Parque Nacional da Tijuca, no Rio, é o mais frequentado do país

A floresta mais visitada do Brasil não está na Amazônia, mas no coração do Rio.

O Parque Nacional da Tijuca é um laboratório vivo de conservação e interação humana no meio urbano.

Em 3 pontos

  • O parque é a unidade de conservação mais visitada do país, com quase 5 milhões de visitantes em 2025.
  • Trata-se de um dos maiores parques urbanos do mundo, administrado pelo ICMBio com investimentos em modernização.
  • O local é palco de importantes projetos de reintrodução de fauna e flora nativas da Mata Atlântica.
Parque Nacional da Tijuca, no Rio, é o mais frequentado do país

O Parque Nacional da Tijuca, localizado em área urbana da cidade do Rio de Janeiro, no Alto da Boa Vista, consolidou-se em 2025, pelo 18º ano consecutivo, como o parque nacional mais frequentado do país, com o recorde histórico de 4.907.563 visitantes. Considerado um dos maiores parques urbanos do mundo, o parque é administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que já investiu R$ 75 milhões em obras de modernização da área.  Notícias relacionadas:Onça-pintada nascida no BioParque Vale Amazônia ganha o nome de Xingu.Parque Nacional da Tijuca recebe primeira soltura de araras-canindés.Somente no Alto Corcovado, onde está instalada a estátua do Cristo Redentor, o fluxo saltou de 2,3 milhões em 2024 para mais de 2,8 milhões no ano passa

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil 13 de abril às 18:45

🧭 O que isso muda para você

  • Para o agricultor urbano: estudar a sucessão ecológica do parque para técnicas de recuperação de áreas degradadas.
  • Para o pesquisador: monitorar o impacto da visitação massiva na fenologia e saúde de espécies-chave como o jequitibá-rosa.
  • Para o entusiasta: participar de programas de voluntariado para controle de espécies invasoras, como o jamelão (Syzygium cumini).
  • Para o gestor público: replicar o modelo de manejo integrado (turismo-conservação) em outros fragmentos urbanos de Mata Atlântica.
Atualizado em 13/04/2026

Contexto e Relevância Botânica

O Parque Nacional da Tijuca representa um caso único de botânica aplicada à conservação urbana. Trata-se de uma floresta replantada no século XIX, um marco histórico da restauração ecológica no Brasil. Sua relevância reside em ser um refúgio vital para a flora endêmica da Mata Atlântica sob intensa pressão antrópica, servindo como banco genético in situ e laboratório para estudos de ecologia de borda e resiliência.

Mecanismos e Descobertas

A consolidação do parque como o mais visitado do país evidencia um modelo bem-sucedido de coexistência entre uso público intenso e conservação. Os investimentos em modernização pela gestão do ICMBio visam mitigar impactos como pisoteio e compactação do solo. Descobertas importantes incluem a dinâmica de regeneração de espécies nativas como a paineira (Ceiba speciosa) e o palmito-juçara (Euterpe edulis) sob diferentes níveis de perturbação, e o papel crucial da fauna reintroduzida (como araras-canindé) na dispersão de sementes.

Implicações Práticas

Na agricultura, as técnicas de restauração empregadas no parque inspiram sistemas agroflorestais resilientes. Para o meio ambiente, o parque é um sumidouro de carbono e regulador microclimático da cidade do Rio. Na saúde pública, oferece benefícios psico-fisiológicos à população. Ecossistemas como as matas de encosta e os brejos de altitude são mantidos, protegendo nascentes e a biodiversidade.

Espécies Envolvidas

A flora do parque inclui espécies emblemáticas da Mata Atlântica como o jequitibá-rosa (Cariniana legalis), o ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus), o manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis) e orquídeas raras. A reintrodução da arara-canindé (Ara ararauna) tem relação simbiótica com espécies como o buriti (Mauritia flexuosa) em áreas alagadas.

Aplicação no Brasil e Regiões Tropicais

O caso da Tijuca é um modelo para a gestão de Unidades de Conservação em áreas metropolitanas de regiões tropicais, como os fragmentos de Cerrado em Brasília ou de Mata Atlântica em São Paulo. Demonstra como o engajamento público pode financiar e dar suporte político à conservação.

Próximos Passos da Pesquisa

Os próximos passos incluem: • Monitoramento de longo prazo do estresse hídrico em árvores monumentais devido ao aumento de visitantes e mudanças climáticas. • Estudos genéticos para avaliar a viabilidade populacional de espécies raras em fragmento isolado. • Pesquisas sobre a efetividade dos corredores ecológicos que conectam o parque a outros remanescentes florestais. • Desenvolvimento de protocolos de turismo de natureza que minimizem impactos na polinização e dispersão de sementes.

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