[img:sapo_wwwBiopiratariaBlogspotCom_240.jpg,full,alinhar_esq_caixa]RIO BRANCO – Não é de hoje que a Amazônia vem sendo roubada em seu patrimônio genético e nos conhecimentos de suas populações tradicionais sobre plantas e animais da região. Da Universidade de São Paulo (USP) vem a confirmação de que a maioria dos animais e plantas tiradas ilegalmente do Brasil termina nas mãos da indústria farmacêutica, que elabora produtos com as toxinas geradas por eles.
A confirmação foi feita pela bióloga Ursula Castro de Oliveira, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, que há oito anos estuda o tráfico de animais e plantas. Por trás desse negócio se escondem empresas de remédios, pesquisadores “sem escrúpulos” e até “congregações religiosas”, segundo a bióloga.
Para a pesquisadora, aranhas, rãs, sapos e serpentes são escondidos em bagagens falsas ou levados nos corpos dos traficantes, segundo a bióloga. O veneno de algumas serpentes é usado para tratar a hipertensão e rãs da Amazônia têm propriedades anestésicas patenteadas por uma multinacional.
Secreção
Entre as rãs está a Philomedusa Bicolor, uma perereca que gera uma secreção extraída pelos índios amazônicos para ganhar força e energia. A secreção é usada como a “vacina do sapo Kampô”, aplicada na maioria das aldeias indígenas do Acre.
A bióloga da USP lembra que empresas dos Estados Unidos e do Japão possuem direitos sobre certas substâncias secretadas por sapos e que são utilizadas durante séculos por comunidades indígenas.
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Imagem: http://www.biopirataria.blogspot.com
Fonte: Amazônia.org – JM
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