Fungos subterrâneos formam rede de mais de 100 quadrilhões de km, aponta estudo

Fungos subterrâneos criam rede maior que 50 mil sistemas solares.

Fungos micorrízicos formam uma rede global que conecta e nutre a maioria das plantas.

Em 3 pontos

  • Rede de hifas se estende por mais de 100 quadrilhões de km no solo.
  • Fungos trocam nutrientes e água por carbono com mais de 70% das plantas.
  • Essa simbiose ajuda a armazenar carbono e regular o clima global.
Foto: Tatianna / Pexels
Fungos subterrâneos formam rede de mais de 100 quadrilhões de km, aponta estudo

Um estudo inédito mapeou globalmente os fungos micorrízicos arbusculares, revelando que suas redes de hifas no solo somam mais de 100 quadrilhões de quilômetros. Essa extensão equivale a viajar da Terra ao Sol quase 750 milhões de vezes, destacando a escala colossal desses organismos. Esses fungos formam parcerias essenciais com mais de 70% das plantas, trocando nutrientes e água por carbono. Além de sustentar a vida vegetal, eles ajudam a regular o clima ao armazenar carbono no solo, o que é crucial para agricultores e a conservação da natureza.

Pippa Neill and Patrick Barkham 🤖 Traduzido por IA 11 de junho às 15:00

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultores podem reduzir fertilizantes ao promover fungos micorrízicos no solo.
  • Pesquisadores usam a rede para entender a ciclagem de carbono em ecossistemas.
  • Entusiastas de plantas podem inocular mudas com fungos para melhorar absorção de nutrientes.
  • Conservacionistas mapeiam áreas com alta diversidade de fungos para proteger solos.
Atualizado em 11/06/2026

Contexto e Relevância

Os fungos micorrízicos arbusculares (FMAs) são organismos subterrâneos que formam associações simbióticas com as raízes de mais de 70% das plantas terrestres. Até recentemente, a escala global dessas redes era desconhecida. Um estudo inédito mapeou a extensão das hifas desses fungos, revelando uma rede que soma mais de 100 quadrilhões de quilômetros – o suficiente para viajar da Terra ao Sol quase 750 milhões de vezes. Essa descoberta transforma nossa compreensão sobre a conectividade e a importância ecológica dos solos.

Mecanismos e Descobertas

Os FMAs funcionam como extensões das raízes das plantas, aumentando a área de absorção de água e minerais, especialmente fósforo e nitrogênio. Em troca, as plantas fornecem carbono orgânico aos fungos. A rede de hifas, composta por filamentos microscópicos, entrelaça o solo em uma vasta teia que conecta indivíduos de diferentes espécies vegetais, permitindo a transferência de nutrientes e sinais químicos entre plantas. O estudo utilizou modelos baseados em dados globais de biomassa de fungos e densidade de hifas para calcular a extensão total, revelando que essa rede é um dos maiores sistemas biológicos contínuos do planeta.

Implicações Práticas

Agricultura: A promoção de FMAs no solo reduz a necessidade de fertilizantes sintéticos, melhora a resistência das culturas à seca e aumenta a produtividade. No Brasil, práticas como plantio direto e rotação de culturas favorecem esses fungos, beneficiando soja, milho e café.

Meio Ambiente: A rede de hifas atua como um reservatório de carbono, ajudando a mitigar as mudanças climáticas ao estabilizar matéria orgânica no solo. A conservação de solos com alta diversidade de FMAs é essencial para ecossistemas tropicais, como a Amazônia.

Saúde do Ecossistema: A conectividade entre plantas via fungos pode alertar sobre estresses ambientais, como patógenos ou poluentes, permitindo respostas coordenadas.

Espécies Envolvidas

As plantas mais dependentes de FMAs incluem gramíneas (milho, arroz, trigo), leguminosas (feijão, soja) e árvores tropicais (pau-brasil, ipê). Fungos do filo Glomeromycota, como *Rhizophagus irregularis*, são os principais responsáveis pela rede.

Aplicação no Brasil

O país, com vastas áreas agrícolas e florestais, pode se beneficiar diretamente: o manejo de FMAs em solos de Cerrado e Amazônia aumenta a fixação de carbono e reduz custos com insumos. Iniciativas de bioinsumos já comercializam inoculantes à base desses fungos para culturas como cana-de-açúcar e eucalipto.

Próximos Passos

Pesquisas futuras devem investigar como as mudanças climáticas e o desmatamento afetam a integridade dessa rede. Também é crucial desenvolver técnicas de mapeamento local para orientar agricultores e políticas de conservação do solo.

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