Produção de salsa, manjericão, orégano e sálvia pode ser fonte de renda para famílias rurais
Pequenos produtores poderão gerar renda com cultivo de aromáticas e transformá-las, com tecnologia básica, em aromáticas desidratadas para comercialização. A alternativa chega através de um processo que vem sendo testado por docentes e alunos da disciplina de Plantas Medicinais e Aromáticas, do departamento de Produção Vegetal (LPV), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
Com o objetivo de promover o desenvolvimento tecnológico para produção de aromáticas destinada aos produtores rurais, atualmente, os pesquisadores da Esalq realizam experimentos no setor de horticultura e no laboratório de clínica de plantas com a salsa, porém eles destacam que esse mesmo processo pode ser utilizado em outras aromáticas como manjericão, orégano, tomilho e sálvia.
O que mais chama atenção nesses produtos é o fato das aromáticas serem importadas para o Brasil. A produção dessas espécies desidratadas pode ser uma atividade para o pequeno produtor brasileiro desenvolver junto à sua família, já que a maioria das regiões do estado de São Paulo e de Minas Gerais possui clima favorável para esse tipo de cultura.
Para cultivar plantas aromáticas é necessário somente um ou dois hectares de terra, onde é possível repetir seis a sete vezes o plantio no mesmo local ao longo do ano.
O processo consiste em colher a salsa, colocá-la numa câmara frigorífica por um ou dois dias e na seqüência fazer a cura, ou seja, deixá-la na sombra para descansar. Após esses procedimentos a salsa passa pelo processo de secagem em estufa a 45°C. Para finalizar é necessário fragmentar manualmente o material seco numa peneira de arroz ou feijão. O produto final deve ser comercializado em seis meses.
Utilizando-se desse processo, a salsa desidratada desenvolvida na Esalq, se comparada às desidratadas originárias de matéria prima importada, atinge uma qualidade superior, pois apresenta uma coloração mais viva e natural, sem esquecer do aroma original da planta.
Esse trabalho será apresentado na Agrifam 2007, a maior feira do agronegócio familiar no Brasil, de 2 a 5 de agosto, em Agudos (SP). Lá, os pesquisadores além de informar sobre o processo aos pequenos produtores, deverão orientá-los para que cada um deles plante uma aromática diferente e juntos tentem formar uma associação que possa comercializar seus produtos. O mais importante disso tudo é que todos poderão trabalhar com um número menor de câmaras ou estufas para baratear o investimento.
Fonte: [ Gazeta de Piracicaba ]
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