A petrolífera estatal brasileira e a empresa indiana Bharat Petroleum assinaram hoje um memorando de entendimento, comprometendo-se a estudar a viabilidade de impulsionar o álcool e o biodiesel como combustíveis alternativos na Índia, noticia a agência Efe.
Tiago Figueiredo Silva
“O objectivo do memorando é realizar estudos técnicos nas áreas de logística e comercialização de etanol e de biodiesel, com o objectivo de permitir a sua exportação para a Índia e para outros mercados no exterior”, afirma um comunicado divulgado pela Petrobras.
O acordo foi assinado hoje no Rio de Janeiro pelo director de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e pelo director-executivo da Bharat Petroleum, Sanjay Krishnamurti.
A estatal indiana tem uma forte actuação na refinação de petróleo e na distribuição de combustíveis na Índia, o segundo maior mercado da Ásia. A companhia pretende começar a misturar álcool com gasolina para reduzir os preços e as emissões de gases poluentes.
A Bharat Petroleum, segundo a Petrobras, também está interessada “em desenvolver oportunidades de negócios na comercialização internacional de etanol”.
A Petrobras já actua na Índia em associação com a ONGC (Oil and Natural Gas Corporation), a maior petrolífera indiana, com a qual assinou um acordo para operar em três áreas de concessão em águas profundas em Junho do ano passado.
Também em Junho de 2006, numa visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia, os dois países assinaram um acordo para a cooperaração na área de biocombustíveis.
O Brasil e a Índia são os dois maiores produtores mundiais de cana-de-açúcar.
O Governo Federal tem assinado nos últimos tempos diversos acordos com outros países para estimular a produção e o consumo de biocombustíveis no mundo, e a Petrobras espera beneficiar desses compromissos.
A empresa prevê investir 1,5 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos em projectos de biocombustíveis e pretende elevar as suas exportações de etanol dos 120 milhões de litros de 2006 para os 4,75 mil milhões de litros até 2012.
Fonte: [ Diário Econômico ]
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