Yara Aquino, da Agência Brasil
Brasília – Semente geneticamente modificada é aquela onde são inseridos gens que alteram a planta. No caso do algodão, por exemplo, a semente pode receber gens de uma bactéria que produz proteínas para o controle de insetos. Outras variedades podem ser produzidas como, por exemplo, para resistência a um certo tipo de herbicida que controla as ervas daninhas.
O resultado é a redução do uso de agrotóxicos na cultura de algodão, o que significa redução de gastos. “São feitas hoje cerca de 20 aplicações de inseticida no algodão brasileiro para controle de insetos. Com o transgênico, acreditamos que vai haver redução de 25% no uso de inseticida”, afirma o engenheiro agrônomo Wilhelmus Uitdewilligen, que integra a Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão.
Os ecologistas, entretanto, são contra o uso das sementes geneticamente modificadas. Eles alegam que o cultivo seria prejudicial para o meio ambiente. Como o algodão é uma planta de polinização cruzada – ou seja, o pólen pode fecundar outras plantas distantes – variedades selvagens da planta poderiam ser contaminadas com pólen das transgênicas, resultando na destruição de espécies nativas.
O agrônomo discorda dos ecologistas e afirma que não há resultados científicos que comprovem danos dos transgênicos ao meio ambiente ou à saúde humana. Para ele, os pontos positivos são os que prevalecem. “Com a redução de custos e o menor emprego de inseticidas, teremos a melhora da competitividade da cotonicultura mundial”, afirma.
O plantio do algodão geneticamente modificado foi liberado no Brasil pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
Na opinião de Uitdewilligen, o país acumula atraso de dez anos em relação aos países que já usam a semente, o que compromete a competitividade do produto brasileiro. “Estamos com dez anos de atraso em relação aos nossos concorrentes internacionais como Estados Unidos, China, Índia e Austrália que já estão comercializando essed produtos há mais tempo”.
Fonte: [ Jornal da Mídia ]
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“Os ecologistas, […] alegam que o cultivo seria prejudicial para o meio ambiente. Como o algodão é uma planta de polinização cruzada – ou seja, o pólen pode fecundar outras plantas distantes – variedades selvagens (o termo correto não seria “crioulas” ???) da planta poderiam ser contaminadas com pólen das transgênicas, resultando na destruição de espécies nativas.”
“O agrônomo (qual o nome dele?) discorda dos ecologistas e afirma que não há resultados científicos que comprovem danos dos transgênicos ao meio ambiente ou à saúde humana.”
Então o agrônomo (cadê o nome do agrônomo?) concorda que a contaminação ocorre, ou não? Como certificar uma plantação de algodão não-transgênico então?
Eis que…
IMA estuda aparecimento de virose atípica na cotonicultura
O surgimento de uma virose atípica em algodoeiro, na safra 2007/2008, com características de “doença azul”, em cultivares antes resistentes ao vírus, está preocupando os produtores de Mato Grosso. Diante dessa ocorrência, o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMA/MT) está patrocinando a visita de especialistas de inúmeras instituições de pesquisa para discutir e combater a situação.
Os virologistas e fitopatologistas, que realizaram visitas neste mês em áreas problemáticas nos municípios de Campo Verde e Primavera do Leste, são unânimes em dizer que a hipótese mais provável para explicar o fato é a mudança do vírus do “Mosaico das nervuras forma Ribeirão Bonito”, também chamado virose ou “doença azul”, em um variante genético do vírus.
Essas mudanças no patógeno, de acordo com o fitopatologista do IMA/MT, Rafael Galbieri, seriam responsáveis pela reação de patogenicidade nas cultivares comerciais. “Cultivares antes caracterizadas como resistentes ao agente causal da doença azul podem agora apresentar sensibilidade a esta nova forma do vírus”, alerta.
Segundo o fitopatologista, levando em conta o caráter emergencial da questão, os especialistas convidados pelo IMA destacaram alguns pontos a serem considerados para tentar minimizar o problema na safra atual e nas subsequentes. O primeiro deles é voltar a controlar o pulgão (Aphis gossypii) como vetor e não unicamente como praga. Com isso, é possível abaixar os níveis de controle e levar em conta a incidência da doença em genótipos antes considerados resistentes.
Depois, destruição efetiva da soqueira do algodoeiro com eliminação de tigüeras, focando a diminuição da fonte de inóculo. Na medida do possível, realizar “roguing” em plantas com sintomas da doença.
Os especialistas definiram ainda a necessidade de pesquisas para averiguar a etiologia do patógeno e purificação do vírus para a produção de antissoro para teste de diagnose rápido. Eles também recomendam verificar a herança da resistência em genótipos de algodoeiro, possíveis hospedeiros alternativos limitados em áreas de cultivo do algodoeiro e constatar a transmissão do vírus para descendentes do vetor.
Os pesquisadores recomendam também determinar o nível de controle do vetor, a influência da destruição de soqueira na incidência da doença, realizar estudos epidemiológicos da doença e, por último, conferir a não transmissão do vírus por meio da semente.
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Fonte: AMPA – http://www.ampa.com.br/home/noticia/29
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E agora, Wilhelmus Uitdewilligen ???