Lesmas ameaçam morangos após período seco; saiba como proteger suas plantas
Chuva após secão: lesmas famintas devoram morangos antes da colheita.
Lesmas atacam mudas de morango quando o tempo úmido retorna após período seco.
Em 3 pontos
- Lesmas explodem após período seco com o retorno da umidade.
- Morangueiros produzem safra precoce que atrai lesmas famintas.
- Mudas jovens são as mais vulneráveis ao ataque das lesmas.
Pesquisadores ingleses alertam que, após semanas de sol, o retorno do tempo úmido traz uma explosão de lesmas famintas, justamente quando os morangueiros produzem uma safra precoce abundante. As lesmas atacam mudas jovens e vulneráveis, colocando em risco a colheita. Para os agricultores e jardineiros, a descoberta reforça a importância de transplantar mudas já robustas, cultivadas em vasos, e protegê-las com coberturas. Apesar do estrago, as lesmas são benéficas em composteiras, pois decompõem matéria morta e ajudam a transformar resíduos em adubo.
🧭 O que isso muda para você
- Transplante mudas robustas cultivadas em vasos para resistir melhor.
- Proteja os morangueiros com coberturas físicas como telas ou palha.
- Use barreiras naturais como cascas de ovo trituradas ao redor das plantas.
- Evite irrigação excessiva em períodos úmidos para reduzir abrigo de lesmas.
- Mantenha composteiras separadas das áreas de cultivo para atrair lesmas benéficas.
Contexto e Relevância para a Botânica
A interação entre condições climáticas e SAIs agrícolas é um tema central na botânica e ecologia de cultivos. A notícia sobre lesmas ameaçando morangos após um período seco ilustra como o estresse hídrico e a subsequente umidade podem desencadear explosões populacionais de SAIs, afetando diretamente a produtividade de plantas cultivadas. O morangueiro (*Fragaria × ananassa*), uma planta de grande importância econômica e alimentar, é particularmente sensível a ataques em suas fases iniciais de desenvolvimento.
Mecanismos e Descobertas
Pesquisadores ingleses observaram que, após semanas de sol intenso, o retorno do tempo úmido cria condições ideais para a reprodução e atividade de lesmas (gastrópodes terrestres). Esses moluscos, que se abrigam em solo seco durante a estiagem, emergem em massa com a umidade, buscando alimentos frescos. Os morangueiros, que produzem uma safra precoce abundante devido ao estímulo do período seco, tornam-se alvos perfeitos, pois suas mudas jovens e tenras são altamente palatáveis e vulneráveis. O ataque pode comprometer a colheita inteira se não houver manejo adequado.
Implicações Práticas
Para agricultores e jardineiros, a descoberta reforça a importância de práticas preventivas: transplantar mudas já robustas, cultivadas em vasos, e protegê-las com coberturas físicas (como palha ou telas) reduz o risco de danos. Além disso, o manejo integrado de SAIs deve considerar o ciclo das lesmas, evitando irrigação excessiva e mantendo a área de cultivo limpa. Apesar do estrago, as lesmas são benéficas em composteiras, pois decompõem matéria morta e ajudam a transformar resíduos em adubo, o que sugere que seu controle deve ser localizado, não erradicado.
Espécies de Plantas Envolvidas
A espécie principal é o morangueiro (*Fragaria × ananassa*), mas outras culturas de folhas tenras, como alface e couve, também podem ser afetadas em condições semelhantes. As lesmas envolvidas são provavelmente espécies comuns como *Deroceras reticulatum* (lesma-cinzenta) e *Arion hortensis* (lesma-de-jardim).
Aplicação no Brasil ou Regiões Tropicais
No Brasil, o cultivo de morangos é expressivo em regiões de clima temperado e subtropical, como no Sul e Sudeste. O período seco seguido de chuvas intensas é comum em muitas áreas, especialmente no outono e primavera. Agricultores brasileiros podem adotar as mesmas práticas de proteção, adaptando-as às condições locais, como o uso de coberturas de palha de arroz ou serragem, e o plantio em canteiros elevados para evitar acúmulo de umidade.
Próximos Passos da Pesquisa
Os pesquisadores sugerem investigar variedades de morangueiro mais resistentes a lesmas e desenvolver métodos biológicos de controle, como a introdução de predadores naturais (sapos, pássaros ou nematoides entomopatogênicos). Também é importante estudar o impacto das mudanças climáticas na sincronia entre períodos secos e úmidos, para prever e mitigar futuros surtos de SAIs em cultivos sensíveis.
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(*) SAI: Servidores Ambientais Indesejados