17/11/2006
Fonte: Valor Econômico – SP
Editoria: Opinião, A-11
Da redação
“A matéria ´Sinais de resistência transgênica a herbicida´, publicada pelo Valor (16/11), que aponta a soja geneticamente modificada como responsável por crescimento do uso de agrotóxicos no país, traz informações que merecem releitura. A reportagem aborda o aumento do uso do glifosato entre 2000 e 2004, e não da totalidade de agrodefensivos utilizados no período. A utilização do glifosato nas lavouras transgênicas elimina a necessidade de diversas outras aplicações de diferentes herbicidas, reduzindo o volume total de defensivos agrícolas liberados no solo. De acordo com dados do instituto britânico PG Economics, só em 2004, a adoção da soja geneticamente modificada foi responsável pela economia de 1.116,667 Kg de herbicidas no Brasil.
Outro ponto são as porcentagens de crescimento do uso do glifosato. No Mato Grosso, registrou-se um aumento de 93% da utilização do agrodefensivo, diante de uma elevação de 95% de áreas plantadas de soja. Já os dados referentes ao Brasil não consideraram a redução do uso de outros defensivos. O glifosato é o menos impactante dos herbicidas e tem sido usado em substituição a outros agrodefensivos, cujos resíduos permanecem por até 300 dias no solo.
Por fim, a matéria afirma que pesquisa desenvolvida pela Embrapa Trigo reforçaria a suposta elevação do uso de agrotóxicos por mostrar a relação entre o aumento da resistência de espécies de ervas daninhas em decorrência do uso contínuo de glifosato, mas é difícil apontar esta relação com os transgênicos, pois a resistência é um fenômeno natural que pode ocorrer em outras práticas agrícolas.”
Anderson Galvão – Diretor da Céleres e membro do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB)
Resposta do repórter Mauro Zanatta: A matéria aborda o crescimento no consumo dos 15 principais herbicidas usados na soja, mas ressalta maior elevação no glifosato, segundo o Ibama. Também diz que no RS o uso cresceu 106% nos principais herbicidas e 162% no glifosato, enquanto a área plantada expandiu-se apenas 38%.
Relata, ainda, que o volume de agrotóxicos não diminuiu, mas que houve uma substituição pelo glifosato, segundo o pesquisador Leandro Vargas. Ele afirma haver uma relação entre o aumento da resistência das ervas daninhas e o uso contínuo, excessivo e incorreto do glifosato.
Fonte: CIB
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