Açúcares de tricomas de tomate silvestre inibem lagartas minadoras e de vida livre

Tomate silvestre tem açúcar que envenena lagartas por dentro das folhas.

Acilaçúcares de tricomas do tomate silvestre são transportados para dentro das folhas e matam lagartas minadoras.

Em 3 pontos

  • Acilaçúcares dos tricomas do tomate silvestre Solanum pennellii inibem a traça-do-tomateiro.
  • Esses compostos são translocados para o mesofilo foliar durante a infestação das lagartas.
  • O transportador SpABCB5 é responsável por levar os acilaçúcares para dentro da folha.
Foto: Quang Nguyen Vinh / Pexels
Açúcares de tricomas de tomate silvestre inibem lagartas minadoras e de vida livre

Pesquisadores descobriram que os acilaçúcares produzidos pelos tricomas do tomate silvestre Solanum pennellii são eficazes contra a traça-do-tomateiro (Phthorimaea absoluta), mesmo quando as larvas se alimentam no interior das folhas. Análises de alta resolução mostraram que esses compostos são translocados para o mesofilo foliar durante a infestação. A descoberta é crucial para a agricultura, pois revela um mecanismo natural de defesa que pode ser explorado no melhoramento genético do tomate cultivado. Além disso, identificou-se o transportador SpABCB5 como responsável por esse processo, abrindo caminho para o desenvolvimento de variedades mais resistentes a SAIs sem uso de pesticidas.

Sun, Z., Pan, X., Bi, S., Zhang, Y., Dun, J., Mahesati, D., Lin, Y., Fu, Y., Gao, Y., Xu, X., Chen, N., Xing, J., Ye, W., Ji, M., Baldwin, I. T., Li, J. 🤖 Traduzido por IA 4 de junho às 06:44

🧭 O que isso muda para você

  • Melhoramento genético do tomate cultivado para expressar o transportador SpABCB5 e produzir mais acilaçúcares.
  • Uso de extratos de S. pennellii como bioinseticida em cultivos de tomate.
  • Desenvolvimento de variedades de tomate resistentes sem necessidade de pesticidas sintéticos.
  • Aplicação em outras culturas atacadas por lagartas minadoras, como batata e berinjela.
Atualizado em 04/06/2026

Contexto e relevância para a botânica

A traça-do-tomateiro (Phthorimaea absoluta) é uma SAI devastadora que causa perdas significativas na produção de tomate no Brasil e em regiões tropicais. O controle químico é caro e prejudicial ao ambiente, tornando urgente a busca por defesas naturais. Pesquisadores descobriram que o tomate silvestre Solanum pennellii possui tricomas glandulares que produzem acilaçúcares, compostos que inibem o desenvolvimento de lagartas, mesmo quando elas se alimentam no interior das folhas (minadoras). Essa descoberta é crucial para a botânica, pois revela um mecanismo de defesa sistêmico pouco conhecido.

Mecanismos e descobertas

Análises de alta resolução mostraram que, durante a infestação, os acilaçúcares são translocados dos tricomas para o mesofilo foliar, onde as lagartas se alimentam. O transportador SpABCB5, identificado como o responsável por esse processo, permite que os compostos atinjam o local da infecção. Esse mecanismo natural de defesa é eficaz contra lagartas de vida livre e minadoras, pois os acilaçúcares atuam como inibidores alimentares e tóxicos.

Implicações práticas

• Agricultura: Possibilidade de desenvolver variedades de tomate (Solanum lycopersicum) que expressem o transportador SpABCB5, aumentando a resistência à traça sem uso de agrotóxicos.

Meio ambiente: Redução da aplicação de pesticidas, proteção de polinizadores e menor contaminação do solo e água.

• Saúde: Alimentos mais saudáveis, com menos resíduos químicos.

• Ecossistemas: Uso de bioinseticidas naturais à base de extratos de S. pennellii, beneficiando agricultores familiares e orgânicos.

Espécies envolvidas

A espécie silvestre Solanum pennellii é a fonte dos acilaçúcares, e o tomate cultivado (Solanum lycopersicum) é o alvo do melhoramento genético. Outras solanáceas como batata (Solanum tuberosum) e berinjela (Solanum melongena) também podem se beneficiar.

Aplicação no Brasil ou regiões tropicais

No Brasil, a traça-do-tomateiro é uma SAI-chave em todas as regiões produtoras. A descoberta pode ser aplicada diretamente no melhoramento de variedades adaptadas ao clima tropical, reduzindo perdas e custos. Além disso, o uso de bioinseticidas pode ser integrado ao manejo ecológico de SAIs (MIP), especialmente na agricultura familiar.

Próximos passos da pesquisa

Os cientistas pretendem clonar o gene SpABCB5 e inseri-lo em variedades comerciais de tomate, testando a eficácia em campo. Também investigarão se outros transportadores podem ampliar o espectro de ação contra diferentes SAIs. Estudos de segurança alimentar e impacto ambiental serão realizados antes da liberação comercial.

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(*) SAI: Servidores Ambientais Indesejados

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