Agência Estado
Na fazenda Terra Viva, uma das maiores produtoras de tuias de Holambra, a produção de árvores este ano será 15% maior que a do ano passado. “Vendemos tuias o ano todo, mas novembro e dezembro concentram 80% das vendas”, diz Juliana Rodrigues, gerente de produção. Ela esclarece: “O nome certo é tuia, mas essa é a árvore que conhecemos por pinheirinho de Natal.” Ela é da família dos pinheiros, mas é diferente daqueles utilizados no hemisfério Norte.
Em Holambra, cidade conhecida pelas plantações de flores a época de Natal faz com que muitos produtores optem pelo pinheirinho e a partir de outubro já começam a chegar as primeiras encomendas.
Na Ceagesp, em São Paulo, as primeiras tuias para Natal chegaram no fim de outubro e a perspectiva é superar a marca de 200 mil árvores vendidas. “Em 2005 vendemos 137.659 pinheirinhos”, diz o economista da Ceagesp, Flávio Godas. “Este ano, até setembro já vendemos 183.762 tuias, um aumento de 24% em relação ao ano passado. Devemos chegar a 220 mil unidades até o Natal.”
Ele diz que as vendas crescem porque as pessoas estão utilizando mais plantas em suas decorações de Natal e usam árvores naturais para combinar. “A venda de flores para decoração de Natal também cresce 20% ao ano”, diz Godas. “Além disso, a preocupação com o meio ambiente está muito mais forte entre as pessoas, que estão preferindo produtos naturais até na hora de comprar a árvore de Natal.”
O preço de uma tuia varia com o tamanho e se está enraizada ou não. As enraizadas duram mais, por isso são mais caras. “Você encontra pinheirinhos de 30cm a 3 m de altura de R$ 5 a R$ 300”, diz o economista. Mas os mais vendidos são os de 80cm, por ocuparem o mesmo espaço que a maioria das árvores artificiais. “Para que eles durem bastante, além do Natal, é preciso regar todo dia e ter ao menos duas horas de sol indireto”, diz Juliana, da Terra Viva.
Fonte: BemParaná
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