Mesmo em áreas dominadas pela agricultura, onça-parda mantém funções ecológicas importantes

Onça-parda sobrevive e atua como guardiã ecológica em meio a canaviais.

Predador topo de cadeia mantém funções ecológicas mesmo em áreas dominadas por monocultura.

Em 3 pontos

  • Onça-parda foi registrada todos os meses em paisagem agrícola de cana-de-açúcar.
  • Predador controla populações de herbívoros, protegendo a vegetação nativa remanescente.
  • Estudo mostra que conservação pode coexistir com agricultura intensiva.
Foto: Sergej ***** / Pexels
Mesmo em áreas dominadas pela agricultura, onça-parda mantém funções ecológicas importantes

A presença contínua da onça-parda (Puma concolor) em uma paisagem composta majoritariamente por plantações de cana-de-açúcar demonstra que o predador continua exercendo um papel potencialmente essencial na manutenção da biodiversidade. Essa é a principal conclusão de um estudo realizado em Iracemápolis, São Paulo, que registrou a presença da espécie durante todos os meses do ano, […]

Agência Bori 23 de julho às 10:24

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultor pode monitorar onças-pardas com armadilhas fotográficas para avaliar saúde do ecossistema.
  • Pesquisador pode usar dados de presença para modelar corredores ecológicos entre fragmentos florestais.
  • Produtor rural pode adotar práticas de manejo que reduzam conflitos, como cercas elétricas em apiários.
  • Entusiasta de plantas pode observar que a predação indireta favorece a regeneração de espécies nativas.
  • Gestor ambiental pode planejar áreas de preservação permanente dentro de propriedades agrícolas.
Atualizado em 23/07/2026

Contexto e relevância para botânica

A onça-parda (Puma concolor) é um predador de topo que regula populações de herbívoros, como capivaras e veados, que podem danificar plantações e florestas. Em paisagens agrícolas dominadas por cana-de-açúcar, sua presença indica resiliência ecológica. O estudo em Iracemápolis, SP, mostra que mesmo com 70% da área ocupada por monocultura, o felino mantém seu papel ecológico, beneficiando indiretamente a vegetação nativa ao controlar a herbivoria.

Mecanismos e descobertas

Pesquisadores usaram armadilhas fotográficas e análise de DNA fecal para confirmar a presença contínua da onça-parda. A espécie utiliza fragmentos florestais remanescentes e bordas de canaviais como corredores. A predação sobre herbívoros reduz a pressão sobre plântulas e árvores jovens, permitindo a regeneração natural de espécies como jequitibá-rosa (Cariniana legalis) e pau-brasil (Paubrasilia echinata). A ausência de conflitos com humanos sugere que a onça se adaptou à matriz agrícola.

Implicações práticas

• Agricultura: produtores podem se beneficiar do controle natural de SAIs e herbívoros, reduzindo perdas e uso de defensivos.

Meio ambiente: a onça-parda atua como espécie guarda-chuva, protegendo todo o ecossistema.

• Saúde: ao controlar capivaras, reduz risco de doenças como febre maculosa.

• Ecossistemas: manutenção de corredores ecológicos entre fragmentos florestais.

Espécies de plantas envolvidas

A vegetação nativa inclui espécies como jequitibá-rosa, pau-brasil, ipê-amarelo (Handroanthus albus) e palmito-juçara (Euterpe edulis), todas beneficiadas pela redução da herbivoria.

Aplicação no Brasil ou regiões tropicais

O estudo serve de modelo para outras regiões agrícolas brasileiras, como o Cerrado e a Mata Atlântica, onde a cana-de-açúcar e soja dominam. Estratégias de conservação podem ser replicadas em áreas de fronteira agrícola na Amazônia.

Próximos passos da pesquisa

• Expandir o monitoramento para outras paisagens agrícolas.

• Avaliar o impacto da onça-parda na regeneração de espécies vegetais ameaçadas.

• Desenvolver protocolos de manejo para minimizar conflitos com agricultores.

• Investigar a conectividade genética entre populações do felino em matrizes agrícolas.

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(*) SAI: Servidores Ambientais Indesejados

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