinacia oleracea) e milho (Zea mays). A contaminação pode persistir por décadas, mesmo após a interrupção das emissões.

Implicações Práticas

Na agricultura, a irrigação com água contaminada por PFAS pode comprometer a segurança alimentar. Em ecossistemas naturais, a contaminação afeta a biodiversidade do solo e a saúde de plantas nativas. Na saúde pública, o consumo de vegetais contaminados está associado a riscos de câncer, disfunções hormonais e problemas imunológicos. O caso inglês reforça a necessidade de políticas rigorosas de controle de efluentes industriais e remediação de áreas contaminadas.

Espécies de Plantas Envolvidas

Além das culturas alimentares, plantas aquáticas como aguapé (Eichhornia crassipes) e taboa (Typha spp.) podem acumular PFAS, sendo usadas em fitorremediação. No Brasil, espécies tropicais como o capim-elefante (Pennisetum purpureum) e a braquiária (Urochloa spp.) são estudadas para absorção de contaminantes.

Aplicação no Brasil ou Regiões Tropicais

No Brasil, a contaminação por PFAS é uma preocupação emergente, especialmente em áreas industriais e agrícolas próximas a fábricas de produtos químicos. Regiões como o Polo Petroquímico de Capuava (SP) e o Complexo Industrial de Camaçari (BA) demandam monitoramento. A agricultura tropical, com alta dependência de irrigação, é vulnerável à contaminação de aquíferos.

Próximos Passos da Pesquisa

Pesquisas futuras devem focar em: 1) desenvolver métodos de remediação de solo e água para PFAS, como o uso de carvão ativado e biorremediação com fungos; 2) avaliar a transferência de PFAS em cadeias alimentares tropicais; 3) estabelecer limites seguros para PFAS em alimentos e água de irrigação; 4) criar políticas de monitoramento contínuo em áreas de risco.

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