O cientista brasileiro que liderou a digitalização de 400 anos de história da flora do planeta

400 anos de plantas em 6,4 milhões de scans: um brasileiro liderou isso.

O botânico Alexandre Antonelli digitalizou o acervo do Kew Gardens, inspirado por um projeto brasileiro.

Em 3 pontos

  • Alexandre Antonelli liderou a digitalização de 6,4 milhões de espécimes do Kew Gardens.
  • O megaprojeto britânico foi inspirado em uma iniciativa brasileira de digitalização.
  • O acervo abrange 400 anos de história da flora global.
O cientista brasileiro que liderou a digitalização de 400 anos de história da flora do planeta

Alexandre Antonelli, primeiro pesquisador do país a liderar a área científica do Kew Gardens de Londres, detalha à Agência FAPESP como foi o esforço de escanear 6,4 milhões de espécimes de plantas e revela que o megaprojeto britânico foi inspirado em uma iniciativa brasileira

Elton Alisson 18 de junho às 17:41

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultores podem acessar dados históricos de plantas para melhorar cultivos.
  • Pesquisadores brasileiros usam o acervo para estudar espécies tropicais.
  • Entusiastas identificam plantas raras com as imagens digitalizadas.
  • Conservacionistas monitoram mudanças na flora ao longo dos séculos.
Atualizado em 19/06/2026

Contexto e Relevância

A digitalização de 6,4 milhões de espécimes botânicos do Kew Gardens, liderada pelo brasileiro Alexandre Antonelli, representa um marco na botânica global. Esse acervo cobre 400 anos de coletas e é crucial para entender a evolução e distribuição das plantas. A iniciativa foi inspirada por um projeto brasileiro, destacando a liderança nacional em ciência.

Mecanismos e Descobertas

O processo envolveu escaneamento de alta resolução, metadados associados e inteligência artificial para catalogação. As imagens permitem análises taxonômicas e ecológicas sem manipular espécimes frágeis. Espécies como *Coffea arabica* e *Hevea brasiliensis* estão no acervo, revelando padrões de dispersão e adaptação.

Implicações Práticas

Na agricultura, os dados ajudam a selecionar variedades resistentes a SAIs. Na conservação, mapas históricos mostram áreas degradadas. Na saúde, plantas medicinais como *Cincona officinalis* (fonte de quinino) têm registros para pesquisa. No Brasil, a digitalização facilita o estudo da Amazônia e da Mata Atlântica, biomas com alta biodiversidade.

Espécies e Regiões Tropicais

O acervo inclui espécies brasileiras como *Paubrasilia echinata* (pau-brasil) e *Bertholletia excelsa* (castanha-do-pará). Para regiões tropicais, os dados auxiliam no manejo de culturas como cacau e café, além de subsidiar políticas de restauração ecológica.

Próximos Passos

A pesquisa visa integrar os dados com genomas e imagens de satélite, criando um sistema de monitoramento global. No Brasil, espera-se expandir a digitalização para herbários regionais, fortalecendo a ciência cidadã e a conservação da flora.

💬 Comentários

Seja o primeiro a comentar esta notícia.

(*) SAI: Servidores Ambientais Indesejados

📬
Receba novidades sobre plantas por e-mail Resumo semanal com as principais notícias. para se inscrever.