Maracujá tem genoma mitocondrial inédito com dois cromossomos circulares e transferência horizontal de genes

Maracujá não é só sabor: seu genoma tem estrutura que desafia a genética vegetal.

Genoma mitocondrial do maracujá tem dois cromossomos circulares, algo raro em plantas.

Em 3 pontos

  • Genoma mitocondrial do maracujá possui dois cromossomos circulares.
  • Houve transferência horizontal de genes entre espécies.
  • Mapa genético pode ajudar a criar variedades mais resistentes.
Foto: FRANK MERIÑO / Pexels
Maracujá tem genoma mitocondrial inédito com dois cromossomos circulares e transferência horizontal de genes

Pesquisadores sequenciaram pela primeira vez o genoma mitocondrial completo do maracujá (Passiflora edulis), revelando uma estrutura inédita com dois cromossomos circulares, em vez do modelo único esperado. A descoberta mostra transferência horizontal de genes e rearranjos genômicos, ampliando o conhecimento sobre evolução vegetal. Para agricultores e melhoristas, o mapa genético detalhado pode auxiliar no desenvolvimento de variedades mais resistentes e produtivas. O estudo também destaca a complexidade dos genomas mitocondriais em plantas cultivadas, abrindo caminho para novas pesquisas em biotecnologia e conservação da biodiversidade.

Yao Teng 🤖 Traduzido por IA 28 de maio às 11:44

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultores podem usar o mapa para selecionar plantas mais resistentes a SAIs.
  • Pesquisadores podem investigar genes transferidos para melhorar produtividade.
  • Melhoristas podem cruzar variedades com base em marcadores genéticos.
  • Entusiastas podem compreender a evolução de plantas tropicais.
Atualizado em 28/05/2026

Contexto e relevância para botânica

O maracujá (Passiflora edulis) é uma fruta tropical amplamente cultivada no Brasil, conhecida por seu sabor e valor econômico. Até recentemente, seu genoma mitocondrial era um mistério. A descoberta de que ele possui dois cromossomos circulares, em vez do único esperado, quebra paradigmas na genética vegetal. Essa estrutura inédita revela uma complexidade evolutiva que pode ajudar a entender como as plantas se adaptam e evoluem.

Mecanismos e descobertas

O estudo sequenciou pela primeira vez o genoma mitocondrial completo do maracujá. A equipe encontrou dois cromossomos circulares distintos, resultado de rearranjos genômicos e transferência horizontal de genes. Esse fenômeno, onde genes são trocados entre espécies diferentes, é raro em plantas superiores. A análise mostrou que parte do DNA mitocondrial veio de outras plantas, possivelmente por eventos de hibridização ou parasitismo ao longo da evolução.

Implicações práticas

Para a agricultura, o mapa genético detalhado é uma ferramenta poderosa. Agricultores e melhoristas podem usar esses dados para selecionar variedades de maracujá mais resistentes a doenças, estresses ambientais e com maior produtividade. No meio ambiente, entender a transferência horizontal de genes ajuda a prever como plantas cultivadas podem interagir com espécies nativas. Na saúde, o maracujá é rico em compostos bioativos, e o genoma pode abrir caminho para estudos sobre seus benefícios.

Espécies envolvidas

A espécie principal é o maracujá-azedo (Passiflora edulis), mas o estudo também analisou outras espécies do gênero Passiflora, como P. alata e P. incarnata, para comparar a estrutura mitocondrial. Essas espécies são nativas de regiões tropicais e subtropicais, incluindo o Brasil.

Aplicação no Brasil e regiões tropicais

O Brasil é o maior produtor mundial de maracujá, com destaque para a região Nordeste. A descoberta pode impulsionar programas de melhoramento genético locais, desenvolvendo variedades adaptadas ao clima tropical e resistentes a SAIs como a fusariose. Além disso, o conhecimento sobre a transferência horizontal de genes pode ser aplicado a outras culturas tropicais, como cacau e café.

Próximos passos

Os pesquisadores planejam investigar como os dois cromossomos circulares se replicam e se segregam durante a divisão celular. Também pretendem estudar a função dos genes transferidos horizontalmente, para ver se eles conferem vantagens adaptativas. A longo prazo, o objetivo é usar esses dados para criar variedades transgênicas ou editadas geneticamente que sejam mais sustentáveis e produtivas.

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(*) SAI: Servidores Ambientais Indesejados

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