CURITIBA – Imagens e informações de acervos do Museu de História Natural e Museu Botânico Municipal de Curitiba serão disponibilizadas na internet. Os dois museus agora fazem parte da Rede Paranaense de Coleções Biológicas, projeto que tem também o nome de Taxon line e reúne acervos de oito instituições do Paraná. O lançamento oficial do projeto foi quinta-feira (25), no Setor de Ciências Biológicas do Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná.
“A Rede de Coleções Biológicas será uma oportunidade para que não apenas a comunidade científica, mas as pessoas leigas também, possam conhecer e entender a importância dos nossos ecossistemas e da preservação da biodiversidade. Conhecendo o que existe e o benefício que cada elemento da nossa biodiversidade traz para a humanidade, nós vamos fortalecer o trabalho técnico e, ao mesmo tempo, conscientizar a população”,afirma o secretário do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto.
O Museu Botânico de Curitiba tem o quarto maior acervo do Brasil. Só o herbário reúne 320 mil exemplares. Além do Museu Botânico, o Paraná conta com mais sete herbários registrados, segundo dados da Rede Brasileira de Herbário e Sociedade Botânica do Brasil, totalizando 424 mil exsicatas (plantas secas e prensadas, sem umidade, para preservação e estudo).
O projeto é financiado pelo CNPQ que aprovou a proposta desenvolvida no Paraná. O Estado terá a segunda Rede de Coleções Biológicas. O acesso pela internet é feito pelo endereço www.taxonline.ufpr.br . Coordenado pela professora Luciane Marinoni, o projeto abrange coleções botânicas e zoológicas e caracteriza-se principalmente pelo acesso às informações dos acervos das coleções e imagens digitalizadas.
O apoio técnico e a instalação da rede foi feita pelo Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA), de Campinas, que trabalha na disseminação da informação por meio eletrônico.
Nesta fase o projeto terá duração de dois anos, mas depois deste prazo o próprio Ministério da Ciência e Tecnologia ou outras instituições que tenham interesse na preservação poderão participar. “A estimativa é chegar a oito milhões de exemplares, mas em apenas dois anos não será possível concluir este trabalho. É preciso cuidar do que ainda existe, para o bem da sociedade. Muita coisa da nossa biodiversidade já foi devastada. E fazer coleções é uma das formas de cuidar e preservar, porque é base de estudo”,afirma a professora Luciane Marinoni.
Ela diz ainda que o momento é propício para a criação da Rede porque hoje existe a valorização e preocupação com a biodiversidade. As informações poderão ser utilizadas também por órgãos governamentais e pela sociedade de forma geral. “O bom da internet é a democratização da informação. Qualquer pessoa ou instituição interessada, crianças, jovens e adultos poderão conhecer as coleções”, afirma Luciane.
O acervo atual do Museu Botânico Municipal, que é considerado um dos maiores herbários do Brasil e o maior da flora paranaense, é resultado do trabalho de Gerdt Hatschbach, que começou seus estudos em 1942 e até hoje se dedica ao trabalho de pesquisa e identificação de plantas. A coleção do Museu é devidamente identificada, catalogada e conservada com aproximadamente 320 mil exsicatas, além das coleções de amostras de madeira e de frutos. A criação da Rede é resultado também do trabalho do Padre Jesus Santiago Moure, fundador do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná.
Estão no projeto a coleção Entomológica Pe. Jesus Santiago Moure (de insetos); coleção de Ascidiacea (invertebrado marinho) e Coleção Mastozoológica (de morcegos e crânios de primatas) do Departamento de Zoologia da Universidade Federal do Paraná (DZUP); herbário do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Paraná (UPCB); coleção de peixes do Museu do Capão da Imbuia; herbário do Museu Botânico Municipal de Curitiba (MBM); herbário da Universidade Estadual de Londrina (FUEL); Museu de Zoologia da Universidade Estadual de Londrina (MZUEL); Coleção de Sons da Universidade Estadual de Londrina (CZUEL).
fonte: [ ABN ]
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