Uso do etanol não prejudica alimentos, diz EUA

O uso mais intensivo do etanol não vai prejudicar a produção de alimentos nem levar à destruição da Amazônia. A avaliação foi feita ontem por representantes do governo norte-americano.

Ela está em sintonia com a pregação que vem sendo feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em foros internacionais onde os biocombustíveis já começam a enfrentar resistências.

Para o diretor do Laboratório Nacional de Energia Renovável do Departamento de Energia dos EUA, Dan Arvizu, há no mundo inteiro uma visão errônea de que os biocombustíveis são uma ameaça à Amazônia. “Não acredito nisso”, afirmou. Gregory Manuel, assessor especial do secretário de Estado dos EUA, foi mais enfático, ao explicar que o clima não favorece o cultivo de cana na região: “A economia não recomenda a produção do etanol na Amazônia e ponto final.” Eles também trataram de minimizar o risco de o cultivo e a crescente demanda por etanol levar a uma redução na produção mundial de alimentos.

O diretor da área de Energia Renovável do Departamento de Energia, Brad Barton, afirmou que os esforços dos EUA estão concentrados em produzir etanol a partir de não-alimentos. A prioridade é extrair o álcool da celulose, que pode ser obtida de todas as partes da planta do milho exceto os grãos. O etanol de celulose, chamado de segunda geração, deverá ser produzido também no Brasil, a partir do bagaço da cana.

A pesquisa conjunta para a o etanol de segunda geração é uma das possibilidades que está em análise nos dois países. Brasil e Estados Unidos, que juntos produzem 74% de todo o etanol do mundo, assinaram no início deste ano um memorando de entendimentos que prevê a cooperação em diversas áreas, entre elas a de pesquisa.

Outro trabalho que já vem sendo feito em conjunto é a criação de normas internacionais para a classificação dos biocombustíveis, uma medida que facilitará o comércio internacional do produto e seu uso pela indústria automobilística. Segundo Gregory Manuel, a iniciativa caminha rápido. “Estamos em sexta marcha”, afirmou.

Inovação A liderança do Brasil nos biocombustíveis foi destaque da 1ª reunião de cúpula Brasil-EUA sobre inovação, uma iniciativa do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e do Comitê de Competitividade dos EUA (CoC). Os participantes divulgam hoje um documento conjunto intitulado “Chamada à ação”.

Fonte: [ Último Segundo ]


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Autor: Anderson Porto

Desenvolvedor do projeto Tudo Sobre Plantas

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