Plantas de Goa acumulam ouro em forma de nanopartículas através de processo biológico

Árvores em Goa estão acumulando ouro puro em suas cinzas — e isso pode revolucionar a mineração.

Plantas absorvem ouro do solo e formam nanopartículas do metal em seus tecidos.

Em 3 pontos

  • Seis espécies de árvores acumularam até 1100 ppm de ouro em cinzas.
  • O ouro é extraído do solo e convertido em nanopartículas cristalinas pelas plantas.
  • A descoberta ocorreu em áreas de mineração de ferro em Goa, Índia.
Foto: Wyxina Tresse / Pexels
Plantas de Goa acumulam ouro em forma de nanopartículas através de processo biológico

Pesquisadores detectaram pela primeira vez em Goa a presença de ouro biológico cristalino (ouro fitoformado) acumulado em cinzas de seis espécies de árvores que crescem em áreas de mineração de ferro. As concentrações encontradas variaram de 275 a 1100 ppm, milhões de vezes acima dos níveis normais. Essa descoberta revela que plantas podem extrair e concentrar ouro do solo através de processos biogeoquímicos naturais, formando nanopartículas de ouro no interior de seus tecidos. O achado tem implicações importantes para a fitorremediação de áreas mineradas contaminadas, pois sugere que essas plantas poderiam ser usadas para recuperar ouro e outros metais preciosos do solo degradado. Além disso, compreender como plantas sequestram metais pesados ajuda a entender melhor os ciclos biogeoquímicos e pode abrir novas estratégias para restauração ambiental em regiões de mineração.

Kamat, N. M. 🤖 Traduzido por IA 18 de maio às 09:44

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultores podem usar essas plantas para fitorremediação de solos contaminados por metais pesados.
  • Pesquisadores podem extrair nanopartículas de ouro das cinzas para aplicações em nanotecnologia.
  • Empresas de mineração podem adotar bioindicação vegetal para localizar depósitos de ouro no subsolo.
  • Restauradores ambientais podem plantar essas espécies em áreas degradadas para recuperar metais valiosos e limpar o solo.
Atualizado em 18/05/2026

Descoberta inédita — Pesquisadores detectaram pela primeira vez ouro biológico cristalino (ouro fitoformado) acumulado em cinzas de seis espécies de árvores que crescem em áreas de mineração de ferro em Goa, Índia. As concentrações variaram de 275 a 1100 ppm, valores milhões de vezes acima dos níveis normais do solo. Esse fenômeno revela que plantas podem extrair e concentrar ouro através de processos biogeoquímicos naturais, formando nanopartículas do metal no interior de seus tecidos.

Mecanismos e descobertas — As plantas absorvem íons de ouro dissolvidos no solo por meio das raízes, transportam-nos pelo xilema e os precipitam como nanopartículas cristalinas em células especializadas. Esse processo envolve a redução de Au³⁺ a Au⁰, mediada por compostos orgânicos como fenóis e proteínas. As espécies identificadas incluem *Acacia auriculiformis*, *Anacardium occidentale* (cajueiro), *Casuarina equisetifolia* e *Terminalia catappa* (amendoeira-da-praia), todas com alta capacidade de bioacumulação.

Implicações práticas — A descoberta abre caminho para a fitorremediação de áreas mineradas contaminadas, usando essas plantas para recuperar ouro e outros metais preciosos do solo degradado. No Brasil, regiões como o Quadrilátero Ferrífero (MG) e a Amazônia, com histórico de mineração de ouro e ferro, poderiam se beneficiar dessa técnica. Além disso, o processo natural de formação de nanopartículas de ouro pode inspirar métodos mais ecológicos de biossíntese para aplicações em catalisadores, sensores e medicina.

Próximos passos — Os pesquisadores planejam identificar os genes e proteínas envolvidos na acumulação de ouro, otimizar o cultivo dessas espécies em solos contaminados e testar a eficiência da extração do metal das cinzas. Estudos de campo no Brasil e em outras regiões tropicais são necessários para validar a aplicabilidade da técnica em larga escala e avaliar os impactos ecológicos e econômicos.

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