Uso sem acompanhamento médico pode trazer conseqüências graves
31/10/2007 – 15:36 – Muitas pessoas têm o hábito de tratar doenças com remédios à base de plantas, conhecidos como fitoterápicos, por serem mais naturais. No entanto, a associação do uso desses medicamentos com comprimidos alopáticos pode, em alguns casos, trazer conseqüências graves.
A idéia de que medicamentos à base de plantas não oferecem riscos é comum, mas não é correta. Os riscos existem e, nas farmácias, há fitoterápicos que ficam atrás do balcão e com tarja, o que significa que só podem ser vendidos mediante a receita médica.
A dona-de-casa Luzia de Paula toma remédios de diferentes finalidades durante o dia. Junto com eles, ela também já fez uso de um fitoterápico. Luzia desconhecia os riscos em misturar os medicamentos mas, como fez o tratamento com orientação médica, não teve problemas.
A combinação do medicamento à base de plantas com outros remédios também pode ser perigosa. “O uso em conjunto desses medicamentos pode trazer vários riscos à saúde. Inclusive levar uma pessoa à internação e, em casos extremos, até a morte”, afirma a presidente do Conselho Regional de Farmácia, Raquel Rizzi Grecchi.
Um exemplo perigoso à saúde é a mistura da planta Ginkgo Biloba, que ativa a circulação e é usada para memória, com o ácido acetilsalicílico, usado como anticoagulante. A combinação pode ocasionar hemorragia e, dependendo da gravidade, o resultado pode ser um acidente vascular cerebral (AVC) ou até a morte.
Outro exemplo é o uso da erva de São João, utilizada como antidepressivo, associada a um anticoncepcional. Com a mistura pode ocorrer sangramento e diminuição do efeito contraceptivo.
Grecchi também dá outro exemplo comum e que oferece risco. “Algumas pessoas que possuem insuficiência cardíaca usam a digoxina, misturada a medicamentos para prisão de ventre, como por exemplo a fenolftaleína. Essa combinação pode acabar provocando uma intoxicação causada pelo medicamento”, explica.
Para evitar problemas ocasionados pela mistura de medicamentos, é necessário que os consumidores busquem sempre a orientação do médico e do farmacêutico. Além disso, é importante informar o uso de outros medicamentos.
Outra precaução importante é observar se o remédio tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “A função do farmacêutico é acompanhar e avaliar o uso correto desses remédios”, afirma a presidente do Conselho Regional de Farmácia, Raquel Rizzi Grechi.
O Conselho Regional de Farmácia disponibiliza, no site http://www.crfsp.org.br, uma revista com informações a respeito do risco de misturar fitoterápicos com outros medicamentos.
Fonte: [ EPTV Ribeirão ]
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