Variedade requer atenção no cultivo, mas tem boa rentabilidade e mercado em ascensão no Brasil
por Mariana Caetano | Fotos: Marcelo Min

Miúdo e saboroso, o tomate Sweet Grape tem conquistado consumidores em todo o país. Estima-se que hoje a produção brasileira seja de 1,7 mil toneladas, que deve saltar para 89 mil toneladas em 2013, de acordo com a Sakata, empresa de sementes que desenvolveu o produto.
Para o agricultor, o investimento na variedade tem se mostrado interessante. O custo de produção do Sweet Grape é de cerca de R$ 2,60 por quilo – bem maior que o do tomate convencional, que fica entre R$ 0,80 e R$ 1 por quilo, de acordo com a Sakata. O horticultor recebe, em média, R$ 4,05 por quilo, ou R$ 0,73 por 180 gramas de Sweet Grape, volume geralmente disposto em uma embalagem. E essa quantidade é vendida às redes de varejo por entre R$ 1,75 e R$ 2. Ao consumidor, alcança no mínimo R$ 3.

A Sakata, que realiza a venda de sementes a agricultores selecionados e organiza a comercialização do pequeno tomate, manifesta preocupação em garantir a qualidade e o padrão do Sweet Grape. A empresa exige características bem específicas do produto: grau de brix (indicador do teor de açúcar) mínimo de 6, peso médio de 12 gramas por fruto (e a diferença entre o maior e o menor fruto não pode ultrapassar 10 gramas), e ausência de rachaduras ou contaminantes químicos no produto. “Além disso, o agricultor é orientado a manter na estufa uma tabela com fotos do Sweet Grape considerado ideal, para que ele possa colher o fruto e ‘calibrar os olhos’ para atingir a aparência que almejamos”, diz Marcos Botelho, diretor comercial da companhia para a América do Sul.
O produtor José Fernando de Almeida, de Jacareí, SP, investe no Sweet Grape há 3 anos. Segundo ele, por ser um cultivo relativamente novo no país, as melhores condições para o desenvolvimento da planta ainda estão sendo avaliados. Depois de realizar experiências que alternaram períodos curtos e mais longos do plantio à colheita, Almeida manifesta a intenção de interromper a produção em maio ou junho, para recomeçar o cultivo no início de agosto. “No pico do inverno, não vale a pena seguir com o plantio, que sofre muito e tem o custo elevado. Planejo fazer as mudas nesse intervalo de tempo, para voltar a colher em setembro”, diz. Para se ter uma noção dos gastos, no verão, Almeida despende de R$ 2,80 a R$ 3 por quilo produzido; no inverno, o valor sobe para R$ 3,80.
Com o sucesso de mercado, já está nos planos da Sakata ampliar o portfólio da marca nos próximos três meses, com o lançamento do Sweet Hearts (tomate com brix mínimo de 10 e preço 40% superior ao Sweet Grape), do Tomatinho (brix próximo de 6, mas sem classificação ou padrão de cor), além do “tomate-passa”, variante mais requintada do tomate-seco.
+ Conheça melhor o mercado para o Sweet Grape
Fonte: [ Globo Rural ]
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ola pessoal ja trabalhei com esse tomate é uma delicia foi uma otima experiência como técnica Agropecuária.
que bom que esse projeto esta dando certo aqui no brasil.
gostaria de saber como faço para plantar esse tomate. qual época e de que maneira agradeço resposta obrigado
Além da Sakata, outra empresa que dispoem de material desse segmento mini plum é a Feltrin Sementes do RS, material de superior qualidade comparado com o anunciado.
Abraço
Valeu Mateus!
ola eu tenho um pé de tomate sweet grape em casa e as folhas dele estao amarelas eu gostaria de saber o porque e como tratar