O caminho mais comum para neutralizar emissões de gases que provocam o aquecimento global são as árvores. Mas não basta plantá-las, é preciso saber quais espécies absorvem mais carbono (CO2) e preservá-las, já que as árvores crescem lentamente. É preciso cuidar delas, para que cresçam saudáveis e possam retirar bastante CO2 da atmosfera.
Plantar árvores requer um planejamento, é necessário que as pessoas invistam em conhecimento sobre elas. É preciso saber como é a raiz, como vai crescer, se está debaixo de um fio, se está próximo a manancial de água, se pode estourar uma calçada ou levantar uma casa. Porque não adianta nada plantar hoje e em dez anos ter de cortá-la, explica Marcos Buckeridge, botânico do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo.
Um estudo desenvolvido pelo instituto aponta que as cinco espécies que mais absorvem CO2 são: feijão-do-mato (expectativa de vida: 5 a 10 anos), guapuruvu (25 a 30 anos), pau-jacaré (25 a 30 anos), jacarandá-da-bahia (50 a 100 anos) e jatobá (acima de 100 anos).
Apesar de as plantas que crescem mais rápido capturarem mais CO2, elas duram menos tempo. Quando as de menor expectativa de vida tiverem com 20 anos, o jatobá é um jovenzinho. Então a solução é que se faça um jardim com a quaresmeira e o jatobá juntos, pois assim o ciclo de absorção é mantido, afirma o biólogo.
Quem não pretende plantar uma árvore no quintal de casa ou na calçada pode fazer sua parte cuidando das já existentes. Segundo Buckeridge, árvore bem cuidade seqüestra muito mais carbono. Adubar, podar corretamente, aguar. Cuidando da árvore, ela também gera uma madeira melhor.
Outra opção é contribuir com organizações não-governamentais que cuidam do plantio de espécies nativas diversas e tomam todos os cuidados necessários. Por exemplo, a SOS Mata Atlântica e a Iniciativa Verde desenvolvem programas de reflorestamento.
Em São Paulo, quem vive na Zona Leste ou no centro velho tem de plantar árvores, já quem reside na Zona Oeste tem de cuidar, já que é uma área bastante arborizada, diz o biólogo. Quanto mais árvores, menor é a temperatura local. Uma área coberta por árvores diminui a incidência de luz do sol de 95% a 97%. Na capital paulista, pode haver uma diferença de 7ºC no mesmo horário do dia, por influência da vegetação.
Seja qual for a opção para neutralizar suas emissões, Buckeridge alerta para não consumir em estabelecimentos que não tenham uma árvore plantada na calçada. É um ato simples, mas que em alguns anos fará uma boa diferença.
Fonte: [ IParaíba ]
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