Casal produz espécies nativas da Amazônia e impulsiona reflorestamento

Um casal transformou terra degradada em viveiro que refloresta a Amazônia.

Viveiro familiar produz mudas nativas e impulsiona recuperação ambiental na Amazônia.

Em 3 pontos

  • Casal fundou Viveiro Florestal Ardosa em 2018 para produzir mudas nativas.
  • Mudas de açaí, cumaru e andiroba são cultivadas em área antes degradada.
  • Negócio une geração de renda à conservação da biodiversidade amazônica.
Foto: Agung Sutrisno / Pexels
Casal produz espécies nativas da Amazônia e impulsiona reflorestamento

Pelo terreno, se acomodam mudas de açaí, cumaru, andiroba, preciosa, gombeira, itaúba. Em uma área antes degradada na comunidade de Jaderlândia, em Santarém, no oeste do Pará, surgem novas possibilidades de reflorestamento para a Amazônia. O biólogo Sidcley Matos Pereira e a veterinária Adna Picanço decidiram construir um negócio ligado à recuperação do bioma. O Viveiro Florestal Ardosa nasceu em 2018, quando os dois buscavam uma alternativa de trabalho que não demandasse tantas viagens como antes, mas que os mantivesse na área ambiental. O nascimento da filha Catarina reforçou a necessidade de fixar raízes e o sentido pessoal do negócio. “A gente queria construir algo junto, perto da família. E mostrar para ela [a filha] que existe um futuro sendo plantado aqui”, diz Adna Picanço. You do

Rafael Cardoso - Enviado especial* 3 de julho às 07:00

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultores podem adquirir mudas nativas para reflorestar áreas degradadas.
  • Pesquisadores podem estudar a adaptação de espécies como itaúba e preciosa ao plantio.
  • Proprietários rurais podem diversificar a produção com espécies de valor econômico.
Atualizado em 03/07/2026

Contexto e Relevância

O desmatamento na Amazônia ameaça a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Iniciativas de reflorestamento com espécies nativas são cruciais para restaurar áreas degradadas e promover o desenvolvimento sustentável. O Viveiro Florestal Ardosa, criado pelo biólogo Sidcley Matos Pereira e pela veterinária Adna Picanço, exemplifica como a produção de mudas nativas pode aliar conservação e geração de renda.

Mecanismos e Descobertas

O viveiro, localizado em Jaderlândia, Santarém (PA), produz mudas de espécies como açaí (Euterpe oleracea), cumaru (Dipteryx odorata), andiroba (Carapa guianensis), preciosa (Aniba canelilla), gombeira (Swartzia spp.) e itaúba (Mezilaurus itauba). O casal seleciona sementes de matrizes locais, garantindo adaptação ao solo e clima regionais. O processo inclui germinação em substrato orgânico, sombreamento gradual e irrigação controlada. A decisão de fixar raízes na comunidade, impulsionada pelo nascimento da filha Catarina, reforça o vínculo pessoal com o projeto.

Implicações Práticas

• Agricultura: fornece mudas de alto valor (açaí para frutos, andiroba para óleo) para sistemas agroflorestais.

Meio ambiente: recupera áreas degradadas, promovendo a regeneração de nascentes e a fixação de carbono.

• Saúde: espécies como andiroba e cumaru têm uso medicinal tradicional.

• Ecossistemas: restaura a conectividade entre fragmentos florestais, beneficiando a fauna.

Espécies Envolvidas

Açaí (Euterpe oleracea), cumaru (Dipteryx odorata), andiroba (Carapa guianensis), preciosa (Aniba canelilla), gombeira (Swartzia spp.) e itaúba (Mezilaurus itauba).

Aplicação no Brasil e Regiões Tropicais

O modelo do viveiro é replicável em outras regiões da Amazônia e do Cerrado, onde a demanda por mudas nativas é alta. A experiência em Santarém pode inspirar políticas públicas de fomento a viveiros comunitários, como os programas de pagamento por serviços ambientais.

Próximos Passos da Pesquisa

O casal planeja expandir a produção para incluir espécies ameaçadas, como mogno (Swietenia macrophylla), e desenvolver protocolos para a germinação de sementes de difícil manejo. Estudos de taxa de sobrevivência em campo e parcerias com universidades locais estão sendo articulados.

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