Modificação genética cria semente comestível de algodão

AP

Embora o algodão comum dê um óleo comestível, o conteúdo de proteína da semente é impróprio para consumo humano, por conta da presença de uma toxina

WASHINGTON – O algodão, que por milhares de anos foi uma das culturas mais importantes para a produção de roupas e abrigo, poderá se tornar, também, uma fonte de alimento. Um produto químico chamado gossipol torna a semente de algodão tóxica para o ser humano, embora essas sementes sejam usadas para alimentar gado, que é menos afetado pela substância.

Agora, pesquisadores da Universidade Texas A&M modificaram geneticamente o algodão para gerar sementes livres de gossipol. É um avanço que, segundo os cientistas envolvidos, poderá oferecer uma nova fonte de proteína a milhões de pessoas. O trabalho da equipe aparecerá na edição desta terça-feira, 21, do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Segundo o pesquisador Keerti Rathore, as plantas modificadas continuam a ter gossipol no caule e nas folhas, onde a substância ajuda a repelir insetos, mas a concentração na semente é bastante reduzida.

Em todo o mundo, 44 milhões de toneladas de semente de algodão são produzidas a cada ano. O algodão é cultivado em 80 países, e as sementes são 23% proteína, diz Rathore. Elas são prensadas para a extração de óleo, e nos EUA cerca de metade do material descartado na prensagem vira ração animal.

Mas, sem o gossipol, a massa prensada poderia dar origem a uma farinha, a ser usada na culinária. Rathore disse ainda não ter provado a massa de farinha de algodão, mas que outros pesquisadores, que haviam criado um outro tipo de algodão sem gossipol, já. Eles informaram um sabor agradável, segundo o cientista.

Infelizmente, a técnica anterior eliminava o gossipol de toda a planta, o que a tornava vulnerável a pragas.

Fonte: Estadão


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Autor: Anderson Porto

Desenvolvedor do projeto Tudo Sobre Plantas

Um comentário em “Modificação genética cria semente comestível de algodão”

  1. Como se não existisse proteína suficiente de milhares de outras fontes… Desculpa esfarrapada para os transgênicos.

Os comentários estão desativados.

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