Novo método sem solo testa biopesticidas de RNA contra fungo que atinge 5 mil plantas

Fungo que ataca 5 mil plantas pode ser controlado sem tocar no solo.

Bioensaios sem solo testam RNA de dupla fita contra Phytophthora cinnamomi, alternativa sustentável a fungicidas.

Em 3 pontos

  • Pesquisadores criaram bioensaios sem solo para testar biopesticidas de RNA.
  • Phytophthora cinnamomi infecta cerca de 5 mil espécies vegetais.
  • Técnica acelera desenvolvimento de defensivos contra podridão radicular.
Foto: MART PRODUCTION / Pexels
Novo método sem solo testa biopesticidas de RNA contra fungo que atinge 5 mil plantas

Pesquisadores desenvolveram bioensaios sem solo para testar novos agentes de controle contra Phytophthora cinnamomi, fungo que infecta cerca de 5 mil espécies vegetais. A técnica avalia a eficácia de biopesticidas à base de RNA de dupla fita (dsRNA), alternativa sustentável aos fungicidas sintéticos que vêm perdendo eficiência devido à resistência do patógeno. A descoberta é crucial para agricultores e a natureza, pois oferece um método rápido e ético para testar defensivos biológicos específicos, sem contaminar o solo. Isso acelera o desenvolvimento de soluções contra a podridão radicular, protegendo plantações agrícolas e ecossistemas ameaçados por esse patógeno devastador.

Leny Jane Pame 🤖 Traduzido por IA 17 de junho às 02:44

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultores podem obter biopesticidas mais específicos e eficientes contra podridão radicular.
  • Pesquisadores testam novos dsRNA sem contaminar o solo ou usar animais.
  • Viveiristas protegem mudas de espécies nativas e cultivadas com soluções rápidas.
  • Produtores de eucalipto e abacate, comuns no Brasil, reduzem perdas com fungicidas.
Atualizado em 17/06/2026

Contexto e relevância para botânica

Phytophthora cinnamomi é um oomiceto patógeno devastador, capaz de infectar mais de 5 mil espécies vegetais, causando podridão radicular e morte de plantas em ecossistemas naturais e agrícolas. Sua ampla gama de hospedeiros e a resistência crescente a fungicidas sintéticos tornam urgente o desenvolvimento de alternativas sustentáveis. A botânica e a fitopatologia buscam métodos de controle mais seletivos e com menor impacto ambiental.

Detalhamento dos mecanismos e descobertas

Pesquisadores desenvolveram bioensaios inovadores que dispensam o uso de solo, utilizando meios de cultura artificiais para testar a eficácia de biopesticidas baseados em RNA de dupla fita (dsRNA). O dsRNA ativa o mecanismo de interferência por RNA (RNAi) no patógeno, silenciando genes essenciais para sua sobrevivência e reprodução. A técnica permite avaliar rapidamente a especificidade e a potência dos dsRNA contra P. cinnamomi, sem contaminar o ambiente ou expor organismos não alvo.

Implicações práticas

Na agricultura, essa abordagem acelera o desenvolvimento de defensivos biológicos contra a podridão radicular, protegendo culturas como abacate, eucalipto, pêssego e citros. Para o meio ambiente, reduz a contaminação do solo e da água por fungicidas químicos, preservando a microbiota benéfica. Na saúde, diminui a exposição de trabalhadores rurais a produtos tóxicos. Em ecossistemas florestais, ajuda a controlar o declínio de espécies nativas ameaçadas pelo patógeno.

Espécies de plantas envolvidas

Além das culturas agrícolas mencionadas, P. cinnamomi ataca milhares de espécies nativas, como castanheiras, carvalhos e plantas da Mata Atlântica e do Cerrado. A técnica pode ser adaptada para testar dsRNA contra outros oomicetos, como P. infestans (requeima da batata) e P. palmivora (SAIs de palmeiras).

Aplicação no Brasil e regiões tropicais

No Brasil, o patógeno é um problema sério em plantações de eucalipto, abacate e citros, além de ameaçar a biodiversidade da Mata Atlântica e da Amazônia. O método sem solo é especialmente útil para laboratórios brasileiros, que podem testar rapidamente dsRNA específicos para variedades locais, sem a logística de solo contaminado.

Próximos passos da pesquisa

Os cientistas planejam otimizar a produção de dsRNA em larga escala e avaliar sua estabilidade em condições de campo. Também investigam a entrega do RNA diretamente nas raízes e a possibilidade de formular biopesticidas que possam ser aplicados via irrigação ou pulverização. Estudos de segurança ambiental e de longa duração serão necessários para registrar esses produtos comercialmente.

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(*) SAI: Servidores Ambientais Indesejados

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