Bactérias promotoras de crescimento controlam doenças do tomate contra Botrytis e Fusarium

Bactérias amigas do tomate combatem fungos que nem sempre matam.

Duas bactérias endofíticas protegem tomateiros contra Botrytis e Fusarium sem fungicidas.

Em 3 pontos

  • Kosakonia radicincitans e Paraburkholderia phytofirmans inibem diretamente fungos patogênicos.
  • As bactérias induzem resistência sistêmica nas plantas de tomate.
  • Biocontrole reduz dependência de fungicidas químicos na agricultura.
Foto: Ellie Pov_In Poetry / Pexels
Bactérias promotoras de crescimento controlam doenças do tomate contra Botrytis e Fusarium

Pesquisadores testaram duas bactérias endofíticas, Kosakonia radicincitans e Paraburkholderia phytofirmans, como agentes de biocontrole contra dois fungos prejudiciais ao tomate: Botrytis cinerea e Fusarium oxysporum. Essas bactérias promotoras de crescimento vegetal (PGPB) têm potencial para fortalecer as plantas e induzir resistência contra patógenos. O estudo avaliou a capacidade antifúngica direta das bactérias em testes controlados, investigando como elas protegem as plantas de forma específica. Essa abordagem representa uma alternativa promissora ao uso excessivo de fungicidas químicos, oferecendo aos agricultores uma solução mais sustentável para proteger cultivos de tomate contra doenças fúngicas importantes.

Mohamed Matared 🤖 Traduzido por IA 14 de maio às 02:44

🧭 O que isso muda para você

  • Agricultor pode aplicar as bactérias como biofungicida no solo ou nas folhas do tomateiro.
  • Pesquisador pode isolar essas cepas em cultivos comerciais para validar eficácia em campo.
  • Entusiasta pode testar inoculação em mudas de tomate para prevenir doenças fúngicas.
Atualizado em 14/05/2026

Contexto e relevância para a botânica

O tomate (Solanum lycopersicum) é uma das hortaliças mais cultivadas no mundo, mas sofre com doenças fúngicas como a podridão cinzenta (Botrytis cinerea) e a murcha de Fusarium (Fusarium oxysporum). O uso excessivo de fungicidas químicos gera resistência e contaminação ambiental. Bactérias promotoras de crescimento vegetal (PGPB) surgem como alternativa sustentável, combinando proteção e estímulo ao desenvolvimento.

Mecanismos e descobertas

Pesquisadores testaram Kosakonia radicincitans e Paraburkholderia phytofirmans, bactérias endofíticas que colonizam tecidos internos do tomate. Elas atuam por dois mecanismos: 1) antagonismo direto, secretando compostos que inibem o crescimento micelial dos fungos; 2) indução de resistência sistêmica, ativando genes de defesa da planta. Em ensaios controlados, as bactérias reduziram significativamente a severidade das doenças, sem afetar o crescimento do tomateiro.

Implicações práticas

• Agricultura: biofungicida à base dessas PGPB pode ser formulado para aplicação em sementes, mudas ou irrigação, diminuindo perdas por Botrytis e Fusarium. • Meio ambiente: reduz descarte de fungicidas sintéticos no solo e lençóis freáticos. • Saúde: menor resíduo químico nos frutos consumidos. • Ecossistemas: preserva microrganismos benéficos do solo.

Espécies de plantas envolvidas

O estudo foca no tomate (Solanum lycopersicum), mas os mecanismos podem ser adaptados para outras solanáceas como pimentão (Capsicum annuum) e berinjela (Solanum melongena). As bactérias testadas são endofíticas naturais de diversas culturas.

Aplicação no Brasil ou regiões tropicais

No Brasil, o tomate é cultivado em larga escala no Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste. Fusarium oxysporum é endêmico em solos tropicais, e Botrytis cinerea ataca em épocas úmidas. O uso de PGPB pode ser integrado ao manejo integrado de SAIs (MIP) em sistemas orgânicos e convencionais, com potencial para reduzir custos e aumentar a sustentabilidade.

Próximos passos da pesquisa

Ensaios em campo aberto e estufas comerciais são necessários para validar a eficácia em condições reais. Também é preciso desenvolver formulações estáveis (pó molhável ou suspensão concentrada) e testar compatibilidade com outros insumos biológicos. Estudos de longa duração avaliarão o impacto na microbiota do solo e a segurança alimentar.

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(*) SAI: Servidores Ambientais Indesejados

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