O cientista brasileiro que liderou a digitalização de 400 anos de história da flora do planeta
400 anos de plantas em 6,4 milhões de scans: um brasileiro liderou isso.
O botânico Alexandre Antonelli digitalizou o acervo do Kew Gardens, inspirado por um projeto brasileiro.
Em 3 pontos
- Alexandre Antonelli liderou a digitalização de 6,4 milhões de espécimes do Kew Gardens.
- O megaprojeto britânico foi inspirado em uma iniciativa brasileira de digitalização.
- O acervo abrange 400 anos de história da flora global.
Alexandre Antonelli, primeiro pesquisador do país a liderar a área científica do Kew Gardens de Londres, detalha à Agência FAPESP como foi o esforço de escanear 6,4 milhões de espécimes de plantas e revela que o megaprojeto britânico foi inspirado em uma iniciativa brasileira
🧭 O que isso muda para você
Contexto e Relevância
A digitalização de 6,4 milhões de espécimes botânicos do Kew Gardens, liderada pelo brasileiro Alexandre Antonelli, representa um marco na botânica global. Esse acervo cobre 400 anos de coletas e é crucial para entender a evolução e distribuição das plantas. A iniciativa foi inspirada por um projeto brasileiro, destacando a liderança nacional em ciência.
Mecanismos e Descobertas
O processo envolveu escaneamento de alta resolução, metadados associados e inteligência artificial para catalogação. As imagens permitem análises taxonômicas e ecológicas sem manipular espécimes frágeis. Espécies como *Coffea arabica* e *Hevea brasiliensis* estão no acervo, revelando padrões de dispersão e adaptação.
Implicações Práticas
Na agricultura, os dados ajudam a selecionar variedades resistentes a SAIs. Na conservação, mapas históricos mostram áreas degradadas. Na saúde, plantas medicinais como *Cincona officinalis* (fonte de quinino) têm registros para pesquisa. No Brasil, a digitalização facilita o estudo da Amazônia e da Mata Atlântica, biomas com alta biodiversidade.
Espécies e Regiões Tropicais
O acervo inclui espécies brasileiras como *Paubrasilia echinata* (pau-brasil) e *Bertholletia excelsa* (castanha-do-pará). Para regiões tropicais, os dados auxiliam no manejo de culturas como cacau e café, além de subsidiar políticas de restauração ecológica.
Próximos Passos
A pesquisa visa integrar os dados com genomas e imagens de satélite, criando um sistema de monitoramento global. No Brasil, espera-se expandir a digitalização para herbários regionais, fortalecendo a ciência cidadã e a conservação da flora.
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