Em espaço de 150 hectares foram destruídas 217 árvores nativas centenárias; no local será plantada cana-de-açúcar
José Carlos Moreira/Agência BOM DIA
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| Em primeiro plano, homem observa árvore nativa arrancada em propriedade na região de Rio Preto; ao fundo, outras espécies que tiveram o mesmo destino |
A Polícia Ambiental de Rio Preto flagrou ontem a destruição de árvores nativas centenárias em uma fazenda em Macaúbas, distrito de Mirassolândia.
As 217 árvores foram arrancadas por tratores para dar lugar ao plantio de cana-de-açúcar.
O desmatamento foi descoberto pela Polícia Ambiental depois de denúncia anônima.
Mas a polícia afirma que o crime vinha sendo praticado havia uma semana.
A fazenda pertence ao filho de um juiz da região. O nome dele não foi divulgado pela polícia.
A preparação do solo para o cultivo da cana atingiu também área de preservação permanente de uma nascente.
No local, existiam árvores de espécies como ipê, óleo de copaíba, barbatimão, faveiro, amendoim bravo e tamboril. Cada uma tinha entre 40 a 50 metros de altura.
De acordo com o tenente Luís Antônio Vaserino, comandante da 1ª Companhia da Polícia Ambiental, para arrancar as árvores, o proprietário precisa ter autorização do DEPRN (Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais), o que não existia.
Ainda segundo o tenente, o dono teria afirmado que tentou obter o licenciamento, mas não conseguiu por problemas burocráticos.
“As pessoas não têm paciência de esperar pela documentação porque visam lucro a curto prazo”.
Vaserino diz que a área desmatada ficará sem resfriamento da terra, podendo até atingir o efeito estufa.
As árvores serão apreendidas. Caso o dono tenha interesse em aproveitar a madeira, ele terá de regularizar a situação com o DEPRN, além de cumprir medidas compensatórias para reparar os danos causados ao meio ambiente.
O proprietário será autuado administrativamente pela Polícia Ambiental.
O caso também será encaminhado ao Ministério Público.
A pena para este tipo de crime varia de multa a plantio de novas árvores.
Para cada espécie arrancada, outras 20 deverão ser plantadas.
De acordo com a Polícia Ambiental, no mês passado foram identificados cinco desmatamentos em propriedades rurais nas proximidades do município de Mirassolândia.
Todos os proprietários das áreas flagradas pela Polícia Ambiental foram autuados por crime ambiental e serão processados.
Fonte: [ Jornal BOM DIA ]
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