Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com duas plantas-piloto de biodiesel da Petrobras localizadas em Guamaré. Uma delas processa sementes de oleaginosas com capacidade de produção de cerca de 3 mil litros diário de combustível. A outra utiliza como matéria-prima o óleo vegetal podendo produzir até 5 mil litros de biodiesel ao dia. Esta última está sendo expandida.
O coordenador do projeto Biodiesel da Unidade de Exploração da Petrobras (UNRN-CE), Ulisses da Costa Soares, estima que a partir do próximo ano as plantas possam sair da condição experimental para trabalhar também com a comercialização do biodiesel. No entanto, ele alerta que tudo vai depender da evolução das pesquisas e do campo. “Estamos aumentando a área produzida e estudando o desenvolvimento de novas culturas, buscando uma oleaginosa que permita um maior valor agregado para o agricultor‘‘.
Uma delas é o girassol que está sendo fomentado pela Petrobras, além da mamona. Porém, o primeiro deve se sobrepor por suas características de maior produtividade e resistência ao clima seco. Segundo Ulisses Costa, a cultura do girassol produz cerca de 1,6 mil quilos de semente por hectare, além da planta permitir outras cadeias produtivas atreladas como uso para ração animal e apicultura. ‘‘Estamos estimulando o agricultor a esse plantio em larga escala’’.
No entanto, ele admite que – com a produção atual – o Rio Grande do Norte está longe de características da comercialização. Para que se concretizasse o projeto, seria necessária uma planta que produzisse cerca de 100 mil toneladas ano. Para o consumo interno, a realidade está um pouco mais próxima sendo necessários 22 mil hectares de cultivo. ‘‘Assim como todos os estados do Nordeste estamos longe desta comercialização. A maior parte do biodiesel produzido no estado hoje é de óleo de soja e a meta da Petrobras é produzir 150 milhões de litros’’.
Saiba mais
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) defende o uso do biodiesel por possuir três vantagens em comparação com o diesel comum.
A primeira é o seu aspecto menos agressivo ao ambiente, que por ser de origem vegetal, estima-se que polua 90% menos.
O segundo ponto é que o óleo extraído das plantas tem índices de lubricidade e cetano um pouco maiores do que os do diesel. Estes parâmetros são utilizados para medir a qualidade do produto quanto à performance do motor, mas a melhoria depende do carro.
A terceira vantagem é que o uso do biodiesel diminui a necessidade de importação de diesel, derivado do petróleo do qual a Petrobras ainda não é auto-suficiente e que pesa na balança comercial brasileira.
O biodiesel substituiria o diesel comum utilizado pelo caminhões que realizam cerca de 80% do transporte nacional de mercadorias, através das rodovias.
Fonte: Diário de Natal
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