Populações ameaçadas de abelhas na Inglaterra perdem diversidade genética

Abelhas isoladas perdem diversidade genética e podem desaparecer para sempre.

Populações isoladas de abelhas perdem variação genética e ficam vulneráveis a doenças e mudanças climáticas.

Em 3 pontos

  • O moscardo-de-cardar, polinizador britânico, perdeu diversidade genética rapidamente.
  • A destruição de habitats forçou a espécie a redutos costeiros e ilhas isoladas.
  • A perda genética reduz a resistência a doenças e ameaça a polinização agrícola.
Foto: Nguyen Ngoc Tien / Pexels
Populações ameaçadas de abelhas na Inglaterra perdem diversidade genética

Um novo estudo mostra que o moscardo-de-cardar, importante polinizador britânico, está perdendo diversidade genética rapidamente. Antes comum em prados, pântanos e charnecas floridas, a espécie recuou para redutos costeiros e ilhas após a destruição de seus habitats. Essa perda genética enfraquece as abelhas, reduzindo sua capacidade de resistir a doenças e mudanças climáticas. Como polinizadoras de muitas plantas, seu declínio ameaça a reprodução da vegetação nativa e a agricultura que depende desses insetos.

Phys.org Biology 🤖 Traduzido por IA 17 de setembro às 15:20

🧭 O que isso muda para você

  • Cultivar plantas nativas em jardins e margens de lavouras para criar corredores ecológicos que conectem populações isoladas.
  • Evitar o uso de pesticidas neonicotinoides em áreas próximas a habitats de abelhas silvestres.
  • Monitorar a diversidade genética de populações locais para orientar programas de conservação e reintrodução.
  • Preservar áreas de pântanos, charnecas e prados floridos, mesmo em pequenas propriedades rurais.
  • Apoiar a criação de reservas costeiras e insulares que funcionem como refúgios para polinizadores ameaçados.
Atualizado em 17/09/2026

Introdução

O moscardo-de-cardar (Bombus muscorum) é uma abelha robusta e de pelo marrom-dourado, outrora comum em prados, pântanos e charnecas floridas da Inglaterra. Como polinizador generalista, visita plantas como cardos, trevos e ervilhas-de-cheiro, sendo essencial para a reprodução da vegetação nativa e de cultivos agrícolas. Nas últimas décadas, a intensificação agrícola e a perda de habitats fragmentaram suas populações, que hoje se restringem a redutos costeiros e ilhas. Um novo estudo revelou que essa fragmentação está causando uma perda acelerada de diversidade genética, ameaçando a sobrevivência da espécie.

Mecanismos da perda genética

A pesquisa analisou marcadores moleculares de populações ao longo da costa britânica e em ilhas. Os resultados mostram que o isolamento geográfico impede o fluxo gênico entre colônias, levando à endogamia e à deriva genética. Com menos variação, as abelhas perdem a capacidade de se adaptar a novos patógenos, parasitas e variações climáticas. Populações pequenas e isoladas acumulam mutações deletérias, reduzindo a fertilidade das rainhas e a viabilidade das colônias. O estudo destaca que a perda genética é mais rápida do que se pensava, mesmo em áreas protegidas.

Implicações práticas

A redução da diversidade genética do moscardo-de-cardar tem efeitos em cadeia. Ecologicamente, menos polinizadores significam menor produção de sementes e frutos de plantas nativas, afetando toda a teia alimentar. Na agricultura, culturas dependentes de polinização – como maçãs, morangos e tomates – podem sofrer queda de produtividade. No Brasil, situação semelhante ocorre com abelhas nativas como a jandaíra (Melipona subnitida) e a uruçu (Melipona scutellaris), cujas populações isoladas na Caatinga e Mata Atlântica também enfrentam perda de variabilidade genética. A conservação exige corredores ecológicos, manejo de paisagens e proibição de pesticidas letais.

Próximos passos

Os pesquisadores planejam sequenciar genomas completos para identificar genes ligados à resistência a doenças e ao estresse térmico. Também propõem programas de translocação controlada entre populações isoladas para restaurar o fluxo gênico. No Brasil, iniciativas similares estão sendo discutidas para abelhas sem ferrão, com apoio de redes de conservação e agricultores familiares. A ciência cidadã, com monitoramento por aplicativos, pode ampliar a coleta de dados e engajar comunidades na proteção desses polinizadores essenciais.

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