Planta antiga revela evolução de sistema de proteção contra UV-B de 400 milhões de anos

Essa planta de 400 milhões de anos já sabia se proteger do sol melhor que muitas atuais.

A Marchantia polymorpha revela como as plantas evoluíram um sensor para equilibrar crescimento e proteção contra UV-B.

Em 3 pontos

  • A Marchantia polymorpha possui um mecanismo ancestral de percepção de UV-B.
  • Esse sistema regula o equilíbrio entre crescimento e proteção solar nas plantas.
  • A descoberta ajuda a entender a adaptação das plantas à luz intensa ao longo de 400 milhões de anos.
Foto: ThisIsEngineering / Pexels
Planta antiga revela evolução de sistema de proteção contra UV-B de 400 milhões de anos

Pesquisadores da Universidade de Genebra estudaram a Marchantia polymorpha, planta similar às primeiras terrestres, e descobriram como evoluiu o mecanismo de percepção da radiação ultravioleta-B (UV-B). O trabalho mostra o delicado equilíbrio entre crescimento e proteção solar nas plantas. A descoberta é crucial para entender como as plantas se adaptaram à luz intensa ao longo de 400 milhões de anos. Com as mudanças climáticas alterando a exposição solar, esses achados podem ajudar agricultores a desenvolver cultivos mais resistentes ao estresse luminoso.

Phys.org Biology 🤖 Traduzido por IA 1 de junho às 10:40

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultores podem usar esse conhecimento para desenvolver cultivos mais resistentes ao estresse luminoso.
  • Pesquisadores podem aplicar o sensor de UV-B em plantas de interesse comercial para aumentar a tolerância ao sol.
  • Entusiastas de plantas podem compreender melhor como espécies como a Marchantia se protegem em ambientes tropicais.
Atualizado em 01/06/2026

Contexto e relevância para a botânica

A radiação ultravioleta-B (UV-B) é um dos principais estresses ambientais para as plantas, especialmente em regiões tropicais como o Brasil. Ao longo da evolução, as plantas desenvolveram mecanismos sofisticados para detectar e responder a essa luz prejudicial, equilibrando crescimento e proteção. O estudo da Universidade de Genebra foca na Marchantia polymorpha, uma planta ancestral que mantém características das primeiras plantas terrestres, oferecendo uma janela única para entender como esses sistemas evoluíram há 400 milhões de anos.

Mecanismos e descobertas

Os pesquisadores descobriram que a Marchantia polymorpha possui um receptor de UV-B que ativa vias de sinalização responsáveis por ajustar o crescimento e a produção de compostos de proteção, como flavonoides. Esse sistema é semelhante ao encontrado em plantas modernas, mas mais simples, indicando uma origem antiga. O equilíbrio entre crescimento e proteção é crucial: em excesso, a proteção pode inibir o desenvolvimento, enquanto a falta dela leva a danos por UV-B.

Implicações práticas

Agricultura: Com as mudanças climáticas aumentando a exposição solar, esse conhecimento pode ser usado para desenvolver cultivos mais resistentes ao estresse luminoso, como soja e milho no Brasil.

Meio ambiente: Ajuda a prever como plantas nativas de ecossistemas tropicais, como a floresta amazônica, responderão ao aumento de UV-B.

Saúde: Entender os mecanismos de proteção pode inspirar estratégias para proteger plantas medicinais de interesse farmacêutico.

Espécies envolvidas

A espécie central é a Marchantia polymorpha, uma hepática que representa um modelo para o estudo da evolução das plantas terrestres. Outras plantas relacionadas, como musgos e samambaias, também podem compartilhar mecanismos similares.

Aplicação no Brasil ou regiões tropicais

No Brasil, a radiação UV-B é intensa devido à localização equatorial. Esse estudo pode beneficiar a agricultura tropical, especialmente em culturas como café, cana-de-açúcar e frutas, que são expostas a altos níveis de luz solar. Além disso, a Marchantia polymorpha é encontrada em áreas úmidas do país, servindo como bioindicador de estresse ambiental.

Próximos passos da pesquisa

Os cientistas planejam investigar como esse mecanismo ancestral se compara com o de plantas mais evoluídas, como as angiospermas. Também pretendem testar a manipulação do sensor de UV-B em cultivos para aumentar a tolerância ao estresse, abrindo caminho para biotecnologias agrícolas mais resilientes.

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